{"id":2422,"date":"2010-09-15T10:19:00","date_gmt":"2010-09-15T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2422"},"modified":"2010-09-15T10:19:00","modified_gmt":"2010-09-15T10:19:00","slug":"somos-uma-familia-para-os-sem-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/somos-uma-familia-para-os-sem-familia\/","title":{"rendered":"&#8220;Somos uma fam\u00edlia para os sem fam\u00edlia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Os Gaiatos v\u00e3o dar uma festa no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro como forma de agradecimento \u00e0 cidade, \u00e0 diocese e ao distrito. Ser\u00e1 no domingo, 19 de Setembro, \u00e0s 15h. Padre Manuel Mendes, director da casa de Miranda do Corvo (perto de Coimbra), fala-nos desta iniciativa e da institui\u00e7\u00e3o fundada pelo Padre Am\u00e9rico (1887-1956). Destacado para a Obra da Rua, P.e Manuel Mendes, 48 anos, tem a particularidade de ser um \u201cneto da Casa do Gaiato\u201d, pois o seu pai, J\u00falio Mendes, cresceu na institui\u00e7\u00e3o, sendo durante muitos anos respons\u00e1vel pela tipografia. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA \u2013 Os Gaiatos regressam a Aveiro, desta vez ao Centro Cultural e de Congressos, lembrando os grandes espect\u00e1culos do Teatro Aveirense. \u00c9 um regresso feliz?<\/p>\n<p>P.E MANUEL MENDES &#8211; Sempre tivemos boas refer\u00eancias de Aveiro, que \u00e9 uma terra que acolhe bem os rapazes da Casa do Gaiato. Havia e h\u00e1 uma amizade muito grande com esta obra, que \u00e9 uma obra da Igreja. Somos um \u201crestinho de Israel\u201d, uma for\u00e7a viva presente em Portugal e em \u00c1frica. Continuamos a viver sem subs\u00eddios do Estado. Vivemos do nosso trabalho e da generosidade e amizade das pessoas. Este n\u00e3o \u00e9 um espect\u00e1culo de angaria\u00e7\u00e3o de fundos, mas um agradecimento p\u00fablico \u00e0 cidade, \u00e0 diocese, ao distrito pela amizade que t\u00eam por n\u00f3s. H\u00e1 uma boa rela\u00e7\u00e3o entre os bispos desta diocese e a obra: o D. Ant\u00f3nio Francisco, que em seminarista colaborou com a casa de Pa\u00e7o de Sousa durante as f\u00e9rias, D. Ant\u00f3nio Marcelino [que at\u00e9 nas p\u00e1ginas deste jornal tem defendido a Casa do Gaiato] e D. J\u00falio Tavares Rebimbas [bispo em\u00e9rito do Porto], que me acolheu quando entrei para o semin\u00e1rio [sem esquecer D. Manuel de Almeida Trindade, que escreveu sobre o Padre Am\u00e9rico e o seu trabalho]. E recordo ainda o Doutor Loureiro, vice-reitor da Universidade de Aveiro, autor da primeira tese de doutoramento sobre a pedagogia da Obra da Rua.<\/p>\n<p>O que se poder\u00e1 ver neste espect\u00e1culo?<\/p>\n<p>Brincadeira, teatros, m\u00fasicas. Os nossos meninos n\u00e3o s\u00e3o uns \u201ccoitadinhos\u201d. T\u00eam os seus dons, s\u00e3o capazes de se mostrar em palco, sem vergonha, com alegria, dizendo que \u00e9 poss\u00edvel ser feliz mesmo numa institui\u00e7\u00e3o como a nossa. Ser\u00e1 um espect\u00e1culo de variedades. Come\u00e7a com uma apresenta\u00e7\u00e3o sobre o \u201cCalv\u00e1rio\u201d, uma vertente da nossa obra para doentes incur\u00e1veis, em Beire (Paredes), que \u00e9 uma forma de se dar a conhecer este gosto da Igreja pelos fr\u00e1geis e mais d\u00e9beis. Sei que h\u00e1 uma grande predilec\u00e7\u00e3o em Aveiro por essa casa. H\u00e1 dias, falando com um p\u00e1roco, isso ficou patente.<\/p>\n<p>Teremos um conto tradicional portugu\u00eas, o \u201cCoelhinho Branco\u201d, dizendo que os mais pequenos s\u00e3o capazes de mudar o mundo, e algumas partes mais engra\u00e7adas com sketches e m\u00fasicas modernas. Tamb\u00e9m participam as casas de Pa\u00e7o de Sousa e de Set\u00fabal.