{"id":24610,"date":"2014-03-07T16:57:18","date_gmt":"2014-03-07T16:57:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24610"},"modified":"2014-03-07T16:57:18","modified_gmt":"2014-03-07T16:57:18","slug":"d-antonio-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/d-antonio-francisco\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Francisco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">\n<h5 style=\"text-align: left;\">Po\u00e7o de Jacob &#8211; 190<\/h5>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Chegou num 8 de dezembro. A novidade de vermos um novo bispo, depois de duas d\u00e9cadas, encheu-nos de curiosidade. O seu ar simples, delicado, simp\u00e1tico cativou-nos logo, pela apar\u00eancia. Os seus bra\u00e7os abertos para nos agradecer os aplausos deu-nos a sensa\u00e7\u00e3o que nos acolhia a todos. Cada um pensou em ter lugar nesse cora\u00e7\u00e3o e em como fazer para o conseguir pessoalmente, sem interesses, sem pretens\u00f5es. \u00c9ramos pequeno rebanho a querer aconchego. E o bispo \u00e9 o chefe de uma Igreja Diocesana, ele \u00e9 o que tem o \u00fanico altar a partir do qual todos os altares &#8220;funcionam&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Foi amor \u00e0 primeira vista. E ao longo de oito anos houve encontros e desencontros, pr\u00f3prios da vida. Houve desmistifica\u00e7\u00e3o da figura e aprecia\u00e7\u00e3o da personalidade. Houve cr\u00edticas das a\u00e7\u00f5es ou falta delas e colabora\u00e7\u00e3o generosa de ambas as partes para a edifica\u00e7\u00e3o de uma Igreja que se pretende una e unida como ele sempre quis. Trazia uma preocupa\u00e7\u00e3o: Voca\u00e7\u00f5es. Um amor: Maria que nos d\u00e1 Jesus. Ela nunca faltou nas suas homilias. Trazia um interesse: Ser irm\u00e3o de toda a gente. Um voto: Estar ao lado de cada padre. Tamb\u00e9m dos doentes e dos menos favorecidos. Acostumou-nos aos seus intermin\u00e1veis e sinceros obrigados, mostrando uma humildade surpreendente, como quem sempre recebe de cada um, sem ter em conta o muito que nos dava. Ouviu quem quis falar. Ligava pouco a e-mails ou telefones, sempre ansioso por atender tudo e todos, atropelando hor\u00e1rios e pontualidade, como um pai que tem muitos filhos e quer atender a todos. Incans\u00e1vel\u2026 nunca impaciente. Dialogante, estando inteiro em cada coisa e momento e diante de cada pessoa sem pressas, e sem se lembrar do compromisso a seguir.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Um dia, um pobre dormia no banco da entrada da Casa Episcopal. Levou-o para dentro e deu-lhe comida, cama, sem medo de ser roubado. Era Cristo que ali estava. &#8220;Eu n\u00e3o podia mand\u00e1-lo embora&#8221;, disse, quando o alertaram para a imprud\u00eancia. A Caridade era o seu motor. Vivia s\u00f3 de Amor. E a Miss\u00e3o Jubilar foi express\u00e3o da sua personalidade. N\u00e3o nos deixa grandes discursos. Nem grandes obras, para al\u00e9m da grandiosa Casa Sacerdotal e dos est\u00edmulos que deu a cada um para realizar as obras que depois inaugurou. Sem esse est\u00edmulo, algumas n\u00e3o teriam sido acabadas ou realizadas.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Deixa-nos um cont\u00e1gio: sem nos darmos conta, come\u00e7amos a fazer do amor e do acolhimento a nossa maneira espont\u00e2nea de ser e agir. Ele contagiou-nos de amor. Revimos muitas das nossas atitudes. Mud\u00e1mos muitos dos nossos caminhos. Endireit\u00e1mos veredas tortuosas. Mais uns anos connosco e Aveiro seria a Diocese do Amor Maior. Espero que n\u00e3o esque\u00e7amos essa li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Quando veio o Papa Francisco e a todos nos interpelou nesse amor, Aveiro n\u00e3o viu novidade. J\u00e1 o v\u00edamos no nosso bispo, Pai e Pastor. Agora a Cidade da Virgem o chama. E l\u00e1 vai ele nas asas do vento, no abandono da crian\u00e7a que se deixa guiar. Temos pena\u2026 e n\u00e3o temos, pois \u00e9 assim que voam os santos, sem amarras nem pris\u00f5es. Mais uma li\u00e7\u00e3o que deixou bem expressa na sua carta, sublime carta, de despedida. Sempre o amaremos. Sempre nos amar\u00e1\u2026 E temos novo bispo para acolher e amar muito, sem cair no pecado que ofende e magoa, das compara\u00e7\u00f5es: O outro era melhor!<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Obrigado, D. Ant\u00f3nio. N\u00e3o ficamos com saudades irremedi\u00e1veis, pois vamos visit\u00e1-lo ali ao lado, ao Porto. Ficamos \u00e9 a olhar para o Porto como crian\u00e7a que teve de dar o brinquedo ao outro, desculpe a compara\u00e7\u00e3o do brinquedo. Pe\u00e7a por n\u00f3s e pelo seu sucessor. Ame muito esse lindo Porto. Deixe-se amar que o Porto ama muito, carago! E leve a certeza de que sua passagem por n\u00f3s, sem desfazer nos queridos bispos que o precederam, foi a primavera que Aveiro precisava para crescer, jovem e feliz, no Amor.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Aben\u00e7oe-nos e leve o nosso cora\u00e7\u00e3o ao seu lado, na garantia de que sempre rezaremos por si\u2026 Obrigado, Senhor Deus\u2026 E guia os seus passos nos caminhos da for\u00e7a e do amor que conduz ao C\u00e9u.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Parab\u00e9ns, Porto. Cuida bem dele, pois estaremos atentos.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Vitor Espadilha<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 190 Chegou num 8 de dezembro. A novidade de vermos um novo bispo, depois de duas d\u00e9cadas, encheu-nos de curiosidade. 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