{"id":23997,"date":"2012-10-17T16:33:00","date_gmt":"2012-10-17T16:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23997"},"modified":"2012-10-17T16:33:00","modified_gmt":"2012-10-17T16:33:00","slug":"dignidade-e-indigencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dignidade-e-indigencia\/","title":{"rendered":"Dignidade e indig\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> O povo portugu\u00eas \u00e9 um povo bom, bondoso \u2013 onde \u00e9 que j\u00e1 ouvimos isto?! \u00c9 uma terra aben\u00e7oada em muitas latitudes. Por aqui tamb\u00e9m, no sentido b\u00edblico, jorra leite e mel; h\u00e1 capacidade de trabalho, produtividade. Como todos os povos de boa vontade, Portugal tem dificuldade em aceitar ser mal governado, tanto nas coisas grandes como nos empreendimentos mais elementares ou menos cuidados. Como j\u00e1 foi estudado \u00e0 exaust\u00e3o, o perfil melanc\u00f3lico do portugu\u00eas contrasta, na mesma pessoa, com a vivacidade e sagacidade que colocamos na vida. Aliado a isto, emprestamos \u00e0s coisas que fazemos l\u00f3gicas de proximidade, inter-rela\u00e7\u00e3o, conveni\u00eancias. Ser\u00e1 por essa raz\u00e3o que, em imensas circunst\u00e2ncias para n\u00e3o dizer sempre \u2013 como j\u00e1 o abord\u00e1mos neste espa\u00e7o \u2013, cada portugu\u00eas descobre imediatamente a arte de \u201cconhecer algu\u00e9m\u201d porque juntos seremos mais fortes, esteja onde estiver, seja em que circunst\u00e2ncias forem. E a vida foi crescendo assim, com dignidade mas sempre prontos para privilegiar aquilo que, malevolamente, se designa por \u201cdar o golpe\u201d.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, a capacidade de \u201cconhecer algu\u00e9m\u201d tamb\u00e9m se individualizou, \u201cegoistizou-se\u201d, fechou-se em circuito fechado. Primeiro, em grandes corporativismos, depois em classes, em companhias, em organiza\u00e7\u00f5es \u201cad hoc\u201d,\u2026 at\u00e9 que chegou ao topo, ao Parlamento, ao Governo. A dignidade do \u201cser portugu\u00eas\u201d enquistou em v\u00e1rias indig\u00eancias. Hoje, h\u00e1 uma teia de sob e supra governan\u00e7as que formam uma nuvem espessa que n\u00e3o deixa ver o que o pa\u00eds tem de melhor: honestidade, dignidade, empreendedorismo, capacidade de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 cem anos\u2026 \u201cisto s\u00f3 l\u00e1 vai com uma revolu\u00e7\u00e3o\u201d!<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a processar-se, porque n\u00e3o \u00e9 pela for\u00e7a das armas, demora o seu tempo mas atinge os objetivos e ser\u00e1 mais efic\u00e1cia. E quem titubear ficar perdido no p\u00f3 da hist\u00f3ria. Lamentavelmente, as vozes mais eloquentes e formadas em valores sociais, \u00e9ticos, crist\u00e3os intemporais est\u00e3o a esconder-se atr\u00e1s da \u201cnuvem\u201d de governan\u00e7as, ao ponto estarem a ser confundidas com a pr\u00f3pria nuvem. Falta coragem \u00e0 maioria. O pastor ainda n\u00e3o viu a dimens\u00e3o do rebanho, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o noventa e nove no redil! Neste momento, est\u00e1 uma ovelha no redil e, as perdidas, s\u00e3o quase noventa e nove! H\u00e1 umas tantas que est\u00e3o por a\u00ed\u2026<\/p>\n<p>Est\u00e1 na hora de sair das conveni\u00eancias, dos corredores do poder, de ouvir a voz que clama (mesmo que seja no deserto, que n\u00e3o o ser\u00e1!), de procurar quem ainda n\u00e3o se afastou de vez, ao ponto de nunca mais se encontrar. N\u00e3o ter medo da indig\u00eancia de topo ao dar voz \u00e0 dignidade das bases! A\u00ed, nas bases, ouvem-se vozes abafadas no isolamento a que s\u00e3o expostas, mas v\u00e3o sem medo; tanta \u201cCaritas\u201d; Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz; oper\u00e1rios; professores; an\u00f3nimos\u2026 tanta dignidade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}