{"id":23984,"date":"2012-10-17T16:10:00","date_gmt":"2012-10-17T16:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23984"},"modified":"2012-10-17T16:10:00","modified_gmt":"2012-10-17T16:10:00","slug":"cuidados-a-ter-com-os-olhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cuidados-a-ter-com-os-olhos\/","title":{"rendered":"Cuidados a ter com os olhos"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u00fade <!--more--> Os nossos olhos est\u00e3o expostos a agentes que podem prejudic\u00e1-los, como ecr\u00e3s, erros alimentares, fatores clim\u00e1ticos&#8230; Neste texto do m\u00e9dico Jos\u00e9 Carlos A. Costa ficamos a conhecer alguns cuidados a ter com o \u00f3rg\u00e3o da vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Os olhos representam o \u00f3rg\u00e3o da vis\u00e3o. S\u00e3o um dos \u00f3rg\u00e3os mais importantes do corpo humano. Os olhos focam os raios luminosos, a forma dos objetos e as cores. Visualizam-nos o mundo exterior e permitem-nos identificar e seriar o que est\u00e1 \u00e0 nossa volta. Mas nem tudo \u00e9 ben\u00e9fico aos olhos. <\/p>\n<p>\u2022 O computador e a televis\u00e3o s\u00e3o dois instrumentos da vida moderna que n\u00e3o trouxeram nenhum benef\u00edcio aos olhos. Atualmente, o computador \u00e9 um meio de trabalho e de comunica\u00e7\u00e3o importante, mas \u00e9 preciso utiliz\u00e1-lo em condi\u00e7\u00f5es adequadas e respeitar os limites de cada utilizador. <\/p>\n<p>\u2022 As altera\u00e7\u00f5es ocorridas na camada de ozono tornam os raios solares agressivos aos olhos de todas as pessoas. A exposi\u00e7\u00e3o prolongada e desprotegida \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar e a perman\u00eancia abusiva em frente \u00e0 televis\u00e3o s\u00e3o atitudes err\u00f3neas que amea\u00e7am a sa\u00fade dos olhos. <\/p>\n<p>\u2022 A vida agitada, o per\u00edodo de sono insuficiente, o excesso de gorduras, o consumo de a\u00e7\u00facar, de sal e \u00e1lcool arrasam com a acuidade visual da pessoa moderna. <\/p>\n<p>\u2022 Os portugueses usam e abusam do uso de \u00f3culos. Os chamados \u00f3culos de sol nem sempre s\u00e3o utilizados por quem precisa nem prescritos por quem sabe. O sintoma de vista cansada, t\u00e3o referida nos dias de hoje, traduz, na maior parte das vezes, stress e falta de descanso durante o sono.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 que a vis\u00e3o <\/p>\n<p>deve ser avaliada?<\/p>\n<p>As crian\u00e7as antes dos tr\u00eas (3) anos deveriam ser submetidas a um diagn\u00f3stico oftalmol\u00f3gico. \u00c9 ocasi\u00e3o para vistoriar n\u00e3o s\u00f3 a qualidade da vis\u00e3o da crian\u00e7a, como poss\u00edveis influ\u00eancias cong\u00e9nitas a que esteja sujeita. Quando detetadas em tempo \u00fatil, poder\u00e3o ser erradicadas, mesmo antes de se manifestarem. Existe um teste muito simples de realizar mas que pode despoletar o sinal da anomalia ocular, fazendo a oclus\u00e3o de um dos olhos (tapando-o) e observar o comportamento da crian\u00e7a e os reflexos do olho destapado. Os olhos das pessoas adultas deveriam ser observados de dois em dois anos.     <\/p>\n<p>Cuidados a ter <\/p>\n<p>Deve-se evitar a exposi\u00e7\u00e3o prolongada em frente ao computador. O tempo de perman\u00eancia ao computador deve ser intercalado com pequenos per\u00edodos de pausa. Estes momentos de descanso ocular podem ser utilizados para a realiza\u00e7\u00e3o de outras atividades de menor esfor\u00e7o para os olhos. Por exemplo, n\u00e3o se deve ler imediatamente a seguir a um tempo demasiado longo ao computador. Por cada sessenta (60) minutos de utiliza\u00e7\u00e3o do computador \u00e9 recomendado fazer uma pausa de cinco (5) minutos. <\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia que se estabelece entre o utilizador do computador ou o observador da televis\u00e3o e os respetivos monitores \u00e9 crucial para prevenirmos os danos mais significativos dos olhos. Quanto mais afastado do monitor estiver o utilizador, menor ser\u00e1 o risco de contrair les\u00f5es oculares. O computador deve estar posicionado 20 a 30 graus abaixo da linha do horizonte do olhar e a uma dist\u00e2ncia m\u00ednima de 50 a 60 cm. Desta forma, as p\u00e1lpebras intercetam grande parte da radia\u00e7\u00e3o emitida pelo computador, protegendo os olhos dessa agressividade.  <\/p>\n<p>A luminosidade dos \u00e9cr\u00e3s (computador e televis\u00e3o) \u00e9 um fator muito importante a ter em considera\u00e7\u00e3o porque, quanto mais intensa for a luz e o brilho do \u00e9cr\u00e3, maior ser\u00e1 a probabilidade de les\u00e3o ocular. Nestes casos, o per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser reduzido e os intervalos mais frequentes. Os intervalos s\u00e3o tamb\u00e9m oportunidades para fazer exerc\u00edcio aos olhos. \u00c9 importante regular o computador com maior contraste e menor brilho. Focar o olhar em objetos que estejam a dist\u00e2ncias diferentes frequentemente ajuda a recuperar a estabilidade fotog\u00e9nica dos olhos e a acuidade visual.  <\/p>\n<p>N\u00e3o se deve co\u00e7ar os olhos. A fric\u00e7\u00e3o pode desencadear processos de inflama\u00e7\u00e3o graves nos tecidos oculares. Perante as sensa\u00e7\u00f5es de inc\u00f3modo, ardor, comich\u00e3o, irritabilidade conjuntiva n\u00e3o se deve pressionar nem friccionar. A lavagem dos olhos com \u00e1gua t\u00e9pida e a aplica\u00e7\u00e3o de uma compressa h\u00famida e fria poder\u00e1 dissipar o desconforto. Em lugar da fric\u00e7\u00e3o deve-se pestanejar en\u00e9rgica e frequentemente para assegurar a humidifica\u00e7\u00e3o e irriga\u00e7\u00e3o de todo o globo ocular. <\/p>\n<p>O uso de gotas oftalmol\u00f3gicas por iniciativa do pr\u00f3prio utilizador ou por aconselhamento alheio nunca se deve fazer. Os olhos s\u00e3o demasiado importantes para serem alvo de experi\u00eancias imprudentes. <\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f3culos de sol pode ajudar a proteger os olhos das agressividades dos raios solares. Por\u00e9m, estes instrumentos de prote\u00e7\u00e3o ocular devem ser usados somente quando s\u00e3o efetivamente necess\u00e1rios, como qualquer pr\u00f3tese. Os \u00f3culos de sol s\u00e3o para ser usados somente quando a incid\u00eancia dos raios solar \u00e9 mais forte, cuja dire\u00e7\u00e3o possa estar no alinhamento dos olhos (ex: ao nascer e ao p\u00f4r do sol, quando se olha diretamente para o sol). Fora destes per\u00edodos, os olhos n\u00e3o precisam de prote\u00e7\u00e3o. A luz solar ou artificial \u00e9 ben\u00e9fica e imprescind\u00edvel \u00e0 vis\u00e3o desde que n\u00e3o incida diretamente nos olhos. A aus\u00eancia de luz retira a capacidade de focagem, obstando a vis\u00e3o. Os \u00f3culos de corre\u00e7\u00e3o ocular ou de prote\u00e7\u00e3o dos raios solares devem ser prescritos e usados de acordo com o aconselhamento m\u00e9dico. Os \u00f3culos n\u00e3o devem ser usados como adorno nem adere\u00e7o de moda. O uso indevido desta pr\u00f3tese ocular pode causar danos e viciar os olhos. O uso de \u00f3culos sem necessidade vicia os olhos e enfraquece a vis\u00e3o natural. <\/p>\n<p>Algumas doen\u00e7as dos olhos<\/p>\n<p>O olho vermelho, por exemplo, \u00e9 um sinal que esconde um grande n\u00famero de enfermidades oculares. Perante esse sinal, \u00e9 preciso diferenciar os casos simples dos perigosos. Devem-se conhecer os sinais e sintomas oculares sugestivos de gravidade. As \u00falceras, o glaucoma e as uve\u00edtes s\u00e3o as tr\u00eas grandes amea\u00e7as \u00e0 vis\u00e3o associadas ao olho vermelho. A identifica\u00e7\u00e3o destas patologias e a aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica adequada e em tempo certo \u00e9 a atitude mais acertada para a erradica\u00e7\u00e3o destas enfermidades. <\/p>\n<p>A conjuntivite do rec\u00e9m-nascido tamb\u00e9m deve ser considerada grave pela potencialidade da origem gonoc\u00f3cica ou por clamydias. As conjuntivites agudas, blefarites, hord\u00e9olos e cal\u00e1zios, em geral, n\u00e3o s\u00e3o graves. Contudo, compete ao profissional de sa\u00fade fazer a avalia\u00e7\u00e3o e propor a orienta\u00e7\u00e3o terap\u00eautica mais ajustada \u00e0 doen\u00e7a. Os olhos quando lacrimejam ou apresentam uma sensa\u00e7\u00e3o de corpo estranho persistentemente merecem uma avalia\u00e7\u00e3o profissional. O mesmo acontece quando surgem sinais de hemorragia ocular.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-23984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23984\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}