{"id":24930,"date":"2014-05-23T14:36:30","date_gmt":"2014-05-23T14:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=24930"},"modified":"2014-05-23T14:36:30","modified_gmt":"2014-05-23T14:36:30","slug":"a-importancia-das-festas-religiosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-importancia-das-festas-religiosas\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia das festas religiosas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-24931\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino-150x150.jpg\" alt=\"FLAUSINO SILVA Empres\u00e1rio\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/>Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>As festas religiosas est\u00e3o profundamente enraizadas na viv\u00eancia dos fi\u00e9is, que celebram com particular intensidade e devo\u00e7\u00e3o aos seus padroeiros. E foram, ao longo dos tempos, o principal motivo e encontro e reuni\u00e3o das fam\u00edlias e das pessoas da comunidade.<\/p>\n<p>Mesmo nas par\u00f3quias mais urbanizadas, nos bairros e lugares que o crescimento demogr\u00e1fico fez surgir, a profunda devo\u00e7\u00e3o dos crentes levou \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o de templos dedicados principalmente a Nossa Senhora, sob multiplicas invoca\u00e7\u00f5es, a Cristo Ressuscitado e aos Santos, constituindo aut\u00eanticas comunidades locais coesas \u00e0 volta dos seus patronos.<br \/>\nE esta liga\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte que, mesmo quando as pessoas se afastam para longes terras, por motivos de emigra\u00e7\u00e3o ou desloca\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, ficam de tal modo presos ao seu lugar e ao seu padroeiro que, no dia da sua festa anual, a\u00ed est\u00e3o de volta, vindos at\u00e9 dos confins da terra.<br \/>\nComo exemplo expressivo e bem conhecido dos portugueses, temos a Festa do Santo Cristo em Ponta Delgada, S\u00e3o Miguel, nos A\u00e7ores, que re\u00fane devotos vindos de todo o mundo.<br \/>\nMas nas nossas terras acontece o mesmo, com levas de emigrantes que procuram gozar as suas f\u00e9rias anuais na ocasi\u00e3o das festas das suas terras.<br \/>\nA liga\u00e7\u00e3o profunda dos emigrantes \u00e0 terra natal e \u00e0s suas festas manifesta-se ainda de modo expressivo atrav\u00e9s da edifica\u00e7\u00e3o, nas comunidades onde se fixaram, de templos com id\u00eantica arquitectura e as mesmas invoca\u00e7\u00f5es, como aconteceu com os portugueses no Brasil (Bahia e Fortaleza, por exemplo) e nos Estados Unidos (Newark), aportuguesando o modo de viver e celebrar a f\u00e9 e a alegria, em identidade com a sua origem.<br \/>\nSendo os meses de maio a setembro aqueles em que se realizam mais festas religiosas de cariz popular, vale a pena lembrarmos os principais princ\u00edpios e valores pelos quais os organizadores se devem nortear.<br \/>\nSendo o orago, padroeiro ou padroeira, a figura de Jesus Cristo, de Nossa Senhora sua M\u00e3e ou de um santo proclamado pela Igreja, tem de ser absolutamente assumido pelos organizadores, que eles ser\u00e3o o centro da festa, desenvolvendo-se o programa \u00e0 sua volta, com actividades e celebra\u00e7\u00f5es que exaltem a F\u00e9 e os valores que eles encarnaram.<br \/>\nMas sendo a festa uma oportunidade por excel\u00eancia de aproxima\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio entre os membros da comunidade, o programa deve contemplar, tamb\u00e9m, actividades que promovam os valores da fam\u00edlia e das rela\u00e7\u00f5es entre fam\u00edlias: iniciativas de partilha e solidariedade, manifesta\u00e7\u00f5es culturais genu\u00ednas das tradi\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas locais, evoca\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das pessoas e dos principais acontecimentos da vida comunit\u00e1ria, representa\u00e7\u00f5es das fases e actos da vida do Padroeiro, actua\u00e7\u00e3o de grupos de teatro, m\u00fasica e folclore local, numa express\u00e3o de arte e valores genu\u00ednos da vida e tradi\u00e7\u00f5es das comunidades.