{"id":2478,"date":"2010-09-15T11:43:00","date_gmt":"2010-09-15T11:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2478"},"modified":"2010-09-15T11:43:00","modified_gmt":"2010-09-15T11:43:00","slug":"tornai-as-vossas-vidas-lugares-de-beleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tornai-as-vossas-vidas-lugares-de-beleza\/","title":{"rendered":"&#8220;Tornai as vossas vidas lugares de beleza&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o <!--more--> \u201cTornai as vossas vidas lugares de beleza\u201d. Foi tendo presente este apelo de Bento XVI ao mundo da cultura (Centro Cultural de Bel\u00e9m, 12 de Maio de 2010) que os professores de EMRC (Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica) da diocese de Aveiro se reuniram com o seu Bispo, em reflex\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o, celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O encontro deu-se no dia 4 de Setembro, na Casa Diocesana. Come\u00e7amos a manh\u00e3 com um momento de ora\u00e7\u00e3o, esp\u00edrito que estar\u00e1 ainda mais presente durante este ano lectivo com o lema por n\u00f3s escolhido para o Plano de Actividades: \u201cFaz da tua vida um local de beleza: Reza\u201d. Ap\u00f3s uma breve troca de impress\u00f5es sobre o nosso plano de trabalho, D. Ant\u00f3nio Francisco privilegiou-nos com as suas palavras de \u00e2nimo, fazendo-nos sentir a sua confian\u00e7a na realiza\u00e7\u00e3o da nossa miss\u00e3o. Come\u00e7ou a sua exposi\u00e7\u00e3o por nos fazer um convite que dividiu em dez momentos: <\/p>\n<p>Um convite:<\/p>\n<p>&#8211; ao amor pela miss\u00e3o de educar;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 compet\u00eancia no exerc\u00edcio da miss\u00e3o, salientando a necessidade da forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua;<\/p>\n<p>&#8211; ao entusiasmo pelo trabalho;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 capacidade de dar respostas novas aos desafios (novos) da educa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 abertura \u00e0 mudan\u00e7a da escola, com capacidade para compreender a mudan\u00e7a;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 disponibilidade interior para colaborar com os novos dirigentes e  com os novos m\u00e9todos de trabalho que eles implementem nas escolas;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 din\u00e2mica de trabalho em grupos de proximidade e com metodologias e projectos que privilegiem a comunidade;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 abertura, parceria e complementaridade com  pessoas e institui\u00e7\u00f5es (p\u00e1rocos e par\u00f3quias, catequistas, pais, etc.);<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 alegria profissional &#8211;  o gosto e o gozo espiritual de ser professor de EMRC (os alunos t\u00eam de reconhecer no professor de EMRC, uma pessoa feliz, a quem nada nem ningu\u00e9m pode retirar a felicidade);<\/p>\n<p>&#8211; ao testemunho coerente e exigente da f\u00e9 e do compromisso crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Moldar-se a Cristo<\/p>\n<p>Num segundo ponto, D. Ant\u00f3nio Francisco partilhou com os professores uma  reflex\u00e3o que intitulou: \u201cAbri as portas a Cristo \/ Faz da tua vida um local de beleza: Reza\u201d. <\/p>\n<p>Come\u00e7ou por nos recordar que no in\u00edcio do pontificado, em 24 de Abril de 2005, Bento XVI retomou as palavras de Jo\u00e3o Paulo II em 22 de Outubro de 1978, quando disse: \u201cN\u00e3o tenhais medo! Abri de par em par as portas a Cristo\u201d. Partindo da passagem b\u00edblica, \u201cJ\u00e1 estou \u00e0 porta e bato. Quem ouvir a minha voz e abrir a porta, entro em sua casa\u201d (Ap 3,20), fez-nos o desafio de abrir o cora\u00e7\u00e3o a Deus, salientando o perigo de O expulsarmos da nossa vida ao nos deixarmos absorver em demasia por aquilo que pensamos e fazemos. \u201cMergulhados no tempo e nas coisas, somos cegos \u00e0 luz de Deus e surdos ao seu chamamento. O que \u00e9 rico de si mesmo e vive em comunh\u00e3o consigo e cheio de si fecha-se \u00e0 plenitude de Deus\u201d. \u201cS\u00f3 a pobreza da alma despojada atrai a riqueza de Deus\u201d. Com muita convic\u00e7\u00e3o, afirmou: \u201cDeus pode esperar muito mais do que temos dado. Cada novo ano \u00e9 a possibilidade de respondermos a esta esperan\u00e7a de Deus\u201d. E acrescentou, citando D. Anacleto: \u201c\u00c9 preciso ter olhar de crian\u00e7a para ver a grandeza dos outros\u201d. Referiu ainda as palavras de Bento XVI: \u201cPe\u00e7o-vos que tenhais um cora\u00e7\u00e3o que v\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>Partindo do exemplo de Maria, que se interrogou: \u201cComo pode ser isto?