{"id":2524,"date":"2010-09-29T09:32:00","date_gmt":"2010-09-29T09:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2524"},"modified":"2010-09-29T09:32:00","modified_gmt":"2010-09-29T09:32:00","slug":"dar-com-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dar-com-alegria\/","title":{"rendered":"Dar com alegria"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 50 <!--more--> Dar e dar-se \u00e9 amor na sua defini\u00e7\u00e3o. Dar com alegria implica que eu me sinta, como h\u00e1 dias me disse algu\u00e9m, um \u201ceco de amor\u201d, que vem de Deus e invade o mundo.  Dar o que \u00e9 nosso e dar o que n\u00f3s somos, na nossa imensa capacidade. <\/p>\n<p>Quando era mais novo, vi um filme na TV que nunca mais esqueci, tanto me impressionei com ele. Tratava-se de um homem e de uma mulher em situa\u00e7\u00f5es separadas, mas que iam sendo apresentados em paralelo, ora uma situa\u00e7\u00e3o da vida dele, ora da vida dela. Ele era bondoso, extremamente carinhoso com todas as pessoas que encontrava no caminho. Ela era o oposto: m\u00e1, s\u00f3 prejudicava e fazia chorar. Nas \u00faltimas cenas, os dois aparecem juntos no mesmo apartamento. Afinal, eram um casal e tinham estado todo aquele dia na rua, cada um envolvido na sua bondade ou na sua maldade. E o filme termina quando ele diz para ela: \u201cAmanh\u00e3 trocamos os pap\u00e9is. Eu farei o mal e tu far\u00e1s o bem\u201d. Fiquei chocado com o desenlace do filme. Mas entendi a mensagem: O amor, como o pecado, nada custam; com o mesmo esfor\u00e7o para fazer o mal tamb\u00e9m podemos fazer o bem; a tua vida pode ser orientada pelo que mais prazer te d\u00e1; e s\u00f3 h\u00e1 felicidade em quem d\u00e1 e d\u00e1 com alegria, em quem faz surgir um sorriso nos olhos e nos l\u00e1bios; que odiar n\u00e3o \u00e9 natural no homem.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m penso na qualidade desse amor. Para dar e causar alegria, devemos dar com efic\u00e1cia e responsabilidade pessoal. Lembro-me de que na minha forma\u00e7\u00e3o, quando nos orient\u00e1vamos nos aspectos da vida pastoral, algu\u00e9m chamou-nos a aten\u00e7\u00e3o para o ser leitor nas missas. De facto, por vezes surpreende-nos a falta de cuidado das pessoas na sua consci\u00eancia do outro. Vemos isso no estacionar o carro na cidade, nas casas de banho p\u00fablicas que encontramos sujas e em tantas outras coisas. Quando proclamo a Palavra de Deus, n\u00e3o estou a l\u00ea-la para mim, como um jovenzinho que est\u00e1 na sala de aulas. Estou a proclam\u00e1-la para os outros, pelo que devo preocupar-se que o outro ou\u00e7a e entenda o que digo e leio. Sou s\u00f3 ve\u00edculo. Nos aeroportos vemos esta falta de cuidado ou nas esta\u00e7\u00f5es de comboio. D\u00e3o-se avisos de tal modo que s\u00f3 quem falou sabe o que disse. Se a ac\u00fastica \u00e9 m\u00e1, o esfor\u00e7o em contorn\u00e1-la \u00e9 pior. Contentamo-nos com pouco, mas na hora de sermos destinat\u00e1rios, queremos o m\u00e1ximo e reclamamos: N\u00e3o se ouve. N\u00e3o entendi nada\u2026 H\u00e1 que saber pronunciar, saber guardar a dist\u00e2ncia do microfone ou ir variando essa dist\u00e2ncia conforme a entoa\u00e7\u00e3o que a leitura nos exige. A leitura pode n\u00e3o ser uniforme. Conforme o di\u00e1logo, tem de ser mais alta, ou mais baixa, respeitando as pontua\u00e7\u00f5es, a admira\u00e7\u00e3o, etc. Isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dar, mas dar com alegria. N\u00e3o \u00e9 o dar sorrindo, mas o dar bem, para que o outro se sinta servido com qualidade, e isto aplica-se em todas as circunst\u00e2ncias da nossa vida. Por isso, os termos que usamos t\u00eam muito mais para nos dizer do que o que aparentemente parece, como acontece com os enunciados dos dez mandamentos. Que esta reflex\u00e3o nos ajude a estarmos mais atentos ao eco de amor que devemos ser. <\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 50<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-2524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}