{"id":24837,"date":"2014-04-11T16:26:53","date_gmt":"2014-04-11T16:26:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24837"},"modified":"2014-04-11T16:26:53","modified_gmt":"2014-04-11T16:26:53","slug":"d-antonio-francisco-estou-convencido-de-que-aveiro-nao-vai-estar-muito-tempo-sem-bispo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/d-antonio-francisco-estou-convencido-de-que-aveiro-nao-vai-estar-muito-tempo-sem-bispo\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Francisco: &#8220;Estou convencido de que Aveiro n\u00e3o vai estar muito tempo sem bispo&#8221;"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24839\" aria-describedby=\"caption-attachment-24839\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/radio11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24839\" alt=\"D. Ant\u00f3nio Francisco na R\u00e1dio Terra Nova, na noite de 28 de mar\u00e7o\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/radio11.jpg\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/radio11.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/radio11-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24839\" class=\"wp-caption-text\">D. Ant\u00f3nio Francisco na R\u00e1dio Terra Nova, na noite de 28 de mar\u00e7o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cAveiro nunca mais sai do meu cora\u00e7\u00e3o e da minha vida. Eu sou aveirense\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Francisco no programa de r\u00e1dio \u201cSoltar a Corrente\u201d, na r\u00e1dio Terra Nova, no dia 28 de mar\u00e7o, oito dias antes de partir para o Porto. A entrevista foi conduzida por Cathy Antunes e Jo\u00e3o Rocha, que semanalmente realizam o programa da responsabilidade do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil, e por Jorge Pires Ferreira.<\/strong><br \/>\n<strong>\u00c9 a primeira vez que um bispo parte de Aveiro para outra diocese. Por que motivos gostaria de ser recordado em Aveiro?<\/strong><br \/>\n\u00c9 a primeira vez que um bispo parte de Aveiro para outra diocese mas n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que que um bispo chega de outra diocese a Aveiro e esta experi\u00eancia tamb\u00e9m nos deve fazer lembrar que a nossa vida de servidores da Igreja, de pastores do povo de Deus, \u00e9 uma vida de peregrinos. O nosso primeiro bispo, D. Jo\u00e3o Evangelista, chegou a Aveiro em 1938, quando j\u00e1 tinha estado em quatro dioceses. E houve outros bispos naturais de Aveiro que tamb\u00e9m fizeram este percurso, concretamente D. J\u00falio Tavares Rebimbas, que foi bispo do Porto e antes tinha sido bispo do Algarve, arcebispo de Mitilene (auxiliar de Lisboa) e primeiro bispo de Viana do Castelo. A forma de partir \u00e9 sempre a mesma. \u00c9 a disponibilidade para a miss\u00e3o e o cumprimento dos desafios que Deus nos lan\u00e7a.<br \/>\nGostaria de ser lembrado pela certeza de que vivi e trabalhei, servi esta amada Igreja de Aveiro, com muita alegria. Senti-me um bispo feliz, acarinhado pelo povo e dispon\u00edvel para servir e trabalhar. Agora parto com a certeza de que me acompanham com amizade e com ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quando chegou a Aveiro, tra\u00e7ou um plano de renova\u00e7\u00e3o de cinco anos e entramos depois na Miss\u00e3o Jubilar. A renova\u00e7\u00e3o foi a sua grande preocupa\u00e7\u00e3o pastoral?<\/strong><br \/>\nLonge de mim pensar que ia acabar desta forma e t\u00e3o depressa. A minha primeira preocupa\u00e7\u00e3o foi procurar situar-me diante do que pensei sempre ser o sonho de Deus para a Igreja de Aveiro, uma Igreja jovem, que tinha sido servida por quatro bispos, que teve etapas marcantes nestes 75 anos, que estava a viver um tempo de grande expectativa, dez anos depois do II S\u00ednodo Diocesano, 40 anos depois do Conc\u00edlio, na aurora de um novo mil\u00e9nio. Era necess\u00e1rio acolher este sonho de Deus que eu entendi como um desafio \u00e0 renova\u00e7\u00e3o e \u00e0 nova evangeliza\u00e7\u00e3o, com novos m\u00e9todos, novo vigor, novo encanto e com numa linguagem serena que convidasse \u00e0 esperan\u00e7a e que transformasse este mundo que \u00e9 o nosso.