{"id":24768,"date":"2014-03-28T16:24:16","date_gmt":"2014-03-28T16:24:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24768"},"modified":"2014-03-28T16:24:16","modified_gmt":"2014-03-28T16:24:16","slug":"a-escolha-de-um-bispo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-escolha-de-um-bispo\/","title":{"rendered":"A escolha de um bispo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24498\" aria-describedby=\"caption-attachment-24498\" style=\"width: 100px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Querubim-silva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24498\" alt=\"Querubim Silva Padre. Diretor\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Querubim-silva.jpg\" width=\"100\" height=\"140\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24498\" class=\"wp-caption-text\">Querubim Silva<br \/>Padre. Diretor<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">A Diocese de Aveiro vive um momento de justific\u00e1vel espectativa. Privada do Pastor que a lan\u00e7ou numa primavera de esperan\u00e7a, est\u00e1 ansiosa por saber quem suceder\u00e1 a D. Ant\u00f3nio Francisco, desejando algu\u00e9m que possa continuar, a seu modo, bem entendido, esta rota da barca em que nos encontramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ao longo da hist\u00f3ria, a escolha dos bispos passou por diversas formas e sofreu, em algumas \u00e9pocas, turbul\u00eancias e mesmo desvios indesej\u00e1veis. O que Deus quer nem sempre foi permitido pelos homens. E o Esp\u00edrito Santo teve, n\u00e3o raro, de colmatar as lacunas graves criadas pela fragilidade humana.<br \/>\nOs Ap\u00f3stolos, pelo que se depreende dos textos b\u00edblicos, designaram diretamente aqueles a quem confiavam o encargo das Comunidades. Durante alguns s\u00e9culos, duas coordenadas fundamentais pautavam a \u201celei\u00e7\u00e3o\u201d dos bispos: a garantia de comunh\u00e3o com a S\u00e9 de Roma e a express\u00e3o do \u201csentir dos fi\u00e9is\u201d, que algumas vezes expressava a sua escolha por aclama\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs tempos trouxeram circunst\u00e2ncias adversas a esta participa\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o eclesial. Os interesses \u201cmundanos\u201d foram progressivamente tomando conta da liberdade do Bispo de Roma e da manifesta\u00e7\u00e3o do sentir dos fi\u00e9is. Cheg\u00e1mos ao extremo de imposi\u00e7\u00e3o de bispos pelos poderes temporais, de desvirtuamento da sua miss\u00e3o pela mistura com o pr\u00f3prio poder temporal. Ainda n\u00e3o vai muito tempo que havia governos com o direito de condicionar a escolha dos bispos. E alguns nomes foram vetados pelas autoridades civis.<br \/>\nO esfor\u00e7o de expurgar de influ\u00eancias estranhas a escolha dos Pastores levou a um sistema secreto &#8211; n\u00e3o apenas discreto &#8211; que faz pensar em caminhos que tamb\u00e9m podem deixar d\u00favidas. Ali\u00e1s: \u00e9 facto que estranhos e surpreendentes resultados finais denunciam inger\u00eancias nem sempre isentas, neste caso por parte de estruturas eclesiais. Entretanto, os tempos novos do Vaticano II apontam outros caminhos. E toda a pr\u00e1tica e discurso do Papa Francisco v\u00e3o numa dire\u00e7\u00e3o de corresponsabilidade e participa\u00e7\u00e3o das Comunidades.<br \/>\nA disciplina atual para a nomea\u00e7\u00e3o dos bispos procura um ponto de equil\u00edbrio: conciliar a liberdade de escolha do Bispo de Roma com a participa\u00e7\u00e3o das Igrejas locais. As listas peri\u00f3dicas de \u201cbisp\u00e1veis\u201d, elaboradas pela Nunciatura a partir de consulta a bispos e outras pessoas e o pronunciamento sobre as tern\u00e1rias constitu\u00eddas para propor a Roma s\u00e3o uma forma de express\u00e3o dessa corresponsabilidade e participa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas, se n\u00e3o podemos pensar numa \u201cdemocracia direta\u201d para a designa\u00e7\u00e3o dos bispos, \u00e9 leg\u00edtimo esperar que um novo esp\u00edrito de exerc\u00edcio do minist\u00e9rio petrino, a sua rela\u00e7\u00e3o com as confer\u00eancias episcopais, a correla\u00e7\u00e3o entre inst\u00e2ncias locais e universais, bem como a consci\u00eancia de povo de Deus, que transforma a conce\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o entre cl\u00e9rigos e leigos, e a valoriza\u00e7\u00e3o do \u201c\u00edntimo sentido das coisas espirituais\u201d do mesmo povo de Deus induzir\u00e3o a uma purifica\u00e7\u00e3o e melhoria da disciplina atual.<br \/>\nAveiro poderia beneficiar j\u00e1 desta nova aurora, sobretudo depois de um ano de celebra\u00e7\u00e3o jubilar, que abriu caminho a uma nova miss\u00e3o. Vamos confiar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Diocese de Aveiro vive um momento de justific\u00e1vel espectativa. Privada do Pastor que a lan\u00e7ou numa primavera de esperan\u00e7a, est\u00e1 ansiosa por saber quem suceder\u00e1 a D. Ant\u00f3nio Francisco, desejando algu\u00e9m que possa continuar, a seu modo, bem entendido, esta rota da barca em que nos encontramos. 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