{"id":2442,"date":"2010-09-15T10:33:00","date_gmt":"2010-09-15T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2442"},"modified":"2010-09-15T10:33:00","modified_gmt":"2010-09-15T10:33:00","slug":"vida-mistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/vida-mistica\/","title":{"rendered":"Vida m\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 48 <!--more--> A vida m\u00edstica n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio de alguns. \u00c9 dom de Deus para todos. Enquanto a ascese, sem deixar de ser dom, implica o nosso esfor\u00e7o na subida, o nosso esfor\u00e7o de auto-educa\u00e7\u00e3o, penit\u00eancia, mortifica\u00e7\u00f5es e abnega\u00e7\u00f5es. A m\u00edstica \u00e9 deixar Deus fazer. N\u00e3o \u00e9 atitude passiva. \u00c9 atitude de dispor-se para o que Deus quiser fazer de mim. Implica abandono, confian\u00e7a em Deus e valoriza\u00e7\u00e3o das nossas capacidades e faculdades, para sermos instrumentos aptos nas m\u00e3os de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 Deus quem opera em n\u00f3s \u2013 diz a B\u00edblia. S. Bento dizia na sua regra: \u201cNada antepor a Cristo\u201d. S. Paulo dizia ter sido alcan\u00e7ado por Jesus Cristo. Jeremias dizia que o Senhor o seduziu e ele deixou-se seduzir. A\u00ed radica o segredo da vida autenticamente espiritual.<\/p>\n<p>O homem, por si, nada pode. E com Deus pode tudo. As nossas obras nada valem e nele t\u00eam valor infinito por sermos membros do corpo m\u00edstico de Cristo, ou seja, o corpo que se deixa conduzir pela cabe\u00e7a que \u00e9 Cristo.<\/p>\n<p>Quando perguntaram \u00e0 L\u00facia de F\u00e1tima o que era a penit\u00eancia asc\u00e9tica da mensagem, L\u00facia, sem negar o valor de todas as express\u00f5es de penit\u00eancia vivida pelos pastorinhos e, hoje, pelos peregrinos de F\u00e1tima, disse: A penit\u00eancia de F\u00e1tima \u00e9 o esfor\u00e7o que cada pessoa tem de fazer para cumprir perfeitamente as suas obriga\u00e7\u00f5es, o seu dever de estado. A\u00ed est\u00e1 o segredo da vida crist\u00e3, que tamb\u00e9m foi a norma de vida de Nossa Senhora: Fazer o que Jesus nos disser, fazer a vontade do Pai, naquilo que depende de n\u00f3s, o dever, e naquilo que n\u00e3o depende de n\u00f3s nas encruzilhadas da vida. Por isso, se diz que a vida m\u00edstica de uma pessoa deve sublinhar tr\u00eas aspectos. Primeiro: trabalho e ora\u00e7\u00e3o, aspecto que moveu a vida dos monges que fundaram a Europa, os beneditinos, \u201cora et labora\u201d. O trabalho como dever e a ora\u00e7\u00e3o que nos informa na for\u00e7a do Esp\u00edrito que d\u00e1 vida, para que esta tenha frutos.<\/p>\n<p>Abra\u00e7ar a cruz \u00e9 o segundo ponto, bem claro na palavra de Jesus: Pegar na cruz para o seguir.<\/p>\n<p>E finalmente: Conservar a alegria. O homem m\u00edstico n\u00e3o tem raz\u00e3o para estar triste, pois sente-se amado por Deus e conduzido por Ele, como diz a B\u00edblia: O justo n\u00e3o teme not\u00edcias funestas. Sabe que faz parte de uma fam\u00edlia espiritual que tamb\u00e9m pode faz\u00ea-lo sofrer, mas onde nada se perde \u00e0 luz de Cristo, e sente que sua vida \u00e9 \u00fatil, pois colabora com Cristo na salva\u00e7\u00e3o do mundo. Sabe que \u00e9 miser\u00e1vel, mas, por isso mesmo, beneficia da miseric\u00f3rdia do Senhor. Sabe que \u00e9 ofendido, se \u00e9 que alguma fez se possa sentir ofendido, e isto \u00e9 prop\u00edcio para exercitar o perd\u00e3o de Cristo para com quem o ofende. Sabe que sua ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o melhor contributo que pode dar a si mesmo e ao mundo e que isto o forma para viver de amor. Por isso, v\u00ea a beleza das coisas e das pessoas e a m\u00e3o de Deus amorosamente presente em toda a sua vida.<\/p>\n<p>Publicou-se um livro nas edi\u00e7\u00f5es Paulinas que recomendo vivamente. Termino este artigo com o t\u00edtulo do livro: \u201cPorque n\u00e3o ser m\u00edstico?\u201d<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 48<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-2442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2442\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}