{"id":25128,"date":"2014-07-03T15:04:49","date_gmt":"2014-07-03T15:04:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25128"},"modified":"2014-07-03T15:04:49","modified_gmt":"2014-07-03T15:04:49","slug":"oliveira-irmao-60-anos-de-uma-empresa-que-presta-relevantes-apoios-desportivos-culturais-e-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/oliveira-irmao-60-anos-de-uma-empresa-que-presta-relevantes-apoios-desportivos-culturais-e-sociais\/","title":{"rendered":"Oliveira &#038; Irm\u00e3o &#8211; 60 anos de uma empresa que presta relevantes apoios desportivos, culturais e sociais"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_25129\" aria-describedby=\"caption-attachment-25129\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oli.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25129\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oli.jpg\" alt=\"Edif\u00edcio principal da empresa, em Esgueira\" width=\"500\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oli.jpg 500w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oli-300x129.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25129\" class=\"wp-caption-text\">Edif\u00edcio principal da empresa, em Esgueira<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fundada em 1954, a empresa Oliveira &amp; Irm\u00e3o emprega 418 pessoas e exporta 80 por cento do que produz.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A empresa Oliveira &amp; Irm\u00e3o (ou OLI) est\u00e1 a comemorar 60 anos. O ponto alto das comemora\u00e7\u00f5es acontece no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, 5 de julho, com v\u00e1rias iniciativas. Pelas 15h, ser\u00e1 descerrada uma l\u00e1pide em honra dos fundadores, a quem foi atribu\u00edda uma rua na zona industrial de Aveiro. \u00c0s 19 horas, celebra-se a Eucaristia na Igreja de Jesus do Museu de Aveiro, lembrado sobretudo o fundador Ant\u00f3nio Rodrigues Oliveira e sua esposa, Maria Moura. Preside \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o o P.e Joaquim Martins. Segue-se um jantar de gala no Museu de Aveiro.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 muito habitual uma empresa incluir a celebra\u00e7\u00e3o da Missa nas suas comemora\u00e7\u00f5es, pelo que o Correio do Vouga perguntou ao administrador Rui Oliveira o porqu\u00ea deste momento. \u201cEu sou cat\u00f3lico. O meu irm\u00e3o [Ant\u00f3nio Oliveira], tamb\u00e9m. Costumo participar na Missa. Faz todo o sentido incluir esta celebra\u00e7\u00e3o. Mas eu j\u00e1 disse aos convidados destas comemora\u00e7\u00f5es que s\u00f3 participa quem quer. Mas para n\u00f3s, faz todo o sentido\u201d.<br \/>\nA empresa, criada em 1954 pelo pai e tio dos dois s\u00f3cios principais atuais (eram eles o \u201cOliveira e irm\u00e3o\u201d, mas a express\u00e3o adequa-se na perfei\u00e7\u00e3o aos donos e administradores de hoje), fabrica sistemas de instala\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, tendo como produto principal os autoclismos. Com um volume de neg\u00f3cios anual a ultrapassar os 43 milh\u00f5es de euros, a OLI vive essencialmente das exporta\u00e7\u00f5es. \u201cExportamos 80 por cento do que fabricamos para toda a Europa, incluindo a Escandin\u00e1via e a R\u00fassia. Estamos a crescer na Ar\u00e1bia Saudita e estamos presentes na Am\u00e9rica Latina, mas l\u00e1 damos dois passos \u00e0 frente e um para tr\u00e1s. O mercado portugu\u00eas vale apenas 20 por cento e tem estado estacion\u00e1rio nos \u00faltimos anos\u201d, explica Rui Oliveira, que entrou para a empresa no dia 1 de abril de 1975, depois do curso e de ter cumprido o servi\u00e7o militar em Angola.