<br \/>\nAs prociss\u00f5es constituem, normalmente, uma das mais expressivas manifesta\u00e7\u00f5es das festas religiosas, com os andores das imagens expostas ao culto acompanhando o andor do padroeiro como centro de todas as aten\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAs comiss\u00f5es devem respeitar as orienta\u00e7\u00f5es diocesanas sobre prociss\u00f5es, evitando trajectos longos em zonas despovoadas e a participa\u00e7\u00e3o de elementos estranhos ao acontecimento (figuras amortalhadas e imitadoras de personagens hist\u00f3ricas da Igreja).O sil\u00eancio, o respeito e a devo\u00e7\u00e3o devem imperar, tanto nos que acompanham, como nos que transportam os andores e ins\u00edgnias, que devem vestir-se com aprumo e, sempre que poss\u00edvel, com as capas alusivas designadas por opas . As prociss\u00f5es s\u00e3o para se viverem por dentro, n\u00e3o para se olharem de fora.<br \/>\nOs arraiais que antecedem e se seguem \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da eucar\u00edstica e da prociss\u00e3o, como momentos centrais e mais altos das festas, nos quais os crist\u00e3os mais activos e os agentes da pastoral n\u00e3o deixar\u00e3o de participar, n\u00e3o podem destoar e ser a ant\u00edtese dos valores crist\u00e3os afirmados nas celebra\u00e7\u00f5es. Mas frequentemente s\u00e3o-no e de modo escandaloso, por implicar gastos elevados, por m\u00e1 qualidade art\u00edstica e moral dos grupos e artistas que atuam e pela aliena\u00e7\u00e3o que provocam.<br \/>\nA vontade de fazer festa e festa rija, melhor que a do ano anterior e que a do lugar vizinho, leva as comiss\u00f5es a exageros que \u00e9 necess\u00e1rio conter.<br \/>\nOs padr\u00f5es actuais, numa parte importante das festas da nossa diocese, passa por contratar para complemento das celebra\u00e7\u00f5es e honra do Padroeiro, os chamados \u201cartistas\u201d e \u201c conjuntos\u201d, muitos deles sem conte\u00fado nem mensagem, em detrimento das Bandas Filarm\u00f3nicas, dos Grupos Folcl\u00f3ricos e Culturais, de iniciativas culturais que tem tudo a ver com a vida e valores das comunidades.<br \/>\nParece que o importante \u00e9 contratar quem fa\u00e7a barulho at\u00e9 altas horas, mesmo desrespeitando a lei, que pro\u00edbe a m\u00fasica e a festa para al\u00e9m de certas horas, conforme est\u00e1 regulamentado. E o barulho estende-se por todo o dia, com as instala\u00e7\u00f5es sonoras a debitar as mais das vezes m\u00fasica de muito mau gosto, difundida do cimo das pr\u00f3prias Igrejas.<br \/>\nPerante a febre de festas e conv\u00edvios, de eventos culturais, musicais, desportivos e sociais, sejamos capazes de manter as festas religiosas associadas aos Padroeiros das nossas comunidades, com os condimentos que fazem delas os melhores momentos de viver e celebrar os valores da s\u00e3 alegria, da coes\u00e3o familiar e do conv\u00edvio comunit\u00e1rio em torno daqueles que os nossos antepassados elegeram para nossos protectores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As festas religiosas est\u00e3o profundamente enraizadas na viv\u00eancia dos fi\u00e9is, que celebram com particular intensidade e devo\u00e7\u00e3o aos seus padroeiros. E foram, ao longo dos tempos, o principal motivo e encontro e reuni\u00e3o das fam\u00edlias e das pessoas da comunidade. 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