{"id":2523,"date":"2010-09-29T09:31:00","date_gmt":"2010-09-29T09:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2523"},"modified":"2010-09-29T09:31:00","modified_gmt":"2010-09-29T09:31:00","slug":"pensar-a-republica-questionar-a-presenca-na-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pensar-a-republica-questionar-a-presenca-na-sociedade\/","title":{"rendered":"Pensar a Rep\u00fablica, questionar a presen\u00e7a na sociedade"},"content":{"rendered":"<p>Revista <!--more--> Rep\u00fablica<\/p>\n<p>Communio. Revista Internacional Cat\u00f3lica<\/p>\n<p>Janeiro \/ Fevereiro \/ Mar\u00e7o de 2010<\/p>\n<p>130 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Sa\u00eddo h\u00e1 um par de meses (embora com data do primeiro trimestre deste ano), a revista \u201cCommunio\u201d tem como tema principal a \u201cRep\u00fablica\u201d, mas n\u00e3o o aborda em exclusivo na perspectiva dos 100 anos da sua implanta\u00e7\u00e3o em Portugal \u2013 a comemorar na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira. Na verdade, mais estimulante do que evocar esse momento hist\u00f3rico \u00e9 analisar o que significa o regime da Rep\u00fablica em algumas das suas formas hist\u00f3ricas. Este n\u00famero da \u201cRevista Internacional Cat\u00f3lica\u201d pretende, pois, ser espa\u00e7o para \u201cuma reflex\u00e3o sobre a Rep\u00fablica enquanto modo de pensar e organizar a colectividade humana nesse registo espec\u00edfico que \u00e9 a experi\u00eancia da cidadania\u201d. E consegue-o em quatro ou cinco artigos, todos informativos, mas alguns especialmente pol\u00e9micos e provocadores para a tal experi\u00eancia da cidadania que, na perspectiva crente, adquire um sentido mais profundo ao ser iluminada pela revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p>Exemplo dos artigos informativos s\u00e3o os de Jo\u00e3o Seabra e Lu\u00eds Machado de Abreu, respectivamente \u201cA \u00abLei da Separa\u00e7\u00e3o\u00bb de 1911\u201d e \u201cPerspectivas sobre o anticlericalismo portugu\u00eas\u201d.<\/p>\n<p>O primeiro volta \u00e0 eterna quest\u00e3o da \u201cLei da Separa\u00e7\u00e3o\u201d, para dizer que se tratou de \u201cuma vergonha (\u2026) para a hist\u00f3ria democr\u00e1tica do pa\u00eds\u201d, na medida em que a Lei \u201cfoi o instrumento principal de uma campanha pol\u00edtica, legislativa, escolar, cultural, jornal\u00edstica, por vezes militar, que tinha como objectivo erradicar o catolicismo de Portugal\u201d. Se o artigo tivesse sido escrito depois da vinda de Bento XVI a Portugal, talvez os termos a usar fossem outros, porque, recorde-se, o Papa afirmou o que muitos outros pensam: que a Rep\u00fablica, ainda que por linhas tortas, criou espa\u00e7os de liberdade \u00e0 Igreja portuguesa. H\u00e1 males que v\u00eam por bem.<\/p>\n<p>O segundo tra\u00e7a um retrato do anticlericalismo de h\u00e1 100 anos para c\u00e1, contra a ideia de que ele tenha sido \u201cde uma pe\u00e7a s\u00f3 e n\u00e3o uma realidade multifacetada e complexa\u201d.<\/p>\n<p>Artigos provocadores, na medida em obrigam a repensar comportamentos, s\u00e3o os de Isidro Lamelas e Lu\u00eds Salgado Matos. O primeiro analisa o pensamento dos crist\u00e3os das eras p\u00f3s-apost\u00f3licas para concluir sobre a imposs\u00edvel deser\u00e7\u00e3o da cidade terrena. O segundo, num artigo sobre \u201cigrejas crist\u00e3s e revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, defende que as revolu\u00e7\u00f5es, at\u00e9 \u00e0 da Comuna de Paris, em 1871, s\u00e3o sempre assumidas e por vezes lideradas pelos crist\u00e3os. Mesmo a Francesa, de 1789, que s\u00f3 se tornou anticrist\u00e3o, at\u00e9 Napole\u00e3o, porque a Santa S\u00e9 proibiu o princ\u00edpio da Igreja nacional, desejada pelos revolucion\u00e1rios. No final do artigo, olhando para a actualidade, o investigador afirma que a Igreja cat\u00f3lica, hoje, \u201ctem a sim\u00e9trica oportunidade de ser reaccion\u00e1ria\u201d, n\u00e3o na quest\u00e3o social, porque defende os trabalhadores, os imigrantes, a fam\u00edlia, quase sempre contra o Estado, mas na quest\u00e3o cient\u00edfica, por \u201cacentuar as conclus\u00f5es pr\u00e1ticas da sua condena\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias da natureza\u201d. Discut\u00edvel.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-2523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}