<br \/>\nPara manter o crescimento da empresa, a OLI tem apostado na inova\u00e7\u00e3o e na elevada forma\u00e7\u00e3o dos colaboradores. 10 por cento dos 418 funcion\u00e1rios s\u00e3o engenheiros. Por outro lado, colabora com as universidades de Aveiro e de Coimbra e acolhe estagi\u00e1rios destas academias. Se hoje \u00e9 raro ouvir-se um autoclismo a fazer barulho quando se enche de \u00e1gua, \u00e9 porque a Oliveira &amp; Irm\u00e3o inventou o autoclismo silencioso. O mecanismo n\u00e3o foi patenteado e as outras empresas copiaram-no. Ora, em 2013, a empresa patenteou sete inven\u00e7\u00f5es. Foi a ind\u00fastria portuguesa que registou mais patentes no ano passado. \u201cGrandes em experi\u00eancia; jovens nas ideias\u201d \u00e9, ali\u00e1s, o mote para a celebra\u00e7\u00e3o dos 60 anos.<br \/>\nSendo uma empresa que d\u00e1 trabalho a quase meio milhar de pessoas, a Oliveira &amp; Irm\u00e3o tem um grande papel na regi\u00e3o de Aveiro (em n\u00famero de colaboradores, s\u00f3 ser\u00e1 ultrapassada pela Vulcano e pela Portucel). Mas a sua influ\u00eancia faz-se sentir tamb\u00e9m no apoio a atividades desportivas, culturais e sociais. \u00c9 comum ver o s\u00edmbolo \u201cOLI\u201d associado aos mais variados eventos. A empresa, nos seus fundadores, apoiou o Centro Social de Esgueira (no centro de Esgueira) e apoia o Centro Social Paroquial de Santo Andr\u00e9 de Esgueira (em Matadu\u00e7os), tal como patrocina o Esgueira Basket (Clube do Povo de Esgueira) e tem oferecido dos seus materiais a diversas obras da Diocese de Aveiro, de que a Casa Sacerdotal \u00e9 o exemplo mais recente.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Origens na Rua C\u00e2ndido dos Reis<\/strong><br \/>\nA Oliveira&amp; Irm\u00e3o foi fundada pelos irm\u00e3os Ant\u00f3nio Rodrigues Oliveira e Saul Rodrigues Oliveira no dia 1 de mar\u00e7o de 1954. Os dois sa\u00edram da empresa Metalomec\u00e2nica (que come\u00e7ou por fazer pe\u00e7as em ferro fundido para os navios do armador Vilarinho) para fundar a nova empresa na Rua C\u00e2ndido dos Reis, n.\u00ba 35. Ant\u00f3nio tratava das encomendas e das contas, Saul ia de comboio e bicicleta tratar das vendas de pe\u00e7as em ferro fundido, de fogareiros a ferros de engomar, passando por formas de sapateiro.<br \/>\nA empresa cresceu e mudou-se para um edif\u00edcio maior na rua Hintze Ribeiro e, na d\u00e9cada de 1970, para as atuais instala\u00e7\u00f5es, em Esgueira. Sucessivamente, apostou nos motores de rega, chegando a vender 4000 por ano, e na comercializa\u00e7\u00e3o de material metalo-sanit\u00e1rio importado da It\u00e1lia, bem como de m\u00e1quinas de lavar, frigor\u00edficos, arcas&#8230;, numa parceria com a empresa Cibiemme Plast. Como o transporte encarece o produto, surgiu a ideia de fabricar em vez de importar e apareceu o primeiro autoclismo fabricado em Aveiro, o Kariba. Com a mudan\u00e7a de parceiro italiano \u2013 saiu a Cibiemme, entrou a Valsir \u2013 e empresa apostou definitivamente na internacionaliza\u00e7\u00e3o dos seus produtos.<br \/>\nOutra data importante na hist\u00f3ria da empresa \u00e9 12 de maio de 1954, quando a escritura da empresa foi publicada no \u201cDi\u00e1rio do Governo\u201d. Por feliz coincid\u00eancia, trata-se do feriado municipal de Aveiro (que em 1954 ainda n\u00e3o era comemorado), o que levou a empresa a oferecer em 2014 o concerto dos Azeitonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Tr\u00eas perguntas a Rui Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>\u201cNunca t\u00ednhamos mandado ningu\u00e9m<\/strong><br \/>\n<strong>embora por n\u00e3o termos trabalho\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<figure id=\"attachment_25130\" aria-describedby=\"caption-attachment-25130\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Rui.