{"id":24250,"date":"2013-03-20T16:46:00","date_gmt":"2013-03-20T16:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=24250"},"modified":"2013-03-20T16:46:00","modified_gmt":"2013-03-20T16:46:00","slug":"responsabilidade-dos-crentes-no-ateismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/responsabilidade-dos-crentes-no-ateismo\/","title":{"rendered":"Responsabilidade dos crentes no ate\u00edsmo"},"content":{"rendered":"<p>Vaticano II* <!--more--> Com a palavra \u00abate\u00edsmo\u00bb, designam-se fen\u00f3menos muito diversos entre si. Com efeito, enquanto alguns negam expressamente Deus, outros pensam que o homem n\u00e3o pode afirmar seja o que for a seu respeito; outros ainda, tratam o problema de Deus de tal maneira que ele parece n\u00e3o ter significado. Muitos, ultrapassando indevidamente os limites das ci\u00eancias positivas, ou pretendem explicar todas as coisas s\u00f3 com os recursos da ci\u00eancia, ou, pelo contr\u00e1rio, j\u00e1 n\u00e3o admitem nenhuma verdade absoluta. Alguns exaltam de tal modo o homem que a f\u00e9 em Deus perde toda a for\u00e7a, e parecem mais inclinados a afirmar o homem do que a negar Deus. Outros concebem Deus de uma tal maneira, que aquilo que rejeitam n\u00e3o \u00e9 de modo algum o Deus do Evangelho. Outros h\u00e1 que nem sequer abordam o problema de Deus: parecem alheios a qualquer inquieta\u00e7\u00e3o religiosa e n\u00e3o percebem por que se devem ainda preocupar com a religi\u00e3o. Al\u00e9m disso, o ate\u00edsmo nasce muitas vezes dum protesto violento contra o mal que existe no mundo, ou de se ter atribu\u00eddo indevidamente o car\u00e1cter de absoluto a certos valores humanos que passam a ocupar o lugar de Deus. A pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o atual, n\u00e3o por si mesma mas pelo facto de estar muito ligada com as realidades terrestres, torna muitas vezes mais dif\u00edcil o acesso a Deus.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida que n\u00e3o est\u00e3o imunes de culpa todos aqueles que procuram voluntariamente expulsar Deus do seu cora\u00e7\u00e3o e evitar os problemas religiosos, n\u00e3o seguindo o ditame da pr\u00f3pria consci\u00eancia; mas os pr\u00f3prios crentes, muitas vezes, t\u00eam responsabilidade neste ponto. Com efeito, o ate\u00edsmo, considerado no seu conjunto, n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno origin\u00e1rio, antes resulta de v\u00e1rias causas, entre as quais se conta tamb\u00e9m a rea\u00e7\u00e3o cr\u00edtica contra as religi\u00f5es e, nalguns pa\u00edses, principalmente contra a religi\u00e3o crist\u00e3. Pelo que os crentes podem ter tido parte n\u00e3o pequena na g\u00e9nese do ate\u00edsmo, na medida em que, pela neglig\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o da sua f\u00e9, ou por exposi\u00e7\u00f5es falaciosas da doutrina, ou ainda pelas defici\u00eancias da sua vida religiosa, moral e social, se pode dizer que antes esconderam do que revelaram o aut\u00eantico rosto de Deus e da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Da constitui\u00e7\u00e3o pastoral <\/p>\n<p>\u201cGaudium et spes\u201d, sobre a Igreja no mundo atual, n.\u00ba 19<\/p>\n<p>* O Ano da F\u00e9, que o Papa proclamou para 2012\/13, tem nas suas finalidades o retomar dos ensinamentos do II Conc\u00edlio do Vaticano. Ao longo das pr\u00f3ximas semanas ser\u00e3o publicados neste espa\u00e7o excertos dos documentos conciliares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vaticano II*<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-24250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}