{"id":250,"date":"2010-01-08T10:26:00","date_gmt":"2010-01-08T10:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=250"},"modified":"2010-01-08T10:26:00","modified_gmt":"2010-01-08T10:26:00","slug":"so-se-pode-crer-quandfo-se-morreu-alguma-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/so-se-pode-crer-quandfo-se-morreu-alguma-vez\/","title":{"rendered":"S\u00f3 se pode crer quandfo se morreu alguma vez"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 17 <!--more--> Esta frase ouvi-a na semana de espi-ritualidade carmelita, em Marco de Canavezes, na confer\u00eancia do P.e Agostinho Leal. \u00c9 uma frase de Dorothe Solle, no seu livro \u201cViagem de Ida\u201d. Lembra a mudan\u00e7a radical da vida da Samaritana do po\u00e7o de Sicar. Diz Dorothe que, pelo div\u00f3rcio, que ela n\u00e3o queria que acontecesse no seu casamento, Deus despeda\u00e7ou o seu primeiro e \u00fanico projecto de vida. Sem explica\u00e7\u00f5es dos porqu\u00eas, como faz na vida de todos n\u00f3s. Atirou-a por terra. Ela s\u00f3 queria ou o marido de volta ou a morte. Como tantos homens e mulheres do nosso tempo. Diz que entrou numa catedral g\u00f3tica e s\u00f3 lhe apetecia, n\u00e3o gemer, nem chorar, mas gritar\u2026 Ouviu dentro de si uma frase que detestava, \u201cbasta-te a minha gra\u00e7a\u201d, que ela sabia ter sido dita a S. Paulo quando este tamb\u00e9m gritava. No entanto, sentiu paz. Sentiu que s\u00f3 a dimens\u00e3o da F\u00e9 d\u00e1 sentido ao irremediavelmente perdido. Que a experi\u00eancia de f\u00e9 \u00e9 insubstitu\u00edvel. Que basta a Gra\u00e7a de Deus para se viver. Saiu dali sem se angustiar se o marido voltaria ou n\u00e3o, mas ainda querendo morrer. Mas, pouco a pouco, aquela frase da B\u00edblia foi-se fazendo vida nela, e entendeu que uma nova vida, sozinha, sem d\u00favida, se abria diante dela: Uma viagem de ida, na aventura do crer, que d\u00e1 sentido ao que parece absurdo. Na dor, redentora, que gera vida. Samaritanas angustiadas, gente perdida que s\u00f3 sabe gritar ou que at\u00e9 nem consegue faz\u00ea-lo, h\u00e1 muitas. Algumas terminam no suic\u00eddio. Dorothe descobriu Deus sentado ali, no seu po\u00e7o fundo e negro, a pedir-lhe: \u201cD\u00e1-e de beber\u201d. E descobriu uma fonte viva dentro dela. <\/p>\n<p>N\u00e3o desanimes, pois. <\/p>\n<p>Olha \u00e0 tua volta. <\/p>\n<p>Ele est\u00e1 a\u00ed. <\/p>\n<p>N\u00e3o o v\u00eas?<\/p>\n<p>P.e V\u00edctor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 17<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}