{"id":2419,"date":"2010-09-15T10:13:00","date_gmt":"2010-09-15T10:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2419"},"modified":"2010-09-15T10:13:00","modified_gmt":"2010-09-15T10:13:00","slug":"ainda-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ainda-a-educacao\/","title":{"rendered":"Ainda a educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 tema permanente de preocupa\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Tratando-se, na verdade, de formar pessoas, essa \u00e9 a via de preparar e garantir o futuro das sociedades. O sucesso dessa tarefa, que \u00e9 miss\u00e3o nobre e trabalho de todos, implica uma busca permanente, uma dedica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, uma converg\u00eancia de ideias e projectos.<\/p>\n<p>Soa a pretensiosismo e tem subjacente uma filosofia que j\u00e1 vem dos anos trinta do s\u00e9culo passado a defesa e promo\u00e7\u00e3o absorvente da escola de iniciativa estatal. N\u00e3o exprime sen\u00e3o uma descarada inten\u00e7\u00e3o de direccionar a educa\u00e7\u00e3o segundo pressupostos ideol\u00f3gicos, que hoje s\u00f3 difere na cor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica educativa do Estado Novo.<\/p>\n<p>\u00c9 falso, \u00e9 demag\u00f3gico afirmar que \u201ca escola p\u00fablica \u00e9 a garantia da igualdade de oportunidades para todos\u201d, como o fez recentemente o nosso Primeiro Ministro. <\/p>\n<p>Primeiro, importa dizer que o estatal n\u00e3o esgota o servi\u00e7o p\u00fablico. A sociedade civil n\u00e3o se confunde com o dom\u00ednio estatal. E \u00e9 capaz de gerar e gerir institui\u00e7\u00f5es educativas que ofere\u00e7am servi\u00e7o p\u00fablico educativo de qualidade e sucesso, abertas a todos. Ao Estado caber\u00e1 dar suporte ser \u00f3rg\u00e3o regulador dessa pluralidade de ofertas. <\/p>\n<p>Depois, a igualdade de oportunidades para todos n\u00e3o \u00e9 a estandardiza\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o educativo monol\u00edtico e direccionado. N\u00e3o h\u00e1 educa\u00e7\u00e3o sem inten\u00e7\u00e3o. As inten\u00e7\u00f5es v\u00e1rias permitem a oferta de matrizes v\u00e1rias, que dar\u00e3o, essas sim, a possibilidade de escolha, raiz de verdadeira igualdade de oportunidades para todos.<\/p>\n<p>Sendo a educa\u00e7\u00e3o um percurso de personaliza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas de socializa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o para a cidadania, exige uma vis\u00e3o integral da pessoa, que contempla tamb\u00e9m valores morais e espirituais, que um padr\u00e3o educativo neutral n\u00e3o oferece. Ser\u00e1 o concerto da variedade de projectos que permitir\u00e1 n\u00e3o apenas a igualdade de oportunidades, mas a verdadeira conjuga\u00e7\u00e3o dessa igualdade com a excel\u00eancia, por via de caminhos personalizados. <\/p>\n<p>S\u00e3o claras e incisivas a este respeito as palavras proferidas pelo senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, no f\u00f3rum Risco de Educar, em Janeiro de 2007: \u201cA perfei\u00e7\u00e3o do sistema educativo portugu\u00eas n\u00e3o se atingir\u00e1 quando todas as crian\u00e7as e jovens frequentarem uma escola estatal. Caminhar-se-\u00e1 para essa perfei\u00e7\u00e3o quando a sociedade gerar institui\u00e7\u00f5es de qualidade, com projecto educativo pr\u00f3prio e claramente definido, de modo a que os pais possam escolher em nome desse projecto educativo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 tema permanente de preocupa\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. 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