<\/p>\n<p>Como \u00e9 actualmente o ambiente nas Casas do Gaiato? H\u00e1 alguns anos a institui\u00e7\u00e3o esteve na comunica\u00e7\u00e3o social por maus motivos\u2026<\/p>\n<p>O ambiente \u00e9 bom. Os rapazes participam na vida da casa, os colaboradores s\u00e3o volunt\u00e1rios, h\u00e1 o papel do pai e da m\u00e3e. O pai \u00e9 o sacerdote, a m\u00e3e \u00e9 a senhora Nazar\u00e9, que est\u00e1 l\u00e1 em casa h\u00e1 oito anos, uma senhora livre e entregue totalmente aos mi\u00fados. Cuida deles, veste-os e deita-os na cama, zela por eles. \u00c9 evidente que n\u00e3o podemos ter um esquema id\u00eantico a outros. Mas respeitamos o que os outros fazem. Ali em Coimbra, temos sentido a melhor colabora\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es oficiais. Respondemos aos pedidos de quem n\u00e3o tem mais ningu\u00e9m. Ainda ontem \u00e0 noite [7 de Setembro] recebi mais um pedido de uma crian\u00e7a. Um casal divorciado. O mi\u00fado anda perdido. H\u00e1 dias estivemos num quarto, em Lisboa, em que viviam oito pessoas. Quatro dormiam numa cama e quatro dormiam no ch\u00e3o. N\u00f3s somos uma obra de caridade e n\u00e3o de assist\u00eancia. N\u00e3o somos mais uma IPSS [institui\u00e7\u00e3o particular de solidariedade social].<\/p>\n<p>Mas houve alguma instabilidade h\u00e1 uns anos.<\/p>\n<p>Nessa altura eu era p\u00e1roco, por isso prefiro n\u00e3o falar do assunto. Mas quem \u00e9 pela verdade sofre persegui\u00e7\u00f5es. Vem no Evangelho. Se quisermos ser fi\u00e9is ao Evangelho, com certeza que em certos momentos temos de ir contra o sistema.<\/p>\n<p>Com as autoridades, o nosso relacionamento \u00e9 bom. Na sexta-feira [10 de Setembro], o ministro da Administra\u00e7\u00e3o Interna, Rui Pereira, vai estar na nossa casa de Miranda do Corvo a entregar os 15 t\u00edtulos de resid\u00eancia das novas crian\u00e7as guineenses que acolhemos. Os processos foram regularizados com transpar\u00eancia total. A Seguran\u00e7a Social comunicou ao Tribunal de Menores e este atribuiu-nos a tutela, nos passos legais. H\u00e1 uma ratifica\u00e7\u00e3o p\u00fablica no nosso trabalho. As crian\u00e7as estavam legais, mas precisavam de uma autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia. Fomos n\u00f3s que pedimos humildemente para agilizar os processos destas crian\u00e7as. E aqui devo dizer como o Padre Am\u00e9rico: \u201cQuando a autoridade est\u00e1 com a justi\u00e7a, ent\u00e3o \u00e9 verdadeira autoridade\u201d.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as que vieram da Guin\u00e9?<\/p>\n<p>N\u00e3o. A maior parte vem de Lisboa, de pais imigrantes. A Guin\u00e9 \u00e9 um pa\u00eds \u00e0 deriva. As crian\u00e7as t\u00eam pai e m\u00e3e. Mas estes n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es para os criar. N\u00e3o s\u00e3o para adop\u00e7\u00e3o. E muitas delas t\u00eam problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Quer dizer que o ideal \u00e9 a crian\u00e7a viver numa fam\u00edlia, sendo a Casa do Gaiato a sua fam\u00edlia? <\/p>\n<p>Depois de andar cinco anos em col\u00f3nias de f\u00e9rias com as crian\u00e7as da rua de Coimbra, acompanhado de seminaristas e de estudantes universit\u00e1rios, o Padre Am\u00e9rico criou a casa de Miranda do Corvo porque percebeu que as crian\u00e7as t\u00eam necessidade de fam\u00edlia. A Casa do Gaiato surgiu em 1940 como uma fam\u00edlia para os sem fam\u00edlia. N\u00e3o somos uma institui\u00e7\u00e3o pela t\u00e9cnica. Mesmo sendo poucos \u2013 mas em \u00c1frica [Angola e Mo\u00e7ambique] as nossas casas est\u00e3o a abarrotar \u2013 somos uma institui\u00e7\u00e3o que valoriza a fam\u00edlia. Nas nossas casas h\u00e1 um modo de vida familiar. Temos bons colaboradores, na catequese, na m\u00fasica, no desporto, na \u00e1rea administrativa \u2013 porque \u00e9 importante dar boa conta das contas \u2013, mas somos essencialmente uma fam\u00edlia. <\/p>\n<p>Ningu\u00e9m queria o Jo\u00e3o e o Diogo \u2013 que tem epilepsia. Os pais est\u00e3o em processo de div\u00f3rcio. O t\u00e9cnico social telefonou-nos porque n\u00e3o encontrou institui\u00e7\u00e3o que os recebesse. Naquela regi\u00e3o, ningu\u00e9m os queria. E n\u00f3s fomos l\u00e1 no pr\u00f3prio dia. Enquanto for necess\u00e1rio, estar\u00e3o l\u00e1 em casa.