{"id":24191,"date":"2013-02-28T10:11:00","date_gmt":"2013-02-28T10:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=24191"},"modified":"2013-02-28T10:11:00","modified_gmt":"2013-02-28T10:11:00","slug":"apicultura-pode-valorizar-eucaliptais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/apicultura-pode-valorizar-eucaliptais\/","title":{"rendered":"Apicultura pode valorizar eucaliptais"},"content":{"rendered":"<p>A coexist\u00eancia de abelhas e eucaliptos \u00e9 ben\u00e9fica para ambas as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Entre as mais de cem esp\u00e9cies de eucaliptos existentes em Portugal, ao longo do ano h\u00e1 sempre algumas em flora\u00e7\u00e3o, nomeadamente nos meses mais frios de novembro a mar\u00e7o, per\u00edodo em que as abelhas t\u00eam mais dificuldades em encontrarem flores com p\u00f3len dispon\u00edvel para as suas necessidades. <\/p>\n<p>Ernesto Goes, no seu livro \u201cOs Eucaliptos (Ecologia, Cultura, Produ\u00e7\u00f5es e Rentabilidade)\u201d, refere que \u201cas flores dos eucaliptos s\u00e3o muito atra\u00eddas pelas abelhas, que produzem um mel de grande pureza e de alta qualidade. Por esse facto, junto dos eucaliptais \u00e9 frequente encontrarem-se importantes explora\u00e7\u00f5es ap\u00edcolas\u201d, real\u00e7ando que \u201cem Portugal \u00e9 bem conhecido o mel produzido na Mata Nacional do Escaroupim [Ribatejo], onde existem in\u00fameras esp\u00e9cies de eucalyptus que florescem em \u00e9pocas diferentes\u201d. Este engenheiro silv\u00edcola sublinha que \u201catrav\u00e9s de uma consocia\u00e7\u00e3o perfeita de esp\u00e9cies de eucalyptus, poderemos manter, praticamente, o povoamento sempre com \u00e1rvores floridas\u201d.<\/p>\n<p>Alcides Baroet, produtor de mel biol\u00f3gico certificado e propriet\u00e1rio do Api\u00e1rio do Carmo, que inclui um pequeno parque tem\u00e1tico e pedag\u00f3gico sobre a apicultura, situado no extremo sul da Gafanha do Carmo, defende que os grandes produtores florestais, nomeadamente de eucaliptos, plantem alguns exemplares de esp\u00e9cies com diferentes per\u00edodos de flora\u00e7\u00e3o, de modo a que as abelhas dos api\u00e1rios situados nas orlas florestais tenham sempre flores dispon\u00edveis ao longo do ano.<\/p>\n<p>O apicultor real\u00e7a que os propriet\u00e1rios de pequenas planta\u00e7\u00f5es de eucaliptos podem rentabilizar muito mais as suas explora\u00e7\u00f5es se diversificarem as esp\u00e9cies de eucaliptos plantadas nos seus terrenos e se instalarem colmeias no local, tanto mais que Portugal \u00e9 um pa\u00eds que importa grande parte do mel que consome. A par do mel, os produtores florestais podem ainda rentabilizar o api\u00e1rio atrav\u00e9s da comercializa\u00e7\u00e3o de produtos associados, como a cera, o p\u00f3len, o pr\u00f3polis, entre outros produtos de elevado valor.<\/p>\n<p>Ernesto Goes, no seu livro \u201cOs Eucaliptos \u2013 Identifica\u00e7\u00e3o e monografia de 121 esp\u00e9cies existentes em Portugal\u201d, identifica quatro esp\u00e9cies com muito interesse para a apicultura, Albens, Behriana, Diversifolia e Melliodora, referindo que o nome desta \u00faltima deriva precisamente do seu interesse mel\u00edfero. No primeiro dos livros citados, o autor apresenta 36 esp\u00e9cies de eucaliptos que em Portugal podem ser usados numa planta\u00e7\u00e3o de modo a haver sempre eucaliptos em flora\u00e7\u00e3o ao longo do ano.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coexist\u00eancia de abelhas e eucaliptos \u00e9 ben\u00e9fica para ambas as esp\u00e9cies. 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