\u201d, o Bispo de Aveiro fez-nos reflectir sobre\u2026<\/p>\n<p>\u2026como a experi\u00eancia de fome levou o filho pr\u00f3digo \u00e0 mudan\u00e7a<\/p>\n<p>\u2026a gratid\u00e3o do leproso do Evangelho<\/p>\n<p>\u2026a experi\u00eancia da abund\u00e2ncia e da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es (o trabalho que fazemos na escola \u00e9 um trabalho multiplicador)<\/p>\n<p>\u2026a import\u00e2ncia do alimento di\u00e1rio da Eucaristia, grande mist\u00e9rio da f\u00e9. <\/p>\n<p>Ficou patente a import\u00e2ncia da entrega a Cristo, pondo-nos ao Seu dispor com um cora\u00e7\u00e3o diferente, porque moldado e trabalhado pela ora\u00e7\u00e3o. Dev\u00edamos trabalhar como sen\u00e3o trabalh\u00e1ssemos, afirmou. \u201cSofremos mais com o desgaste do que com o esfor\u00e7o\u201d. Lembrando mais uma vez as palavras de Bento XVI no Centro Cultural de Bel\u00e9m, salientou a import\u00e2ncia de emprestarmos poesia, encanto e beleza \u00e0 vida, de \u201csermos n\u00f3s pr\u00f3prios beleza emprestada \u00e0 vida\u201d.<\/p>\n<p>Como \u201cDeus se interessa mais por n\u00f3s do que pelos nossos \u00eaxitos\u201d, D. Ant\u00f3nio Francisco salientou que devemos ser d\u00f3ceis ao Esp\u00edrito, como o bal\u00e3o o \u00e9 ao vento, deixar-nos levar pela \u201cverdade do tempo que passa\u201d, pois \u00e0s vezes parecemos demasiado perfeitos para necessitarmos de seguir Cristo. N\u00e3o podemos perder o sentido de viagem, do peregrino. Temos de ter sempre presente o mist\u00e9rio da semente, \u201co rebentar do gr\u00e3o\u201d, pedir a Deus \u201cum cora\u00e7\u00e3o janela\u201d que nos leve a \u201cpintar o mundo com a cor da esperan\u00e7a\u201d e descobrir Deus escondido na solid\u00e3o, como nos fala o Cardeal Ratzinger, quando se refere \u00e0 solid\u00e3o de Jesus, \u00e0 amizade tra\u00edda, \u00e0 incompreens\u00e3o e ang\u00fastia. Ter sempre presente Maria, \u201cM\u00e3e da Humildade\u201d.<\/p>\n<p>Os alunos s\u00e3o dom<\/p>\n<p>Num terceiro ponto, partindo do t\u00edtulo de um livro de Jorge Biscaia, Isabel Renauld e Michel Renauld, \u201cA que pais t\u00eam os filhos direito?\u201d, colocou a quest\u00e3o: \u201cE a que professores t\u00eam direito os alunos?\u201d Um aluno \u00e9 um dom e n\u00e3o um direito. \u00c0 semelhan\u00e7a da experi\u00eancia espiritual de Isabel e de Maria, diante do Mist\u00e9rio dos Filhos, como dom de Deus, realiza-se a experi\u00eancia espiritual dos professores, diante do mist\u00e9rio dos alunos como dom de Deus. A dimens\u00e3o da espiritualidade na nossa vida e nas dos alunos deve ser valorizada. \u201cOnde est\u00e1 o nosso Magnificat (de Maria), e o nosso \u00eaxtase contemplativo (de Isabel)?\u201d<\/p>\n<p>Por fim, falou-nos da terceira etapa do Plano Diocesano de Pastoral, que ter\u00e1 in\u00edcio no dia 10 de Outubro, sob o lema \u201cA Igreja Diocesana Orante \u00e9 Lugar de Esperan\u00e7a\u201d e do Movimento dos Educadores e Professores Cat\u00f3licos que pretendemos implementar a partir de este ano na nossa diocese.<\/p>\n<p>Antes do almo\u00e7o celebrou-se a Eucaristia em uni\u00e3o com os que n\u00e3o puderam estar presentes e lembrando os familiares pr\u00f3ximos de alguns professores que sofrem doen\u00e7as graves. Os trabalhos continuaram durante a tarde. Respondendo ao apelo da uni\u00e3o de esfor\u00e7os e do trabalho em comunidade, reunimo-nos em grupos de escolas de um mesmo arciprestado. Entre partilha de dificuldades e alegrias, constru\u00edmos projectos e prepar\u00e1mos as actividades a realizar durante o ano lectivo que agora se inicia.<\/p>\n<p>Elisa Urbano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2478","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2478\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}