{"id":24158,"date":"2013-01-30T15:47:00","date_gmt":"2013-01-30T15:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=24158"},"modified":"2013-01-30T15:47:00","modified_gmt":"2013-01-30T15:47:00","slug":"futuro-incerto-das-pessoas-e-futuro-certo-de-um-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/futuro-incerto-das-pessoas-e-futuro-certo-de-um-pais\/","title":{"rendered":"Futuro incerto das pessoas e futuro certo de um pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Em tempos ainda relativamente recentes ter um curso superior era ter garantia de emprego. Havia cursos em que os melhores alunos eram contratados ainda antes de terminar os estudos, a fim de garantir o seu lugar na empresa. Hoje, a palavra que se ouve \u00e9 de que o futuro \u00e9 incerto para a maioria dos novos doutores. <\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as raz\u00f5es, desde cursos a mais e sem sa\u00edda, bem como as empresas com dificuldades. Quando os novos doutores fecham os seus horizontes, o que acontece com muitos deles, e n\u00e3o querem ver sen\u00e3o um emprego de harmonia com o seu diploma, tudo se agrava. Parece que os estudos superiores s\u00e3o unidimensionais e n\u00e3o abertos a capacitar quem os faz, para que seja criativo e inovador, resista \u00e0s dificuldades e tente fazer o seu caminho. N\u00e3o falta quem, a partir da sua capacidade e prepara\u00e7\u00e3o n\u00e3o cruza os bra\u00e7os e procure. Mas a maioria ainda \u00e9 dos desanimados, n\u00e3o dos lutadores que procuram at\u00e9 encontrar. N\u00e3o basta mandar curr\u00edculos. \u00c9 preciso abrir caminhos pr\u00f3prios e sentir o apoio do Estado e da comunidade.<\/p>\n<p>H\u00e1, tamb\u00e9m, futuros certos n\u00e3o menos preocupantes que os incertos. S\u00e3o aqueles que se multiplicam pela falta de sentido na vida ou por uma conjuga\u00e7\u00e3o de causas pessoais e p\u00fablicas, umas culp\u00e1veis, outras menos.<\/p>\n<p>Podemos, ent\u00e3o, ver um futuro certo que vem emergindo socialmente, que \u00e9 objeto de preocupa\u00e7\u00e3o para alguns e s\u00f3 raz\u00e3o de ju\u00edzos e cr\u00edticas para muitos outros. Refiro-me ao futuro sem futuro do nosso pa\u00eds, onde a natalidade bateu no fundo e a esperan\u00e7a de novos nascimentos n\u00e3o consegue furar o clima que se criou e que muitos alimentam. J\u00e1 se chama \u201cinverno demogr\u00e1fico\u201d a esta situa\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 cultura da vida.<\/p>\n<p>Certamente que s\u00e3o necess\u00e1rias medidas sociais de est\u00edmulo \u00e0 procria\u00e7\u00e3o, e que estas ou n\u00e3o existem ou s\u00e3o inadequadas. Mas n\u00e3o pode deixar de se ter presente o apoio escandaloso do Estado ao aborto, a maneira f\u00e1cil de orientar a gente nova, por vezes menores, para caminhos de irresponsabilidade, com a distribui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de anticoncetivos, a falta de prote\u00e7\u00e3o justificada \u00e0s fam\u00edlias numerosas, a campanha descarada ao div\u00f3rcio e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia est\u00e1vel\u2026 H\u00e1 leis fiscais escandalosas, h\u00e1 vexames lan\u00e7ados, at\u00e9 em maternidades do Estado, sobre as fam\u00edlias com mais de tr\u00eas filhos e, agora, at\u00e9 vemos o Tribunal Administrativo a sentenciar a proibi\u00e7\u00e3o de ter mais filhos, obrigando uma mulher a fazer laquea\u00e7\u00e3o de trompas, com penas anunciadas se a n\u00e3o fizer\u2026 <\/p>\n<p>As leis devem ser educadoras, e o mesmo deve ser o poder que as aplica. O caminho do mais f\u00e1cil, ainda por cima mandado de fora, nunca ser\u00e1 caminho de educa\u00e7\u00e3o de pessoas e de solu\u00e7\u00e3o v\u00e1lida de problemas.<\/p>\n<p>Tudo isto quer dizer que h\u00e1 um futuro certo &#8211; o fim de um pa\u00eds &#8211; quando as pessoas contam pouco, quem governa n\u00e3o tem prioridades e n\u00e3o atende \u00e0s causas dos males sociais detetados, os legisladores gastam tempo com frivolidades e a atacar-se mutuamente e n\u00e3o se preocupam em fazer leis racionais e justas, os mediadores dos servi\u00e7os sanit\u00e1rios s\u00e3o meros executores de ordens, quando \u00e0s fam\u00edlias retiram condi\u00e7\u00f5es para que sejam livres nas suas escolhas e, antes, se predeterminam para solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o lhes proporcionam dignidade\u2026 <\/p>\n<p>N\u00e3o falta gente a remar no sentido do respeito que as pessoas e as fam\u00edlias merecem. Por\u00e9m, a leviandade, quando n\u00e3o mesmo a deforma\u00e7\u00e3o moral e social de operadores da comunica\u00e7\u00e3o social e de agentes dos servi\u00e7os oficiais, com mentalidades deformadas, bloqueiam, frequentemente, os caminhos de dignifica\u00e7\u00e3o das pessoas e dos casais e destroem o trabalho s\u00e9rio de gente s\u00e9ria.<\/p>\n<p>A riqueza de um pa\u00eds s\u00e3o as pessoas. A estas, tudo se deve subordinar. Pouco interessam os programas de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e empresarial se amanh\u00e3 n\u00e3o houver pessoas que os sustentem e deles beneficiem. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos ainda relativamente recentes ter um curso superior era ter garantia de emprego. Havia cursos em que os melhores alunos eram contratados ainda antes de terminar os estudos, a fim de garantir o seu lugar na empresa. 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