<\/p>\n<p><strong>Nesta renova\u00e7\u00e3o podemos integrar a Miss\u00e3o Jubilar. No calend\u00e1rio, j\u00e1 acabou, na pr\u00e1tica, ainda n\u00e3o. Que mudan\u00e7as concretas trouxe a Miss\u00e3o \u00e0 nossa diocese?<\/strong><br \/>\nO grande elemento, a novidade da Miss\u00e3o Jubilar, foi n\u00e3o ser ideia do bispo, n\u00e3o ser a decis\u00e3o de uma pessoa, mas envolver toda a Igreja. Nada termina. Cumpriu-se uma etapa e tudo se vai realizar, desenvolver e continuar. N\u00e3o terminou a miss\u00e3o.<br \/>\n<strong>Qual o momento da Miss\u00e3o Jubilar que mais ficou no seu cora\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nForam muitos, passo a passo, Miss\u00e3o 11 a Miss\u00e3o 11, mobilizando cada vez mais pessoas. O segredo da Miss\u00e3o Jubilar foi ter sido preparada com tempo e aprofundadamente, de tal maneira que, pouco a pouco, as pessoas foram aderindo, n\u00e3o por imposi\u00e7\u00e3o mas por convic\u00e7\u00e3o, n\u00e3o porque queriam ser participantes de um espet\u00e1culo, mas protagonistas para realizar tudo aquilo que \u00edamos vivendo. Esta disponibilidade para se deixar envolver e transformar \u00e9 que se torna semente e fermento de transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Mais do que as atividades que realiz\u00e1mos, importa referir e sublinhar as pessoas. E mais do que ver as pessoas no seu n\u00famero, importa ver o esp\u00edrito que se ia entranhando nas crian\u00e7as, nos jovens, nas fam\u00edlias, nos movimentos, nas comunidades. Houve tamb\u00e9m, \u00e9 certo, originalidade e ousadia nas iniciativas. Sinto que as pessoas est\u00e3o interessadas em continuar neste esp\u00edrito de miss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o teme que a sua sa\u00edda de Aveiro interrompa um trabalho t\u00e3o importante?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o interrompe. A minha ida para o Porto despertou em todos n\u00f3s, e porventura com mais surpresa em mim, um carinho e uma simpatia, um amor deste povo a quem eu servi, que \u00e9 de valor incalcul\u00e1vel. Nada termina. Por outro lado, sentimo-nos todos amados por Deus e Deus n\u00e3o interrompe o seu amor por esta Igreja de Aveiro. N\u00e3o \u00e9 com a minha sa\u00edda que diminui este amor de Deus e aquilo que eu quis fazer sentir ao assumir como inspira\u00e7\u00e3o da MJ o texto do profeta Isa\u00edas e de S\u00e3o Lucas, no cap. IV, em que Cristo assume que o Esp\u00edrito o envia a anunciar a boa nova aos pobres e a viver um ano de gra\u00e7a. Sinto que este ano de gra\u00e7a teve aqui tamb\u00e9m uma marca muito importante em todos estes momentos que vivemos.<br \/>\nSinto esta Igreja de Aveiro serena, acompanhando-me com tristeza e saudade, que eu levo tamb\u00e9m, mas com a confian\u00e7a e serenidade de quem se prepara para acolher um novo bispo. Estar\u00e1 comigo e estar\u00e1 com o novo bispo como sempre esteve comigo. Sei que este \u00e9 o esp\u00edrito do Evangelho e esta \u00e9 a forma de ser a Igreja de Jesus Cristo hoje.<\/p>\n<p><strong>A nomea\u00e7\u00e3o de um bispo para o Porto demorou muito tempo. Nove meses. Como acompanhou este processo? Imaginava que poderia ser o escolhido?<\/strong><br \/>\nAcompanhei com serenidade e contribui com o que \u00e9 normal na consulta que \u00e9 feita a todos os bispos. Tamb\u00e9m eu indiquei um nome que Deus me inspirou. A serenidade era tanto maior quanto nunca me passou pela ideia que poderia ser eu o escolhido pelo Santo Padre. E por isso vivi com alguma apreens\u00e3o por sentir que demorava muito tempo a nomea\u00e7\u00e3o. Preocupava-me e n\u00e3o gostaria que o mesmo acontecesse com a Igreja de Aveiro. Penso que estas decis\u00f5es t\u00eam os seus tr\u00e2mites, os seus itiner\u00e1rios, mas para bem da Igreja e das comunidades devem ser mais c\u00e9leres.