{"id":25010,"date":"2014-06-05T16:26:39","date_gmt":"2014-06-05T16:26:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25010"},"modified":"2014-06-05T16:26:39","modified_gmt":"2014-06-05T16:26:39","slug":"calendario-pastoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/calendario-pastoral\/","title":{"rendered":"Calend\u00e1rio pastoral"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24498\" aria-describedby=\"caption-attachment-24498\" style=\"width: 100px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Querubim-silva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24498\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Querubim-silva.jpg\" alt=\"Querubim Silva Padre. Diretor\" width=\"100\" height=\"140\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24498\" class=\"wp-caption-text\">Querubim Silva<br \/>Padre. Diretor<\/figcaption><\/figure>\n<p>1 . O ensino profissional reclama uma aten\u00e7\u00e3o permanente \u00e0 realidade do caminho dos formandos, implicando com frequ\u00eancia o refazer do cronograma e o trabalho de recupera\u00e7\u00e3o. Diria que a realidade a pastorear reclama a mesma aten\u00e7\u00e3o: um servi\u00e7o de atendimento permanente, \u201cequipas\u201d em permanente preven\u00e7\u00e3o. Como dizia h\u00e1 dias um colega: \u201cSe me chamam \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3 para ir sacramentar um doente, n\u00e3o fico a pensar \u00abvou de manh\u00e3\u00bb; a resposta \u00e9 ir de imediato\u201d.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio pastoral \u00e9 o da vida das pessoas e das comunidades. Toda a programa\u00e7\u00e3o deve estar sens\u00edvel \u00e0 surpresa do quotidiano. \u00c9 importante a planifica\u00e7\u00e3o, o ordenamento cronol\u00f3gico, mas sempre aberto \u00e0 emerg\u00eancia. Um hospital de campanha \u00e9 uma entrada franqueada a toda a hora, uma disponibilidade 24 horas por dia, sempre apta aos cuidados prim\u00e1rios, atenta a estabilizar os \u201cferidos\u201d que chegam.<br \/>\nAs decis\u00f5es na Igreja, salvaguardadas a conveniente discri\u00e7\u00e3o e a pondera\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, s\u00e3o para responder \u00e0 realidade das pessoas e das comunidades. E, sendo assim, a flexibilidade do cronograma \u00e9-lhes inerente. N\u00e3o \u00e9 a estrutura, o institucional que tem a prioridade; mas a vida que aguarda o pastoreio. Tamb\u00e9m na nomea\u00e7\u00e3o dos Bispos! Sob pena de se cercearem fluxos de esperan\u00e7a e entusiasmo, tolhendo o dinamismo do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>2 . E, a prop\u00f3sito disto, valeria a pena fazermos um momento de o\u00e1sis, para mergulhar nos documentos do Conc\u00edlio Vaticano II e nos refrescarmos com a \u00e1gua destas duas ou tr\u00eas correntes: a corresponsabilidade laical, a sinodalidade e a colegialidade episcopal.<br \/>\nOs leigos, agentes imprescind\u00edveis na miss\u00e3o da Igreja, onde s\u00e3o tidos e achados para a escolha dos seus pastores? S\u00e3o competentes apenas como executores ou a sua gra\u00e7a batismal confere-lhes tamb\u00e9m a capacidade do \u201csentido das coisas da f\u00e9\u201d?<br \/>\nO Senhor Jesus quis que f\u00f4ssemos salvos n\u00e3o isoladamente, mas como um povo que caminha em sintonia. E o rebanho tem, muitas vezes, o cheiro do caminho, como diz o Papa Francisco. Confiamos ou n\u00e3o no Esp\u00edrito dado \u00e0 Igreja?<br \/>\nA colegialidade episcopal \u00e9 refletida profundamente nos textos conciliares. A sua operacionalidade, concretamente na a\u00e7\u00e3o das Confer\u00eancias Episcopais, por onde anda? O exerc\u00edcio do minist\u00e9rio petrino, indiscut\u00edvel, passa pelo enquadramento nesta riqueza de comunh\u00e3o. Mas que formas reais toma a colegialidade? N\u00e3o seria um momento privilegiado para isso este da designa\u00e7\u00e3o dos pastores para as Igrejas locais? E n\u00e3o apenas com as formais consultas, mas com o di\u00e1logo franco\u2026<br \/>\nO monop\u00f3lio do poder e da verdade, o juridicismo, o clericalismo n\u00e3o s\u00e3o os caminhos da Igreja aut\u00eantica. Se outras tivessem sido as pr\u00e1ticas e disposi\u00e7\u00f5es, talvez n\u00e3o tivesse existido a divis\u00e3o entre Oriente e Ocidente no s\u00e9culo XI, entre cat\u00f3licos e protestantes no s\u00e9culo XVI e entre catolicismo romano e mundo ilustrado moderno nos s\u00e9culos XVIII e XIX. N\u00e3o ser\u00e1 o caso, seguramente, de novos cismas. Mas poder\u00edamos ser testemunho para o mundo de verdadeira vida de transpar\u00eancia e comunh\u00e3o fraternas, de corresponsabilidade pr\u00e1tica na miss\u00e3o da Igreja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 . O ensino profissional reclama uma aten\u00e7\u00e3o permanente \u00e0 realidade do caminho dos formandos, implicando com frequ\u00eancia o refazer do cronograma e o trabalho de recupera\u00e7\u00e3o. Diria que a realidade a pastorear reclama a mesma aten\u00e7\u00e3o: um servi\u00e7o de atendimento permanente, \u201cequipas\u201d em permanente preven\u00e7\u00e3o. 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