{"id":24561,"date":"2014-03-05T10:06:41","date_gmt":"2014-03-05T10:06:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24561"},"modified":"2014-03-05T10:06:41","modified_gmt":"2014-03-05T10:06:41","slug":"da-missao-a-evangelizacao-e-da-evangelizacao-a-missao-itinerarios-de-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/da-missao-a-evangelizacao-e-da-evangelizacao-a-missao-itinerarios-de-fe\/","title":{"rendered":"Da miss\u00e3o \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e da evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e0 miss\u00e3o. Itiner\u00e1rios de f\u00e9"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: left;\">S\u00edntese das jornadas de forma\u00e7\u00e3o permanente do clero de Aveiro, que decorreram na Casa Diocesana, Albergaria-a-Velha, de 10 a 13 de fevereiro.<\/h5>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Estamos a chegar ao fim das Jornadas de Forma\u00e7\u00e3o, vividas ainda em tons de Miss\u00e3o Jubilar, mas j\u00e1 a olhar para a frente, lugar onde surgem as perguntas que nos assolam em tantos dias e nos ocupam e preocupam: E agora?<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Foi para tentar responder a este &#8220;E agora\u2026?&#8221; que surgiram estas Jornadas de Forma\u00e7\u00e3o: &#8220;Da miss\u00e3o \u00e9 evangeliza\u00e7\u00e3o e da Evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e0 miss\u00e3o. Itiner\u00e1rios de f\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">1. D. Jos\u00e9 Cordeiro apontou o Itiner\u00e1rio proposto pela Igreja como o modelo a seguir e que \u00e9 usado quase desde o princ\u00edpio. J\u00e1 no sec. III na &#8220;Traditio Apostolica&#8221;, o catecumenato \u00e9 apontado como o caminho a seguir como tempo de prepara\u00e7\u00e3o para o Batismo. Mas acrescentou: &#8220;Apesar de exaltada na mem\u00f3ria, continua muito esquecida na pr\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">2. Daqui uma urg\u00eancia: &#8220;Precisamos de fazer uma atualiza\u00e7\u00e3o viva e criativa do catecumenado&#8221;, sugerindo, por exemplo, que a prepara\u00e7\u00e3o e caminhada para o sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o, o Crisma, possa acontecer em jeito catecumenal.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">3. &#8220;No processo de se tornar crist\u00e3o todos os passos s\u00e3o importantes, desde o an\u00fancio da Palavra, acolhimento do Evangelho que implica convers\u00e3o, profiss\u00e3o de f\u00e9, batismo, infus\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e comunh\u00e3o eucar\u00edstica&#8221; que insere na comunidade e desperta para a miss\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">4. O espa\u00e7o onde esta caminhada se desenvolve \u00e9 a liturgia:\u00a0 &#8220;Nenhuma aula, catequese ou forma\u00e7\u00e3o pode substituir a pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica&#8221;, sendo que h\u00e1 alguns riscos &#8220;que impedem a liturgia de manifestar a unidade da Igreja&#8221; ou &#8220;fazer da liturgia um ritualismo e um rubricismo&#8221;. Por isso, &#8220;h\u00e1 linguagem que precisa de ser revista e linguagem que precisa de ser reeducada&#8221;, sublinhando que &#8220;a liturgia \u00e9 a grande escola da f\u00e9 e de inicia\u00e7\u00e3o ao mist\u00e9rio de Cristo&#8221;. H\u00e1 que educar em chave mistag\u00f3gica, concluiu.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">5. Este caminho catecumenal que a Igreja nos apresenta no Ritual da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 dos Adultos parte da premissa que j\u00e1 Tertuliano apontava nos seus escritos: N\u00e3o se nasce crist\u00e3o, o crist\u00e3o faz-se. Para issso, a Igreja apresenta um caminho de Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 que se desenvolve em 4 etapas: pr\u00e9-catecumenato, catecumenato, purifica\u00e7\u00e3o e ilumina\u00e7\u00e3o e mistagogia. Sendo este o caminho, \u00e9 hora de se institucionalizar um verdadeiro caminho\u00a0 catecumenal atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de um Centro Catecumenal, diocesano ou arciprestal.