{"id":24892,"date":"2014-05-13T16:49:23","date_gmt":"2014-05-13T16:49:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24892"},"modified":"2014-05-13T16:49:23","modified_gmt":"2014-05-13T16:49:23","slug":"sebastiao-de-magalhaes-lima-politico-e-jornalista-republicano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sebastiao-de-magalhaes-lima-politico-e-jornalista-republicano\/","title":{"rendered":"Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima, pol\u00edtico e jornalista republicano"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24895\" aria-describedby=\"caption-attachment-24895\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/sebastiao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24895\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/sebastiao.jpg\" alt=\"Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima em 1891\" width=\"400\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/sebastiao.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/sebastiao-215x300.jpg 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24895\" class=\"wp-caption-text\">Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima em 1891<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima notabilizou-se como advogado, pol\u00edtico republicano e socialista, escritor, jornalista (fundador de \u201cO S\u00e9culo\u201d) e gr\u00e3o-mestre da ma\u00e7onaria portuguesa.<\/strong><\/p>\n<p>Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima nasceu na cidade brasileira de Rio de Janeiro, no dia 30 de maio de 1850, e faleceu em Lisboa, no dia 7 de dezembro de 1928. Era filho do aveirense Sebasti\u00e3o de Carvalho e Lima e da brasileira Leoc\u00e1dia Rodrigues Pinto de Magalh\u00e3es. Era irm\u00e3o de Jaime de Magalh\u00e3es Lima.<br \/>\nOs pais de Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima regressaram a Aveiro quando este tinha 4 anos de idade. Mais tarde, em Lisboa, frequentou o Col\u00e9gio Alem\u00e3o e o Liceu. No ano de 1870, matriculou-se na Universidade de Coimbra.<br \/>\nEm Coimbra, come\u00e7ou a ser notado devido \u00e0s suas opini\u00f5es republicanas e \u00e0 forma como as defendia, passando, nessa \u00e9poca, a colaborar em v\u00e1rios peri\u00f3dicos pol\u00edticos e liter\u00e1rios, sendo um dos fundadores do jornal \u201cDistrito de Aveiro\u201d. Nessa altura estreou-se como escritor ao publicar \u201cMiniaturas rom\u00e2nticas\u201d, \u201cMart\u00edrio de um anjo\u201d, \u201cAmour et Champagne\u201d, obras inseridas na corrente tardia do romantismo portugu\u00eas.<br \/>\nConcluiu a sua formatura em 1875, com a classifica\u00e7\u00e3o de distinto. Nesse mesmo ano, ainda em Coimbra, come\u00e7ou a exercer a advocacia, transferindo-se depois para Lisboa. Nos finais da 1870, afastou-se progressivamente da advocacia para se dedicar ao jornalismo e \u00e0 pol\u00edtica.<br \/>\nEm 1921, fundou a Liga Portuguesa dos Direitos do Homem. No dia 29 de abril de 1919, foi agraciado com a Gr\u00e3-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e M\u00e9rito.<br \/>\nFaleceu em Lisboa a 7 de dezembro de 1928, j\u00e1 sob o regime do Estado Novo, facto que n\u00e3o impediu que o seu funeral tivesse reunido milhares de pessoas.<\/p>\n<p><strong>Fundador de \u201cO S\u00e9culo\u201d<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima iniciou a sua carreira de jornalista, conotado com a \u00e1rea republicana e socialista, no dia 1 de maio de 1873, com um artigo publicado no seman\u00e1rio \u201cA Republica Portugueza\u201d, passando a colaborar em v\u00e1rios jornais de pendor republicano. Fez parte da chamada Gera\u00e7\u00e3o de 70, convivendo com os mais importantes intelectuais portugueses do \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XIX.<br \/>\nEm simult\u00e2neo com a advocacia, continuou a colaborar na imprensa republicana, nomeadamente em peri\u00f3dicos como \u201cDemocracia\u201d, \u201cDistrito de Aveiro\u201d, \u201cMosaico\u201d e \u201cJornal de Lisboa\u201d. No final dos anos 70, escreveu os panfletos \u201cO Espectro de Juvenal\u201d, em que defendia o regime republicano e atacava as institui\u00e7\u00f5es da monarquia constitucional portuguesa.<br \/>\nEm maio de 1878, quando da assinatura do Tratado de Louren\u00e7o Marques, Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima assumiu violentos ataques ao governo, n\u00e3o s\u00f3 em jornais mas tamb\u00e9m como orador principal nos com\u00edcios oposicionistas ent\u00e3o realizados.<br \/>\nNo ano seguinte, fundou o \u201cCom\u00e9rcio de Portugal\u201d. Em 1880, integrou a comiss\u00e3o executiva da imprensa nas grandes comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio de Lu\u00eds de Cam\u00f5es. Em 1881, em parceria com destacados republicanos, fundou \u201cO S\u00e9culo\u201d, que passou a dirigir. A viol\u00eancia de alguns dos artigos publicados no jornal levou-o a ser processado e a passar algum tempo preso e a um duelo ao sabre com Pinheiro Chagas, ent\u00e3o diretor do \u201cDi\u00e1rio da Manh\u00e3\u201d, em que este ficou ligeiramente ferido.