{"id":25069,"date":"2014-06-12T09:07:04","date_gmt":"2014-06-12T09:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25069"},"modified":"2014-06-12T09:07:04","modified_gmt":"2014-06-12T09:07:04","slug":"monsenhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/monsenhor\/","title":{"rendered":"Monsenhor"},"content":{"rendered":"<p>Neste mundo em que temos a Gra\u00e7a de viver, acostumamo-nos a ter pessoas que se tornam refer\u00eancia para n\u00f3s. Primeiro, os pais e os irm\u00e3os, e felizes os que os t\u00eam como boa refer\u00eancia, j\u00e1 que as fam\u00edlias divididas e em guerras nem sempre favorecem o bom conv\u00edvio\u2026 Depois, os nossos professores e colegas de escola, a figura do catequista e dos coleguinhas de religi\u00e3o, o p\u00e1roco da nossa terra e os que fomos vendo suceder, os vizinhos que foram nossos colegas de jogos e traquinices, o primeiro namoro, o nosso primeiro e forte encontro com Deus naquele retiro que as religiosas amigas tenham organizado, enfim, cada um com a sua hist\u00f3ria de rela\u00e7\u00f5es.<br \/>\nVibramos com os nossos chamados \u201c\u00eddolos\u201d do cinema, da m\u00fasica, do desporto, das novelas. S\u00e3o refer\u00eancia, quer queiramos, quer n\u00e3o, nem sempre positiva, segundo os par\u00e2metros gerais da sociedade. Vamos crescendo, mas nunca s\u00f3s. E na nossa mente, este mundo de gente acompanha-nos e por vezes faz-nos sofrer, pois os que nos fazem mal tamb\u00e9m se tornam refer\u00eancia.<br \/>\nJESUS acaba por ser, com MARIA, a refer\u00eancia principal de quem faz verdadeira caminhada na F\u00e9, e da\u00ed fica o retiro &#8211; ou o curso de cristandade, ou a peregrina\u00e7\u00e3o \u2013 como refer\u00eancia desse encontro que divide a nossa vida entre um antes e um depois desse momento vivido em que se descobriu o grande amigo Deus.<br \/>\nNa Igreja diocesana de Aveiro, as refer\u00eancias e riquezas s\u00e3o muitas. Desde as figuras dos bispos desta Diocese restaurada, e escrevo quando estamos \u00e0 espera de um novo bispo, com ansiedade serena e curiosidade, at\u00e9 de leigos grandiosos a n\u00edvel diocesano e paroquial, nos diferentes secretariados e trabalhos, como muitos que j\u00e1 partiram e outros tantos que d\u00e3o o seu melhor. Di\u00e1conos e sacerdotes, quantos t\u00e3o inesquec\u00edveis&#8230; Vamo-nos lembrando deles aqui e ali, em momentos em que o terem sido refer\u00eancia nos estimula a mem\u00f3ria.<br \/>\nGosto das homenagens p\u00f3stumas que fazem bem aos que ficam, como a vela ou as flores do cemit\u00e9rio tamb\u00e9m nos fazem bem a n\u00f3s \u2013 e n\u00e3o sabemos o que significa para quem morre, pois ainda n\u00e3o chegamos l\u00e1. Mas, sobretudo, \u00e9 preciso falar de quem est\u00e1 vivo e \u00e9 refer\u00eancia, n\u00e3o para elogiar a ponto de querermos algo em troca, mas para dizer a essa pessoa o quanto ela \u00e9 importante para n\u00f3s e como \u00e9 um vivo dom de Deus!<br \/>\nDe quem vou falar, os elogios passam ao lado assim como as cr\u00edticas. Ele vive a sua voca\u00e7\u00e3o com a certeza de ter acertado o passo e foi isso que ouvi de sua boca, quando, no dia da Ascens\u00e3o, celebrou, na qualidade de Administrador Diocesano, e concedeu o Crisma a alguns fi\u00e9is das minhas terras de miss\u00e3o.<br \/>\nMonsenhor Jo\u00e3o Gaspar \u00e9 refer\u00eancia para todos n\u00f3s. Silencioso. Observador. Sem grandes brilhos, pois servia os bispos e aparecia pouco. Ouvia-se pouco quando falava o prelado. Mas estava ali. E esteve ao lado de muitos ou todos em imensos momentos em que nem o esper\u00e1vamos. A palavra sempre oportuna e amiga. O di\u00e1logo respeitoso, calmo e sereno. A cultura impressionante, caracterizada pelo amor a Aveiro, a Santa Joana, \u00e0 Igreja e ao presbit\u00e9rio, e seu amor pela Hist\u00f3ria. Para mim, pelo menos, ouvi-lo \u00e9 um prazer. Sabe tanto e t\u00e3o sem pretens\u00f5es que nem calculamos o tesouro que possu\u00edmos. Senti-o vivamente naquela Missa de Crisma, no almo\u00e7o fraterno\u2026 Sem d\u00favida, \u00e9 um dom. E n\u00e3o poderia deixar, na continuidade de um esp\u00edrito jubilar, de lhe dizer \u201cObrigado, bem haja\u201d, pela sua vida sacerdotal, o seu testemunho, a sua dedica\u00e7\u00e3o, as suas correrias para estar presente na vida de tanta gente, sobretudo nos momentos de dor, mas tamb\u00e9m de anivers\u00e1rios, de d\u00favidas, de incertezas. Como um anjo silencioso que caminha atento para fazer o bem onde ele for solicitado.<br \/>\nObrigado, Monsenhor Jo\u00e3o Gaspar. Que viva muitos anos a estimular-nos a seguir o nosso caminho e que os nossos seminaristas sintam, ao olhar para si, a responsabilidade da sua miss\u00e3o, em dar continuidade, em Aveiro, ao clero de qualidade, que somos, no qual a sua figura se destaca, com vest\u00edgios de santidade. Um abra\u00e7o de todos n\u00f3s!<br \/>\n<strong>Vitor Espadilha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste mundo em que temos a Gra\u00e7a de viver, acostumamo-nos a ter pessoas que se tornam refer\u00eancia para n\u00f3s. 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