{"id":23917,"date":"2012-07-25T16:16:00","date_gmt":"2012-07-25T16:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23917"},"modified":"2012-07-25T16:16:00","modified_gmt":"2012-07-25T16:16:00","slug":"e-necessario-sensibilizar-a-opiniao-publica-para-a-realidade-dos-presos-e-das-prisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-necessario-sensibilizar-a-opiniao-publica-para-a-realidade-dos-presos-e-das-prisoes\/","title":{"rendered":"\u00c9 necess\u00e1rio &#8220;sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica para a realidade dos presos e das pris\u00f5es&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Encontro internacional de capel\u00e3es e volunt\u00e1rios positivamente marcado por visitas \u00e0 pris\u00e3o e ao tribunal. Prepara-se congresso para 2014.<\/p>\n<p>\u201cTemos esta preocupa\u00e7\u00e3o: sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica para a realidade dos presos e das pris\u00f5es, em ordem a vermos como \u00e9 que podemos atuar mais na \u00e1rea de preven\u00e7\u00e3o, fazer melhor o acompanhamento, ajudar a que as pris\u00f5es sejam um espa\u00e7o de mais humanidade e mesmo espa\u00e7o de recupera\u00e7\u00e3o da pessoa\u201d, disse D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, a sa\u00edda do Tribunal de Aveiro, depois de uma visita integrada no encontro de capel\u00e3es e volunt\u00e1rios da pastoral penitenci\u00e1ria dos pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo ocidental, que decorreu em Aveiro nos dias 17, 18 e 19 de julho.<\/p>\n<p>O Bispo ligado \u00e0 pastoral penitenci\u00e1ria, por pertencer \u00e0 Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, considera que os presos s\u00e3o um dos assuntos que a sociedade coloca \u201catr\u00e1s do biombo\u201d, ignorando, porque s\u00e3o algo que \u201cincomoda\u201d. \u201cH\u00e1 um trabalho a fazer no sentido de sensibilizar a sociedade em geral, as Igreja, os crist\u00e3os. O facto de as nossas cadeias estarem superlotadas, com 13 000 presos, e a maioria deles serem jovens deve alertar-nos para dar alguns passos para melhorar esta realidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>No encontro, al\u00e9m da partilha sobre as v\u00e1rias realidades locais, uma \u201cpartilha de riqueza extraordin\u00e1ria\u201d, nas palavras do coordenador nacional dos capel\u00e3es, P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, falou-se de um congresso ib\u00e9rico que j\u00e1 est\u00e1 agendado para o Porto, nos in\u00edcios de maio de 2014. O congresso ter\u00e1 como tema a \u201cdignifica\u00e7\u00e3o da pessoa presa\u201d, centrando-se em quest\u00f5es como a visita dos c\u00f4njuges e de menores, as pessoas com limita\u00e7\u00f5es, geralmente do foro mental, e os estrangeiros, que em Portugal s\u00e3o 20 por cento da popula\u00e7\u00e3o prisional. Em Espanha, s\u00e3o 35 por cento.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o dos estrangeiros bem como a juventude dos presos deixa especialmente alarmado D. Joaquim Mendes, que na visita ao Estabelecimento Prisional de Aveiro p\u00f4de constatar que a faixa et\u00e1ria com maior n\u00famero de presos anda \u00e0 volta dos 28 anos. O problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do preso e das suas fam\u00edlias, mas de toda a sociedade. \u201cSe n\u00e3o trabalhamos com as crian\u00e7as e os jovens e n\u00e3o prevenimos a delinqu\u00eancia e n\u00e3o educamos para os valores e integra\u00e7\u00e3o numa sociedade, depois vamos ter problemas mais adiante\u201d, refere o prelado, que tamb\u00e9m \u00e9 bispo auxiliar de Lisboa.<\/p>\n<p>O encontro incluiu uma visita e di\u00e1logo com os dirigentes do Tribunal de Aveiro. Neste cap\u00edtulo, os respons\u00e1veis eclesiais da Pastoral Penitenci\u00e1ria manifestaram algum contentamento pelos passos dados no sentido da humaniza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a. \u201c\u00c9 muito importante contactarmos com estas institui\u00e7\u00f5es, conhecermos as pessoas, os passos, o modo como este tribunal gere os conflitos, a sensibilidade dos pr\u00f3prios ju\u00edzes e procuradores, no sentido de ajudar a minorar as penas e encontrar as melhores medidas para ajudar o recluso a recuperar dos seus delitos\u201d, esclarece D. Joaquim Mendes. \u201cFiquei sensibilizado pelas medidas que procuram aplicar at\u00e9 penas de cinco anos. Se calhar a sociedade n\u00e3o conhece. Fala-se muito da justi\u00e7a em geral, mas \u00e9 s\u00f3 a partir de um caso ou outro\u201d, disse, mais presentes na comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves refor\u00e7a que se sente o esfor\u00e7o da Justi\u00e7a para evitar que as pessoas v\u00e3o para a pris\u00e3o com a substitui\u00e7\u00e3o de penas. \u201cH\u00e1 j\u00e1 alternativas e estas come\u00e7am a estar na mente dos legisladores e dos ju\u00edzes. As pris\u00f5es n\u00e3o conduzem \u00e0 melhoraria das condi\u00e7\u00f5es de vida da sociedade. Os crimes n\u00e3o diminuem nem se tronam menos graves com mais pris\u00e3o e com penas maiores ou com a pena de morte. A experi\u00eancia dos pa\u00edses que t\u00eam pena de morte mostra o contr\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>No encontro aveirense falou-se de dificuldades na aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o que regula o trabalho dos crist\u00e3os no interior das pris\u00f5es, mas sempre sem perder de vista, como afirma D. Joaquim Mendes, que \u201cvisitar os presos\u201d \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, \u00e0 maneira de Jesus Cristo, que \u201cinscreveu no seu programa pastoral o estar com os presos\u201d. \u201cEles [os presos] s\u00e3o os \u00faltimos dos \u00faltimos\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro internacional de capel\u00e3es e volunt\u00e1rios positivamente marcado por visitas \u00e0 pris\u00e3o e ao tribunal. 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