<\/p>\n<p><strong>Pode garantir que n\u00e3o vamos estar muito tempo sem bispo?<\/strong><br \/>\nGarantir, n\u00e3o posso. Mas tenho sinais e a convic\u00e7\u00e3o firme de que Aveiro n\u00e3o vai estar muito tempo sem bispo.<\/p>\n<p><strong>Foi bispo auxiliar de Braga sendo titular de Meinedo (no concelho de Lousada), uma antiga diocese no territ\u00f3rio do Porto. V\u00ea nisto algum sinal?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Mas tenho refletido muito sobre isso. Quando fui nomeado bispo auxiliar de Braga n\u00e3o sabia qual era a s\u00e9 titular que me era atribu\u00edda. S\u00f3 quando recebi a bula \u00e9 que o meu bispo [de Lamego] me disse: \u201cOlha, uma curiosidade feliz, \u00e9s bispo da diocese mais pr\u00f3xima da tua casa e da nossa, Meinedo\u201d. Um dia, com um tom de bom humor, num encontro de Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, em F\u00e1tima, fui ter com D. Armindo, ao tempo bispo do Porto, e disse-lhe que era o titular da sede da primeira igreja portucalense. \u201cEu sei e tenho muito gosto nisso\u201d, respondeu-me. Mais tarde, abriu uma autoestrada que passava perto de Meidedo e numa das viagens de Braga para Lamego, visitei a bela igreja rom\u00e2nica e ali rezei ajoelhado diante do altar-mor. E pedi pela igreja portucalense. \u00c9 apenas uma coincid\u00eancia.<br \/>\nNo meu minist\u00e9rio andei sempre \u00e0 volta de diocese do Porto. Sou natural da Lamego, que aconchega a parte este do Porto, estive na diocese de Braga, a norte, e em Aveiro, a sul. Agora vou ao encontro da grande Igreja do Porto.<\/p>\n<p><strong>O que antev\u00ea em termos de a\u00e7\u00e3o pastoral no Porto?<\/strong><br \/>\nDesde crian\u00e7a, conhe\u00e7o a realidade geogr\u00e1fica, um pouco da realidade social. Conhe\u00e7o menos a realidade eclesial. \u00c9 uma diocese com 477 par\u00f3quias, 27 vigararias [arciprestados], 493 sacerdotes, cerca de 700 religiosos e mais de dois milh\u00f5es de habitantes. \u00c9 uma realidade imensa, com uma zona urbana de grande densidade demogr\u00e1fica, desafios, exig\u00eancias e problemas acrescidos, mas tamb\u00e9m com um manancial extraordin\u00e1rio de recursos humanos, com a generosidade das pessoas, com o vigor de uma Igreja que vem de h\u00e1 muitos s\u00e9culos e que tem tido servidores t\u00e3o generosos e dedicados. Sei que n\u00e3o posso replicar ou repetir iniciativas pastorais aqui vividas, mas a experi\u00eancia pastoral desenvolvida em Aveiro vai ser um grande contributo para o meu trabalho no Porto.<\/p>\n<p><strong>Teve uma grande proximidade para com os aveirenses, mas n\u00f3s somos uma diocese pequena. Vai ter a mesma proximidade numa diocese que, pelo n\u00famero de habitantes, \u00e9 seis ou sete vezes maior?<\/strong><br \/>\nEu vou com o mesmo jeito e mesmo modo. Vou estar com todas as pessoas porque cada pessoa \u00e9 \u00fanica, cada momento \u00e9 \u00fanico. Como aqui fiz. Certamente n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil cumprimentar todas as pessoas \u00e0 sa\u00edda das eucaristias, mas em cada eucaristia que celebrar vou faz\u00ea-lo. E vou procurar visitar, se Deus me der vida e sa\u00fade, todas as 477 par\u00f3quias. Cada pessoa sabe que tem lugar por inteiro no cora\u00e7\u00e3o do seu bispo e o m\u00ednimo que posso fazer \u00e9 saber o nome, conhecer o sorriso e olhar, porque a\u00ed se espelha a alma e se anuncia a f\u00e9.<br \/>\nDo Porto perguntaram-me se eu precisava de um telem\u00f3vel. N\u00e3o preciso. Mantenho o mesmo n\u00famero. Ningu\u00e9m fica sem o lugar que ocupa no meu cora\u00e7\u00e3o e na minha vida. H\u00e1 muitos lugares na minha vida, dois milh\u00f5es de lugares a serem ocupados pela Igreja do Porto.<\/p>\n<p><strong>A partir do momento nomea\u00e7\u00e3o, 21 de fevereiro, passou a ter de pensar na Diocese do Porto. J\u00e1 est\u00e1 a mudar de casa?