<\/p>\n<p>Da vossa casa n\u00e3o sai ningu\u00e9m para adop\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o. Os que chegam \u00e0 nossa casa j\u00e1 passaram por todos os crivos. Achamos que as crian\u00e7as n\u00e3o devem ser disputadas por ningu\u00e9m. As nossas crian\u00e7as v\u00eam dos meios mais pobres, s\u00e3o as de piores condi\u00e7\u00f5es, at\u00e9 em termos de perigos morais.<\/p>\n<p>O que significa perigo moral?<\/p>\n<p>Imagine o que \u00e9 viverem muitos no mesmo quarto, por exemplo. Ou pais que se d\u00e3o mal\u2026<\/p>\n<p>Um dos princ\u00edpios da Casa do Gaiato \u00e9 o da \u201cporta aberta\u201d. Ainda se mant\u00e9m?<\/p>\n<p>Esse princ\u00edpio mant\u00e9m-se. Porta aberta para todos os nossos amigos. N\u00e3o \u00e9 porta aberta para os perigos. \u00c0 noite fecham-se. Temos de zelar n\u00e3o pela vigil\u00e2ncia, mas pela seguran\u00e7a das nossas crian\u00e7as. N\u00e3o h\u00e1 grades. Porta aberta no sentido do acolhimento e da hospitalidade para os mais pobres e para as pessoas que v\u00eam por bem, com o princ\u00edpio da liberdade e da responsabilidade.<\/p>\n<p>Estiveram nas p\u00e1ginas dos jornais, neste Ver\u00e3o por causa de transfer\u00eancia do jogador Beb\u00e9 (Tiago Correia) do Vit\u00f3ria de Guimar\u00e3es para o Manchester United\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o posso falar sobre isso porque esse jovem esteve numa institui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pertence \u00e0 nossa obra.<\/p>\n<p>Mas falou-se v\u00e1rias vezes que fora da \u201cCasa do Gaiato\u201d.<\/p>\n<p>A chamada Casa do Gaiato de Santo Ant\u00e3o do Tojal (Loures) desde 2007 que n\u00e3o nos pertence, apesar do nome que ostenta. De qualquer forma, pela experi\u00eancia que tenho, o futebol costuma dar dissabores. J\u00e1 no tempo do Padre Am\u00e9rico assim foi. Ele teve muitos dissabores porque foram buscar rapazes para os futeb\u00f3is que depois morreram na desgra\u00e7a.<\/p>\n<p>Nesta institui\u00e7\u00e3o, sendo padre, \u00e9 pai de uma forma muito concreta. <\/p>\n<p>O sacerdote, no seu carisma, tem a miss\u00e3o da paternidade. Um pastor na comunidade \u00e9 pai da comunidade. A paternidade n\u00e3o \u00e9 estritamente biol\u00f3gica. Se se compreende o celibato, \u00e9 neste radicalismo evang\u00e9lico de entrega a uma fam\u00edlia. N\u00e3o \u00e9 biol\u00f3gica, mas \u00e9 efectiva [efectiva e afectiva, acrescenta o professor Paulo Sousa].<\/p>\n<p>Quantos jovens vivem na casa de Miranda do Corvo?<\/p>\n<p>Cerca de 40 dos 3 aos 25 anos. A nossa casa \u00e9 a que tem maior popula\u00e7\u00e3o infantil devido ao fil\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau. N\u00e3o podemos crescer muito porque \u00e9 necess\u00e1rio um acompanhamento muito personalizado aos mi\u00fados. V\u00e1rios deles t\u00eam problemas de sa\u00fade e deslocam-se com frequ\u00eancia aos hospitais. Olhe, pode p\u00f4r no jornal um elogio grande a todas as unidades de sa\u00fade de Coimbra e tamb\u00e9m \u00e0s escolas, porque eles s\u00e3o muito bem acolhidos. O Estado de que n\u00f3s gostamos \u00e9 o Estado que faz bem aos nossos filhos e que programa para eles um futuro melhor.<\/p>\n<p>Como \u00e9 dia t\u00edpico na Casa do Gaiato?