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-25130 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Rui-150x150.jpg\" alt=\"Rui Oliveira, administrador\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Rui-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Rui-300x297.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Rui.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25130\" class=\"wp-caption-text\">Rui Oliveira, administrador<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p><strong>CORREIO DO VOUGA &#8211; A Oliveira &amp; Irm\u00e3o faz, podemos dizer, um importante trabalho de mecenato social, apoiando diversas institui\u00e7\u00f5es e projetos. \u00c9 uma caracter\u00edstica da empresa?<\/strong><br \/>\n<strong>RUI OLIVEIRA<\/strong> &#8211; Sempre tivemos essa vertente, desde o tempo do meu pai, que apoiou o Centro Social da Esgueira. Mas n\u00e3o temos nada escrito. D\u00e1-se porque se d\u00e1. Quando nos pedem e n\u00f3s podemos, ajudamos.<\/p>\n<p><strong>60 anos na vida de uma empresa \u00e9 muito tempo, certamente com momentos felizes e outros dolorosos. Qual foi o momento mais dif\u00edcil desde que est\u00e1 na empresa?<\/strong><br \/>\nFoi em 2008, no auge da crise. Tivemos de mandar 100 pessoas embora. Foi o momento mais dif\u00edcil. Nunca t\u00ednhamos mandado ningu\u00e9m embora por n\u00e3o termos trabalho. Nunca t\u00ednhamos passado por uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil. Mas se n\u00e3o o faz\u00edamos, ia tudo abaixo. Felizmente que o fizemos, porque salv\u00e1mos a empresa, e infelizmente para quem teve de ir embora. Alguns foram depois reintegrados e outros foram para outro lado. Mas esta foi \u201caquela decis\u00e3o que d\u00f3i\u201d.<\/p>\n<p><strong>E os momentos melhores da empresa?<\/strong><br \/>\nPodemos dizer que s\u00e3o todos aqueles quando chegamos ao final do ano e vemos que alcan\u00e7amos os nossos objetivos. Houve, contudo, alguns per\u00edodos de forte crescimento. O per\u00edodo a seguir ao 25 de Abril foi bom para ganhar dinheiro. Hoje vend\u00edamos a 10, amanh\u00e3 a 12 e depois a 14. Quando o meu pai morreu, em 1986, ele deixou tudo definido, mas a sa\u00edda do meu tio, por sua vontade, deixou marcas. Tivemos de arranjar 120 mil contos e os juros estavam a 35 ou 36 por cento. Mas tudo se arranjou e foi melhor assim. Depois, o grande salto aconteceu na d\u00e9cada de 1990, com a associa\u00e7\u00e3o a uma empresa italiana e a produ\u00e7\u00e3o de autoclismos em Portugal. Atualmente temos uma parceria com outra empresa italiana, a Valsir. Eles s\u00e3o donos de 50 por cento da empresa [aveirense] e n\u00f3s somos donos de 90 por cento da empresa italiana, mas cada uma mant\u00e9m as suas administra\u00e7\u00f5es. Temo-nos dado bem. N\u00e3o tem havido chatices.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Fundada em 1954, a empresa Oliveira &amp; Irm\u00e3o emprega 418 pessoas e exporta 80 por cento do que produz. &nbsp; A empresa Oliveira &amp; Irm\u00e3o (ou OLI) est\u00e1 a comemorar 60 anos. O ponto alto das comemora\u00e7\u00f5es acontece no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, 5 de julho, com v\u00e1rias iniciativas. 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