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Estou a fazer agora o que sempre fiz. S\u00f3 mudo no dia em que vou. Vou para o Porto no dia 5 de abril. At\u00e9 l\u00e1 estou em Aveiro, embora a rezar, a pensar e a escrever aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para a minha primeira mensagem ao Porto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Pedimos a D. Ant\u00f3nio Francisco que dissesse o que lhe inspiram as seguintes palavras:<\/em><\/p>\n<p><strong>JOVENS<\/strong><br \/>\nLevo da juventude uma escola de miss\u00e3o. Encontrei jovens extraordin\u00e1rios e com uma capacidade de trabalhar em Igreja que sempre me deslumbrou. Os jovens s\u00e3o a marca de Deus em Aveiro. E s\u00e3o a marca de Deus em mim. Obrigado, jovens.<\/p>\n<p><strong>SAUDADE<\/strong><br \/>\nFui-me habituando a lidar com a saudade como grande sentimento portugu\u00eas. Gosto de ter saudade. E gosto que as pessoas tenham saudade. \u00c9 sinal que t\u00eam grandes e nobres sentimentos.<\/p>\n<p><strong>M\u00e3e<\/strong><br \/>\n\u00c9 a palavra essencial da minha vida, \u00e9 o ber\u00e7o, a raiz, o v\u00ednculo sagrado que tive \u00e0 minha m\u00e3e e \u00e9 tamb\u00e9m a aprendizagem que fiz de que a Igreja \u00e9 a minha m\u00e3e. A serenidade que senti depois da partida da minha m\u00e3e ajudou a descobrir que a Igreja \u00e9 verdadeiramente a minha m\u00e3e.<\/p>\n<p><strong>JO\u00c3O PAULO II<\/strong><br \/>\nO Papa que me nomeou bispo, com quem estive v\u00e1rias vezes. Apetece-me dizer como diz o secret\u00e1rio dele: aprendi a viver com um santo.<\/p>\n<p><strong>BENTO XVI<\/strong><br \/>\nPapa que me nomeou bispo de Aveiro e que me recebeu sempre com grande cordialidade. Tinha dele uma imagem de te\u00f3logo insigne mas distante. Num momento em que me recebeu, sugeriu que fal\u00e1ssemos em franc\u00eas porque sabia que eu tinha estudado em Paris. Sempre me tratou com afeto e carinho. Lembro e agrade\u00e7o o gesto heroico e prof\u00e9tico de, num momento preciso em que a consci\u00eancia lhe impunha, ter dito: \u201cHoje renuncio\u201d\u2026<\/p>\n<p><strong>FRANCISCO<\/strong><br \/>\nN\u00e3o s\u00f3 a coincid\u00eancia de sermos hom\u00f3nimos. A proximidade e b\u00ean\u00e7\u00e3o dos seus gestos simples e as palavras que todos compreendem anunciam uma nova primavera, uma frescura renovada na Igreja.<\/p>\n<p><strong>ESPERAN\u00c7A<\/strong><br \/>\n\u00c9 o tom da minha mensagem. Vejo que Igreja, mais do que lamentos, queixumes, den\u00fancias e protestos, tem de ser farol de esperan\u00e7a para o mundo.<\/p>\n<p><strong>PADRES<\/strong><br \/>\nS\u00e3o irm\u00e3os. Nos momentos f\u00e1ceis e dif\u00edceis. Neste momento, os irm\u00e3os s\u00e3o mais necess\u00e1rios e mais preciosos. Olho os padres de Aveiro como os verdadeiros irm\u00e3os que sempre tive.<\/p>\n<p><strong>VOCA\u00c7\u00c2O<\/strong><br \/>\nFoi a minha prioridade. A valoriza\u00e7\u00e3o da pastoral vocacional \u00e9 um imperativo de miss\u00e3o e a certeza de que, se rezarmos e nos empenharmos, n\u00e3o faltar\u00e3o voca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>AVEIRO<\/strong><br \/>\nPalavra que nunca mais sai do meu l\u00e9xico, nem do meu calend\u00e1rio. E nunca mais sai do meu cora\u00e7\u00e3o e da minha vida. Faz parte da minha vida. Eu sou aveirense.<\/p>\n<p><strong>EQUIPA DE FUTEBOL<\/strong><br \/>\nGostava muito que o Beira-Mar tivesse melhores resultados. A minha equipa preferida \u00e9 o Futebol Clube do Porto. O desporto \u00e9 escola de aprendizagem, de sabermos lidar uns com os outros, de tornar mais bela a vida.<\/p>\n<p><strong>JESUS CRISTO<\/strong><br \/>\n\u00c9 a raz\u00e3o de ser e de viver para qualquer crist\u00e3o. O Evangelho de Jesus \u00e9 tudo o que temos e somos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cAveiro nunca mais sai do meu cora\u00e7\u00e3o e da minha vida. Eu sou aveirense\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Francisco no programa de r\u00e1dio \u201cSoltar a Corrente\u201d, na r\u00e1dio Terra Nova, no dia 28 de mar\u00e7o, oito dias antes de partir para o Porto. 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