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">6. Estava conclu\u00edda a primeira parte da Forma\u00e7\u00e3o. Importava agora ver como este caminho catecumenal est\u00e1 a ser experimentado em algumas dioceses da Igreja. E assim veio at\u00e9 n\u00f3s na pessoa do seu bispo D. Dominique Rey, a diocese de Frejus-Toulon. A sua comunica\u00e7\u00e3o, fundada, sobretudo, a partir da experi\u00eancia realizada na sua diocese, teve como tema: <strong>&#8220;Anunciar a f\u00e9 nos tempos de hoje&#8221;<\/strong>. Na primeira parte falou dos &#8220;pre\u00e2mbulos do an\u00fancio&#8221;, onde leu a f\u00e9 do crente de hoje como um olhar sobre Deus, a Igreja e o mundo. E afirmou: &#8220;Pesa sobre o cristianismo um julgamento severo, constrangedor, austero, sofredor, enfadonho, fundado em proibi\u00e7\u00f5es, pouco compreens\u00edvel, dogm\u00e1tico, desadaptado&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">7. A f\u00e9 crist\u00e3 aparece de costas voltadas para o mundo que, ao contr\u00e1rio, apregoa a liberdade sem constrangimentos, o prazer imediato, o hedonismo. Como ultrapassar estas duas vis\u00f5es? O crist\u00e3o deve ver o mundo como Deus o v\u00ea, ver as coisas a partir de Deus. E isso converter-se-\u00e1 num olhar de esperan\u00e7a que n\u00e3o se contenta em lamentar-se do nosso tempo, mas acredita que Deus n\u00e3o deixa de actuar com a for\u00e7a da sua gra\u00e7a. Para isso, temos de cultivar os valores da interioridade e promover a intelig\u00eancia da f\u00e9.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">8. Partindo do conte\u00fado do Kerigma \u2013 an\u00fancio do fundamental crist\u00e3o &#8211; o Bispo franc\u00eas ocupou a segunda parte com o &#8220;An\u00fancio&#8221; desse n\u00facleo central da nossa f\u00e9 que deve ter em conta a proclama\u00e7\u00e3o da palavra, o testemunho de vida vivido na caridade porque &#8220;\u2026 h\u00e1 muitas pessoas sacramentalizadas que s\u00e3o pouco ou nada evangelizadas&#8221;. Para terminar, exemplificou alguns dos m\u00e9todos usados na sua diocese para levar a efeito este an\u00fancio: porta a porta, visita ao domic\u00edlio, evangeliza\u00e7\u00e3o das ruas ou nas praias, peregrina\u00e7\u00f5es ou miss\u00f5es populares sem esquecer os bares e as festas.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">9. E foi sobre a par\u00f3quia que veio o seu segundo tema: <b><i>par\u00f3quia como local privilegiado de evangeliza\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><i><\/i>. A par\u00f3quia, e come\u00e7ou por citar Jo\u00e3o Paulo II, &#8220;\u2026 \u00e9 a pr\u00f3pria Igreja que vive no meio dos seus filhos e filhas&#8221; (CfL 26). \u00c9 l\u00e1 que Deus se revela num lugar particular, se cristaliza o Evangelho,\u00a0 se traduz o aqui e agora, lhe d\u00e1 corpo. Ela \u00e9, pois, ponto de partida para a nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o basta a vontade ou o zelo mission\u00e1rio \u2013 continuou \u2013 \u00e9 preciso conhecer o terreno para que a proposta seja adequada e n\u00e3o uma receita pr\u00e9-concebida (congelado pastoral) que se revela desadaptada e faz notar o desconhecimento do meio.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">10. Esta caminhada exige uma vis\u00e3o mission\u00e1ria que parte do Evangelho e se recebe a partir da ora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata, pois de inventar um novo programa porque ele j\u00e1 existe, \u00e9 de sempre e baseia-se no Evangelho e na Tradi\u00e7\u00e3o viva da Igreja que n\u00e3o muda com o tempo ou com as culturas.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">11. Este caminho tem exig\u00eancias: parte da convers\u00e3o interior de cada um e tem por fim suscitar um dinamismo mission\u00e1rio que leve a comunidade a ser integradora de todos os que a procuram por este ou por aquele motivo, independentemente da sua situa\u00e7\u00e3o concreta ou das motiva\u00e7\u00f5es da sua f\u00e9.