<br \/>\nNos finais da d\u00e9cada de 1890, dirigiu os jornais \u201cA Folha do Povo\u201d e \u201cA Vanguarda\u201d.<br \/>\nFoi dirigente da Associa\u00e7\u00e3o de Jornalistas e Homens de Letras de Lisboa, institui\u00e7\u00e3o que representou nos congressos de jornalismo que se realizaram em Estocolmo, Paris, Lisboa, Roma e Viena.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtico republicano<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio da d\u00e9cada de 1890, Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima passou a ser um dos principais vultos do Partido Republicano, defendendo um republicanismo de pendor socialista ut\u00f3pico, advogando, no entanto, um entendimento entre a burguesia e o proletariado. Quando do ultimato brit\u00e2nico de 1890, encabe\u00e7ou a contesta\u00e7\u00e3o antibrit\u00e2nica e antimon\u00e1rquica.<br \/>\nDurante o governo de Jo\u00e3o Franco (1906 a 1908), Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima esteve exilado em Fran\u00e7a para escapar \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es de que foi alvo. Regressou ap\u00f3s o regic\u00eddio (1908). Foi membro do Diret\u00f3rio do Partido Republicano Portugu\u00eas. No ver\u00e3o de 1910, como delegado dos republicanos e socialistas portugueses, participou em v\u00e1rias reuni\u00f5es internacionais realizadas em Espanha, It\u00e1lia e Fran\u00e7a. No dia 5 de outubro de 1910, quando a rep\u00fablica foi proclamada em Portugal, encontrava-se em Paris.<br \/>\nFoi deputado \u00e0 Assembleia Constituinte de 1911, na qual foi escolhido como relator da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa de 1911. No Congresso da Rep\u00fablica candidatou-se \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 24 de agosto de 1911, nas quais foi eleito Manuel de Arriaga. Exerceu as fun\u00e7\u00f5es de Ministro da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica de 17 de maio a 19 de junho de 1915, no governo presidido por Jos\u00e9 Ribeiro de Castro.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Cardoso Ferreira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24894\" aria-describedby=\"caption-attachment-24894\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Selo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-24894\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Selo-150x150.jpg\" alt=\"Selo com Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24894\" class=\"wp-caption-text\">Selo com Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Gr\u00e3o-mestre da ma\u00e7onaria portuguesa<\/strong><br \/>\nNo ano de 1874, Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima foi iniciado na Loja Perseveran\u00e7a, n.\u00ba 74, em Coimbra, do Grande Oriente Lusitano Unido. A partir de 1890 fundou e esteve ligado a v\u00e1rias lojas ma\u00e7\u00f3nicas de Lisboa, chegando a Gr\u00e3o-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, o d\u00e9cimo, em 1907. Na sua \u00faltima mensagem como gr\u00e3o-mestre, em 1928, condenou a opress\u00e3o que o regime ditatorial impusera ao seu pa\u00eds desde 1926, afirmando que os conceitos de P\u00e1tria e de Liberdade eram sin\u00f3nimos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vida e obra do \u201csacerdote laico\u201d em livro<\/strong><br \/>\nA vida e obra de Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima foram o tema da tese de disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Maria Rita Lino Garnel, defendida em 1998 na Faculdade de Letras de Coimbra. Em 2004, a tese deu origem ao livro \u201cA Rep\u00fablica de Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima\u201d, no qual a autora demonstra que este aveirense ocupou um lugar proeminente na cultura pol\u00edtica e hist\u00f3rica do seu tempo.<br \/>\nA pluralidade de desempenhos em prol dos direitos humanos, o ideal de cidadania ativa e a universalidade dos valores da liberdade, da justi\u00e7a, da solidariedade e da toler\u00e2ncia foram motivos suficientes para que Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima fosse apelidado de \u201csacerdote laico\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima notabilizou-se como advogado, pol\u00edtico republicano e socialista, escritor, jornalista (fundador de \u201cO S\u00e9culo\u201d) e gr\u00e3o-mestre da ma\u00e7onaria portuguesa. Sebasti\u00e3o de Magalh\u00e3es Lima nasceu na cidade brasileira de Rio de Janeiro, no dia 30 de maio de 1850, e faleceu em Lisboa, no dia 7 de dezembro de 1928. 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