{"id":24613,"date":"2014-03-10T15:25:04","date_gmt":"2014-03-10T15:25:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24613"},"modified":"2014-03-12T14:40:15","modified_gmt":"2014-03-12T14:40:15","slug":"d-ximenes-belo-foi-uma-novidade-agradavel-descobrir-a-acao-de-dois-aveirenses-na-evangelizacao-de-timor-leste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/d-ximenes-belo-foi-uma-novidade-agradavel-descobrir-a-acao-de-dois-aveirenses-na-evangelizacao-de-timor-leste\/","title":{"rendered":"D. Ximenes Belo: &#8220;Foi uma novidade agrad\u00e1vel descobrir a a\u00e7\u00e3o de dois aveirenses na evangeliza\u00e7\u00e3o de Timor-Leste&#8221;"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24614\" aria-describedby=\"caption-attachment-24614\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Ximenes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24614\" alt=\"D. Ximenes Belo (foto de arquivo)\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Ximenes.jpg\" width=\"300\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Ximenes.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Ximenes-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Ximenes-299x300.jpg 299w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24614\" class=\"wp-caption-text\">D. Ximenes Belo (foto de arquivo)<\/figcaption><\/figure>\n<h5 style=\"text-align: left;\"><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: left;\"><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: left;\">D. Filipe Ximenes Belo lan\u00e7a no dia 14 de mar\u00e7o o primeiro volume da obra &#8220;Hist\u00f3ria da Igreja em Timor-Leste &#8211; 450 Anos de Evangeliza\u00e7\u00e3o (1562-2012)&#8221;. A sess\u00e3o de lan\u00e7amento tem lugar na Funda\u00e7\u00e3o Eng. Ant\u00f3nio de Almeida (Rua Tenente Valadim, n.\u00ba 325), no Porto, pelas 16h, sendo presidida por Jorge Sampaio. A apresenta\u00e7\u00e3o do livro estar\u00e1 a cargo de Manuel Braga da Cruz e Lu\u00eds Filipe Thomaz. Por correio eletr\u00f3nico, D. Ximenes Belo respondeu a algumas perguntas do Correio do Vouga.<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Correio do Vouga \u2013 De que consta este primeiro volume da &#8220;Hist\u00f3ria da Igreja em Timor-Leste&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>D. Carlos Ximenes Belo<\/strong> &#8211; Antes de responder \u00e0s perguntas do CV, gostaria de saudar os senhores diretores do jornal e todos os seus leitores que seguem com carinho a situa\u00e7\u00e3o em Timor-Leste.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Este primeiro volume (1562-1940) consta, essencialmente, de duas partes: I Parte: Hist\u00f3ria civil (breve) e II Parte: Hist\u00f3ria religiosa. Esta II Parte cobre o tempo de missiona\u00e7\u00e3o que vai do s\u00e9culo XVII (1562), at\u00e9 s\u00e9culo XX (1940). Abrange quatro per\u00edodos: I Per\u00edodo: O per\u00edodo dos Dominicanos no Arquip\u00e9lago das Flores (Indon\u00e9sia); II Per\u00edodo: A Missiona\u00e7\u00e3o na Ilha de Timor (1590-1834); III-Per\u00edodo: As Miss\u00f5es de Timor sob a jurisdi\u00e7\u00e3o da Arquidiocese de Goa (1834-1875); IV \u2013 Per\u00edodo- A Restaura\u00e7\u00e3o das Miss\u00f5es (1875-1940).<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Para quando prev\u00ea a publica\u00e7\u00e3o dos restantes?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">O segundo volume (1940 a 2012), possivelmente, sair\u00e1 no pr\u00f3ximo ano, isto \u00e9, em 2015, quando a Diocese de D\u00edli celebrar os 75 anos da sua ere\u00e7\u00e3o can\u00f3nica. Os outros dois volumes est\u00e3o na fase de &#8220;escritura&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_24615\" aria-describedby=\"caption-attachment-24615\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/livro-ximenes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24615\" alt=\"Capa do livro de D. Ximenes Belo\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/livro-ximenes.jpg\" width=\"212\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24615\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro de D. Ximenes Belo<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>N<\/strong><strong>o seu trabalho, julgamos, tudo \u00e9 novo \u2013 ou j\u00e1 havia investiga\u00e7\u00f5es sobre a Evangeliza\u00e7\u00e3o de Timor-Leste?