{"id":24645,"date":"2014-03-11T16:33:35","date_gmt":"2014-03-11T16:33:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24645"},"modified":"2014-03-11T16:33:35","modified_gmt":"2014-03-11T16:33:35","slug":"empregologia-nao-existe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/empregologia-nao-existe\/","title":{"rendered":"Empregologia? &#8211; N\u00e3o existe"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24492\" aria-describedby=\"caption-attachment-24492\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-24492\" alt=\"Ac\u00e1cio F. Catarino Soci\u00f3logo, Consultor Social \" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24492\" class=\"wp-caption-text\">Ac\u00e1cio F. Catarino<br \/>Soci\u00f3logo, Consultor Social<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"LTR\" align=\"JUSTIFY\">Nos anos sessenta do s\u00e9culo passado considerava-se que uma taxa de desemprego superior a 3 por cento era preocupante; o desemprego deixava de ser meramente friccional, isto \u00e9, resultante do normal funcionamento do mercado. A partir dos anos setenta, a \u00abfasquia\u00bb subiu para 5 por cento, e depois foi crescendo at\u00e9 hoje. Agora verifica-se que ser\u00e1 muito dif\u00edcil fixar-se abaixo dos 10 ou mesmo 15 por cento. H\u00e1 mais de vinte anos, o Prof. Ern\u00e2ni Lopes afirmava que a utiliza\u00e7\u00e3o plena da capacidade produtiva existente no mundo conseguiria manter o mesmo n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o com uma taxa de desemprego superior a 50 por cento; esta afirma\u00e7\u00e3o foi proferida numa Semana Nacional de Pastoral, em F\u00e1tima. E, muito embora possamos fazer um certo desconto, ponderando a for\u00e7a de express\u00e3o utilizada por Ern\u00e2ni Lopes, n\u00e3o podemos ignorar o grave risco em presen\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"LTR\" align=\"JUSTIFY\">Ora, apesar de tamanhas dificuldades, nunca se desenvolveu a ci\u00eancia do emprego, ou do trabalho-emprego, que teria como objeto: a caracteriza\u00e7\u00e3o dos problemas de emprego, em todas as suas dimens\u00f5es; a an\u00e1lise das suas causas e solu\u00e7\u00f5es; a experimenta\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses de solu\u00e7\u00e3o; a teoriza\u00e7\u00e3o e a proposta de estrat\u00e9gias para o futuro&#8230; Em vez da empregologia, inexistente, vem-se recorrendo \u00e0 economia e a outras ci\u00eancias sociais para o estudo do trabalho-emprego; assim, ele acaba por ser tratado lateralmente e de maneira fraccionada. A pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho &#8211; que, desde o seu in\u00edcio, em 1919, vem atribuindo a esta quest\u00e3o a mais alta prioridade &#8211; tamb\u00e9m n\u00e3o entrou no seu \u00e2mago.<\/p>\n<p>\u00c9 indispens\u00e1vel termos presente que o trabalho-emprego n\u00e3o \u00e9 redut\u00edvel \u00e0 dimens\u00e3o econ\u00f3mica, nem \u00e0 social, nem a qualquer outra, embora todas se relacionem com ele. Talvez se possa vir a definir a empregologia, nestes termos: ci\u00eancia positiva e filos\u00f3fica que tem como objeto a a\u00e7\u00e3o pessoal, familiar e coletiva a favor da subsist\u00eancia condigna e sustent\u00e1vel, tendendo para o desenvolvimento humano integral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Nos anos sessenta do s\u00e9culo passado considerava-se que uma taxa de desemprego superior a 3 por cento era preocupante; o desemprego deixava de ser meramente friccional, isto \u00e9, resultante do normal funcionamento do mercado. A partir dos anos setenta, a \u00abfasquia\u00bb subiu para 5 por cento, e depois foi crescendo at\u00e9 hoje. 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