{"id":25151,"date":"2014-07-08T16:11:54","date_gmt":"2014-07-08T16:11:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25151"},"modified":"2014-07-08T16:11:54","modified_gmt":"2014-07-08T16:11:54","slug":"dois-documentos-historicos-e-atuais-de-paulo-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dois-documentos-historicos-e-atuais-de-paulo-vi\/","title":{"rendered":"Dois documentos hist\u00f3ricos (e atuais) de Paulo VI"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/livro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-25152 size-medium\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/livro-192x300.jpg\" alt=\"livro\" width=\"192\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/livro-192x300.jpg 192w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/livro.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 192px) 100vw, 192px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Gaudete in Domino<\/strong><br \/>\n<strong>(\u201cAlegrai-vos no Senhor\u201d)<\/strong><br \/>\n<strong>e Evangelii Nuntiandi<\/strong><br \/>\n<strong>(\u201cAnunciar o Evangelho\u201d)<\/strong><br \/>\nPaulus<br \/>\n152 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cEvangelii Gaudium\u201d (\u201cA Alegria do Evangelho\u201d), do Papa Francisco, datada de 23 de novembro de 2013 (o Ano da F\u00e9 terminava no dia seguinte), levou muita gente a pensar em dois documentos de Paulo VI que agora a editora Paulus decidiu publicar num \u00fanico volume.<br \/>\n\u201cGaudete in Domino\u201d (\u201cAlegrai-vos no Senhor\u201d) \u00e9 uma exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica sobre a alegria. Foi publicada em 1975, em pleno Ano Santo (ou Jubileu). Desde o s\u00e9culo XV que a Igreja tem celebrado anos jubilares de 25 em 25 anos. Para ficarmos com alguns exemplos, 1725 foi Ano Santo do resgate dos escravos; 1925 foi o Ano Santo da Pacifica\u00e7\u00e3o e da Paz; 1950 foi jubileu do grande perd\u00e3o, quando a Europa ainda estava em escombros devido a II Guerra Mundial, tendo sido proclamado o dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora.<br \/>\nO Ano Santo de 1975 foi o primeiro depois do II Conc\u00edlio do Vaticano. Para alguns, a proclama\u00e7\u00e3o de um Ano Santo, com as peregrina\u00e7\u00f5es a Roma e incluindo o rito de abrir e fechar a Porta Santa, parecia algo de medieval, sem sentido. O Papa Paulo VI apostou na continua\u00e7\u00e3o desta tradi\u00e7\u00e3o, tal como a seguir Jo\u00e3o Paulo II, com o Ano Santo da Reden\u00e7\u00e3o (1983) e o Grande Jubileu de 2000, e deixou-nos esta exorta\u00e7\u00e3o sobre a alegria, a renova\u00e7\u00e3o interior e a reconcilia\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDepois de abordar o tema da alegria \u201cno cora\u00e7\u00e3o de todos os homens, no Antigo Testamento, no Novo, \u201cno cora\u00e7\u00e3o dos santos\u201d, para todo o povo, e \u201cno cora\u00e7\u00e3o dos jovens\u201d (cap\u00edtulos I a VI \u2013 que muito ganhamos em ler ou reler), Paulo VI termina com apelos \u00e0 uni\u00e3o sob a autoridade que Pedro e os sucessores recebem de Cristo (cap. VII). Pede uma sintonia \u201ccom a aut\u00eantica tradi\u00e7\u00e3o conservada em Roma\u201d, porque a \u201calegria comum, verdadeiramente sobrenatural, dom do Esp\u00edrito de unidade e de amor\u201d, \u201cs\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel na verdade, onde a prega\u00e7\u00e3o da f\u00e9 for acolhida integralmente, segundo a norma apost\u00f3lica\u201d. Paulo VI receava justamente a barafunda \u2013 pastoral, lit\u00fargica, e at\u00e9 dogm\u00e1tica \u2013 que se seguiu ao Conc\u00edlio em alguns pa\u00edses e comunidades.<br \/>\nA \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d (\u201cAnunciar o Evangelho\u201d), tamb\u00e9m uma exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica (ou seja, um apelo a valores e viv\u00eancias por parte de um Papa num documento menos solene que a enc\u00edclica), ser\u00e1 um documento mais conhecido. Continua a ser a grande refer\u00eancia para a evangeliza\u00e7\u00e3o. Muitos j\u00e1 ter\u00e3o lido ou ouvido pelo menos aquela frase sobre as testemunhas e os mestres (que D. Ant\u00f3nio Marcelino tanto gostava de citar): \u201cO homem contempor\u00e2neo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, ou ent\u00e3o se escuta os mestres, \u00e9 porque eles s\u00e3o testemunhas\u201d (n.\u00ba 41).<br \/>\nA evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma ci\u00eancia exata, mas nesta exorta\u00e7\u00e3o de 8 de dezembro de 1975, no d\u00e9cimo ano do encerramento do Conc\u00edlio, o Papa Montini deixa o que mais se assemelha a uma explana\u00e7\u00e3o met\u00f3dica do evangelizar. Assuntos deste manual da evangeliza\u00e7\u00e3o: De Cristo evangelizador a uma Igreja evangelizadora; O que \u00e9 evangelizar?; O conte\u00fado da evangeliza\u00e7\u00e3o; As vias da evangeliza\u00e7\u00e3o; Os destinat\u00e1rios da evangeliza\u00e7\u00e3o; Os obreiros da evangeliza\u00e7\u00e3o; O esp\u00edrito da evangeliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d sucedeu ao s\u00ednodo dos bispos de 1974, que teve como tema \u201ca evangeliza\u00e7\u00e3o no mundo moderno\u201d.<br \/>\nEstas dois documentos de Paulo VI ajudam a contextualizar e a fundamentar a \u201cEvangelli Gaudium\u201d, do Papa Francisco, a qual, sucedendo ao s\u00ednodo de 2012, sobre a nova evangeliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 a formula\u00e7\u00e3o franciscana, pessoal\u00edssima, das preocupa\u00e7\u00f5es manifestadas na aula sinodal.<br \/>\nOs dois documentos de Paulo VI est\u00e3o no tecido da primeira e at\u00e9 agora \u00fanica exorta\u00e7\u00e3o do papa argentino. \u201cGaudete in Domino\u201d \u00e9 o primeiro documento citado por Francisco em \u201cA alegria do Evangelho\u201d, j\u00e1 a \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d \u00e9 o mais citado dos documentos dos papas: uma d\u00fazia de vezes.<br \/>\n<strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gaudete in Domino (\u201cAlegrai-vos no Senhor\u201d) e Evangelii Nuntiandi (\u201cAnunciar o Evangelho\u201d) Paulus 152 p\u00e1ginas &nbsp; A exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cEvangelii Gaudium\u201d (\u201cA Alegria do Evangelho\u201d), do Papa Francisco, datada de 23 de novembro de 2013 (o Ano da F\u00e9 terminava no dia seguinte), levou muita gente a pensar em dois documentos de Paulo VI que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-25151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25151"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25153,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25151\/revisions\/25153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}