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">12. Este acolhimento inicia um processo que, na comunidade, passa pelos seguintes elementos: inscri\u00e7\u00e3o num pequeno grupo, acompanhamento personalizado, forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua (catecumenato), participa\u00e7\u00e3o em actividades e servi\u00e7os dos mais pobres e profiss\u00e3o de f\u00e9.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">13. O fim de toda esta caminhada, que nunca est\u00e1 acabada, tem por fim a\u00a0 constru\u00e7\u00e3o da <i>fraternidade paroquial <\/i>(feita de pequenas comunidades) que se destina a testemunhar, de forma permanente, uma possibilidade de vida em comunh\u00e3o e de responsabilidade dirigida para a miss\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">14. Num segundo momento, e falando particularmente da sua experi\u00eancia diocesana, o Bispo de Frejus-Toulon falou da diaconia no cora\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o e das resist\u00eancias que todo este processo encontra. Estas v\u00eam de dentro da pr\u00f3pria Igreja como, por exemplo, o imobilismo, o clericalismo, o individualismo cepticismo mas tamb\u00e9m de fora, como a indiferen\u00e7a que reduz a f\u00e9 a algo de privado, intimista.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">15. Contra estas resist\u00eancias, o bispo apontou, a concluir, a regra dos &#8220;7C&#8221;: caridade, convic\u00e7\u00e3o, coer\u00eancia, conhecimento e compet\u00eancia, carisma, comunh\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">16. Por fim e a completar a experi\u00eancia desta diocese francesa tivemos a oportunidade de ouvir tr\u00eas outras experi\u00eancias que n\u00e3o s\u00e3o outra coisa que tr\u00eas itiner\u00e1rios mais no caminho da f\u00e9: Os cursos ALFA; o caminho neo-catecumenal e o Movimento Mundo Melhor.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">17. E agora? Continua a mesma pergunta animada pelos desafios que o papa Francisco nos deixou na sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica e que poderemos resumir no seguinte:<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">a. O desafio que \u00e9, para a Igreja, a pr\u00f3pria figura do papa<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">b. O centro da Evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 Jesus Cristo<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">c. O di\u00e1logo Igreja-Mundo onde a Igreja, vivendo no mundo, de quem recebe muitas coisas, n\u00e3o se confunde com ele, mas tem uma mensagem a propor.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">d. Esta mensagem p\u00f5e em causa toda a Igreja a come\u00e7ar pelo papa, os bispos, os sacerdotes, as par\u00f3quias e todos os homens. Aqui t\u00eam um lugar especial as crian\u00e7as, o jovens, os mais idosos e os doentes\u2026 as periferias.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">e. Para quem evangeliza, o ponto de partida \u00e9 a contempla\u00e7\u00e3o do Senhor que leva cada um a fazer a sua convers\u00e3o pessoal para depois, ser enviado.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"RIGHT\"><strong>P.e Manuel J. Rocha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edntese das jornadas de forma\u00e7\u00e3o permanente do clero de Aveiro, que decorreram na Casa Diocesana, Albergaria-a-Velha, de 10 a 13 de fevereiro. Estamos a chegar ao fim das Jornadas de Forma\u00e7\u00e3o, vividas ainda em tons de Miss\u00e3o Jubilar, mas j\u00e1 a olhar para a frente, lugar onde surgem as perguntas que nos assolam em tantos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-24561","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24562,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24561\/revisions\/24562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}