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Nem tudo \u00e9 novo. No s\u00e9culo XX, houve historiadores que se debru\u00e7aram sobre Timor. Cito alguns nomes: Padre Artur Bas\u00edlio de S\u00e1, que publicou 5 volumes da obra &#8220;Documenta\u00e7\u00e3o para a Hist\u00f3ria das Miss\u00f5es do Padroado Portugu\u00eas do Oriente-Insulindia (1954-1958); Padre Manuel Teixeira, autor do &#8220;Macau e a sua Diocese, X Volume, Hist\u00f3ria das Miss\u00f5es de Timor&#8221; (1974); Padre C\u00e2ndido da Silva Teixeira; autor do &#8220;O Col\u00e9gio das Miss\u00f5es Ultramarinas&#8221;, Cernache do Bonjardim (1905); Comandante Humberto Leit\u00e3o: &#8220;Vinte e Oito Anos de Historia de Timor&#8221; (1952); Alberto Faria de Morais, &#8220;Subs\u00eddio para a Hist\u00f3ria de Timor&#8221; (1934). Mas nunca se escreveu um livro unit\u00e1rio e sistem\u00e1tico sobre a obra da missiona\u00e7\u00e3o naquele territ\u00f3rio. Este meu livro,&#8221;Hist\u00f3ria da Igreja em Timor-Leste&#8221;, posso consider\u00e1-lo como uma primeira tentativa de uma &#8220;narra\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, sistem\u00e1tica e fidedigna&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Qual a maior descoberta que fez?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Foi uma novidade agrad\u00e1vel descobrir a a\u00e7\u00e3o de dois aveirenses not\u00e1veis: Dom Frei Jorge de Santa Luzia, Bispo de Malaca e Dom frei Miguel Rangel, mais tarde, Bispo de Cochim; a outra diz respeitos \u00e0 missiona\u00e7\u00e3o desenvolvida pelos dominicanos na segunda metade do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>E qual a maior dificuldade com que se deparou ou depara?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Foram muitas as dificuldades. Desde logo, as viagens a Roma, a Macau, a Lisboa, para consultar os arquivos e ver os manuscritos ou obras originais. Em Roma, da Casa general\u00edcia dos Padre Dominicanos, voltei com a m\u00e3o vazia. N\u00e3o havia nenhum documento sobre a presen\u00e7a dos dominicanos em Goa, Macau e Timor, nos s\u00e9culos XVI; XVII e XVIII. Apenas um pequeno epis\u00f3dio de outro tipo de dificuldades: s\u00f3 comecei a aprender a escrever no computador em 2006. E quando comecei a escrever os primeiros cap\u00edtulos, um dia, aconteceu que apertando num bot\u00e3o, desapareceram 180 p\u00e1ginas. Chamaram-se os t\u00e9cnicos e n\u00e3o houve maneira de recuperar. Tiver de recorrer \u00e0 minha fraca mem\u00f3ria e tornar a escrever.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Recorrendo ao livros do Padre Manuel Teixeira, historiador de Macau, muitas vezes era dif\u00edcil confirmar os factos ou os nomes, porque ele raras vezes citava as fontes. Outra dificuldade foi ler os documentos no &#8220;Portugu\u00eas antigo&#8221;\u2026<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Como come\u00e7ou a evangeliza\u00e7\u00e3o de Timor-Leste? Quais foram os primeiros passos?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Come\u00e7ou como come\u00e7ou a obra da evangeliza\u00e7\u00e3o naquela parte do mundo. Imagino que foi dif\u00edcil a a\u00e7\u00e3o dos primeiros mission\u00e1rios: a dist\u00e2ncia entre Portugal e Timor; viagens que duravam meses, de Goa a Macau e, de Macau a Timor. Os mission\u00e1rios viviam em palhotas, viajavam a p\u00e9, ou de cavalo ou nas barca\u00e7as. Geralmente, quando chegavam a um reino, come\u00e7avam por converter os chefes ind\u00edgenas (r\u00e9gulos) e depois convertiam o povo. Depois de ter obtido a autoriza\u00e7\u00e3o do r\u00e9gulo, levantavam a capela ou igreja (de bambu e colmo), a escola, e ensinavam a doutrina ao povo.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Pensando mais nos tempos atuais: A Igreja tem falado da nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Por vezes pensamos que se aplica principalmente nos pa\u00edses da velha cristandade. Aplica-se igualmente a Timor-Leste?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"LTR\" style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">A obra da evangeliza\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 uma obra acabada. \u00c9 preciso recome\u00e7ar, renovar e inventar novos m\u00e9todos e novos modelos. Por isso, na Diocese de D\u00edli, e nas outras duas, Baucau e Maliana, tamb\u00e9m se fala da &#8220;reevangeliza\u00e7\u00e3o&#8221; das fam\u00edlias, dos jovens e dos leigos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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