<\/p>\n<p>Come\u00e7a \u00e0s 7 da manh\u00e3. Toca a sineta. O cafezeiro ajuda a senhora a fazer o pequeno-almo\u00e7o. Antes do pequeno-almo\u00e7o h\u00e1 a b\u00ean\u00e7\u00e3o da mesa. Agrademos o que partilham connosco e o que conseguimos com o nosso trabalho. Os nossos mi\u00fados est\u00e3o expressamente proibidos de pedir na rua. Os mi\u00fados servem \u00e0 mesa com avental \u2013 \u00e0 maneira de Jesus que, com uma toalha, lavou os p\u00e9s dos ap\u00f3stolos. Isto n\u00e3o \u00e9 trabalho infantil. \u00c9 servi\u00e7o \u00e0 comunidade desde pequenos. Depois v\u00e3o para a escola. Podem almo\u00e7ar na escola ou em casa. Depois do regresso, t\u00eam tempo de estudo, de lazer e a merenda, numa fila que eles pr\u00f3prios organizam. \u00c9 um caos organizado. \u00c0s 19h30 temos o ter\u00e7o. Numa casa como esta, a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser excessiva \u2013 n\u00e3o estamos num semin\u00e1rio. Deve ser comedida mas efectiva. \u00c9 um importante momento de paragem. Porqu\u00ea ora\u00e7\u00e3o mariana? \u00c9 a ora\u00e7\u00e3o mais simples para quem n\u00e3o tem uma m\u00e3e. Vejo a pressa do Jo\u00e3o, que tem dez anos, a pegar nas contas do Ros\u00e1rio\u2026 Os mais pequenos s\u00e3o os mais fervorosos e os mais atentos. \u00c0s 20h \u00e9 o jantar. Alguns fazem as tarefas de arrumar a sala, a cozinha, lavar a lou\u00e7a\u2026<\/p>\n<p>H\u00e1 televis\u00e3o?<\/p>\n<p>Sim. O m\u00ednimo poss\u00edvel, mas sim. Os mais pequenos deitam-se entre as 21h e 21h30. A senhora d\u00e1-lhes banho e deita-os mais cedo. Os m\u00e9dios deitam-se pelas 22h. Os mais velhos deitam-se \u00e0s 22h30. \u00c9 evidente que os adolescentes tentam \u201cesticar a corda\u201d. Quando forem pais, tamb\u00e9m v\u00e3o tentar que ela n\u00e3o estique.<\/p>\n<p>Ao fim-de-semana regressam os estudantes de Coimbra. Temos um lar na cidade para os estudantes at\u00e9 ao 12.\u00ba ano. Para al\u00e9m do teatro e da m\u00fasica, o desporto \u00e9 rei ao fim-de-semana. A coisa que mais pedem \u00e9 uma bola de futebol, que \u00e9 um bom psic\u00f3logo. Embora tenhamos um psic\u00f3logo na casa [Paulo Sousa acrescenta que no tempo de lazer h\u00e1 matrequilhos e ping pong, tamb\u00e9m h\u00e1 computadores e Internet para o estudo e, uma ou outra vez, para jogos, e uma piscina].<\/p>\n<p>Vivemos numa quinta e isso \u00e9 importante. As crian\u00e7as e os jovens ocupam-se nas tarefas mais simples ao fim-de-semana e principalmente nas f\u00e9rias. \u00c9 terap\u00eautico o contacto com a natureza, que em perspectiva crist\u00e3 \u00e9 a Cria\u00e7\u00e3o. O Padre Am\u00e9rico sempre quis tirar as crian\u00e7as dos estabelecimentos de educa\u00e7\u00e3o tradicional, em espa\u00e7os fechados e com grades. Estamos num espa\u00e7o aberto, em contacto com natureza.<\/p>\n<p>Como v\u00ea o futuro da Casa do Gaiato?<\/p>\n<p>Vejo como via o Padre Am\u00e9rico: \u201cO dia mais feliz \u00e9 quando as casas n\u00e3o forem precisas e tiverem de fechar\u201d. Mas por enquanto somos fam\u00edlia para os sem fam\u00edlia. \u201cO regresso a Nazar\u00e9 \u00e9 progresso social crist\u00e3o\u201d, dizia o nosso fundador. O desenvolvimento de uma sociedade s\u00f3 acontece quando essa sociedade valoriza a fam\u00edlia. A fam\u00edlia \u00e9 o nosso toque. A obra continua a ser um sinal prof\u00e9tico de que n\u00e3o nos podemos esquecer dos mais pobres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Gaiatos v\u00e3o dar uma festa no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro como forma de agradecimento \u00e0 cidade, \u00e0 diocese e ao distrito. Ser\u00e1 no domingo, 19 de Setembro, \u00e0s 15h. 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