{"id":25371,"date":"2014-10-16T14:05:28","date_gmt":"2014-10-16T14:05:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25371"},"modified":"2014-10-16T14:05:28","modified_gmt":"2014-10-16T14:05:28","slug":"o-poder-do-terco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-poder-do-terco\/","title":{"rendered":"O poder do Ter\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>O Ter\u00e7o aparece como desejo da Igreja, sobretudo nos mais pobres, de rezar os salmos da B\u00edblia, que s\u00e3o 150. Como s\u00f3 os nobres sabiam ler, rezavam-se 150 Av\u00e9-Marias. Passou a chamar-se Ros\u00e1rio quando se pensou em oferecer a Maria, com esta ora\u00e7\u00e3o, uma coroa de rosas, visto que a ideia vem da Inglaterra, que tem como s\u00edmbolo a rosa. Passou a chamar-se \u201cSalt\u00e9rio dos pobres\u201d ou \u201cSalt\u00e9rio da Virgem Maria\u201d. Com o tempo, foram acrescentados os mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio, para que a conviv\u00eancia com a B\u00edblia se torne mais viva e eficaz no cora\u00e7\u00e3o dos humildes.<br \/>\nNo tempo da heresia dos c\u00e1taros, ou albigenses, em Muret, Fran\u00e7a, s\u00e3o Domingos recebeu a revela\u00e7\u00e3o, em 1213, que ensinar o Ros\u00e1rio ao povo os ajudaria a sair da ignor\u00e2ncia sobre os Mist\u00e9rios de Jesus, visto que esta heresia compreendia pessoas muito nobres e cultas e s\u00f3 com forma\u00e7\u00e3o se poderia vencer. S\u00e3o Domingos envia os seus frades para estudar teologia e prega o Ros\u00e1rio, com os seus mist\u00e9rios, aos pobres, convertendo muita gente e conseguindo do meio dos hereges as primeiras mulheres dominicanas.<br \/>\nInfelizmente, o rei mandou matar as pessoas, pois achava que a ideia de s\u00e3o Domingos era lenta de mais e v\u00e1rios interesses pol\u00edticos e econ\u00f3micos estavam em causa\u2026 E o genoc\u00eddio aconteceu, com muito desgosto para s\u00e3o Domingos.<br \/>\nMaria vem confirmar a import\u00e2ncia deste esfor\u00e7o dominicano aparecendo em Lourdes, em 1858, e falando dos mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio, que s\u00e3o alma do Ros\u00e1rio. O mesmo acontece noutras apari\u00e7\u00f5es, que culminam com F\u00e1tima, onde, em 13 de outubro, ela se intitula \u201cSenhora do Ros\u00e1rio\u201d, j\u00e1 venerada na igreja paroquial de F\u00e1tima, e que um dia sorriu \u00e0 L\u00facia.<br \/>\nPor causa da Batalha de Lepanto, em 1571, no dia 7 de outubro, Pio V, que mandara rezar o Ros\u00e1rio para pedir a vit\u00f3ria, que aconteceu, instituiu a festa da Senhora do Ros\u00e1rio. Bento XV pediu ao povo crist\u00e3o que rezasse o Ros\u00e1rio para acabar a I Guerra Mundial e a resposta vem com o Anjo da Paz e a Senhora da Paz em F\u00e1tima, em 1917. A mesma ideia encontramos no pontificado de s\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, que considerar\u00e1 o Ros\u00e1rio a sua ora\u00e7\u00e3o preferida.<br \/>\n\u00c9 interessante verificar que a padroeira das miss\u00f5es, Teresa de Lisieux, foi curada num dia 13 de maio pela Virgem das Vit\u00f3rias, que lhe sorriu no seu quarto.<br \/>\nO Ros\u00e1rio deixou de ser o \u201cSalt\u00e9rio dos pobres\u201d para ser o meio f\u00e1cil e acess\u00edvel para se rezar a B\u00edblia, na escola e rega\u00e7o de Maria.<br \/>\nCom o frade dominicano Alano de la Roche (s\u00e9c. XV), Maria deixou v\u00e1rias promessas a quem rezasse o Ros\u00e1rio e Lu\u00eds Grignon de Monfort deixa-nos um tratado sobre ele. Passou a ser o distintivo do ser cat\u00f3lico e encaminha as pessoas \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o e \u00e0 Eucaristia. \u00c9 um meio que serena a alma. E est\u00e1 provado que combate a depress\u00e3o. Afugenta o dem\u00f3nio. Cura a alma e aproxima-nos do c\u00e9u. Enla\u00e7a-nos com os homens. Faz-nos Igreja viva.<br \/>\nEm Yaffi, Nazar\u00e9, em Israel, no s\u00e9culo XIX, aconteceu uma hist\u00f3ria que ouvi da boca do p\u00e1roco desta cidade onde nasceu S. Tiago de Compostela: num col\u00e9gio que ainda ali existe, uma menina caiu num po\u00e7o, que estava vazio por ser ver\u00e3o. Em v\u00e3o pediu socorro, at\u00e9 que, ao darem por falta dela, descobriram-na na profundidade imensa do po\u00e7o onde ca\u00edra. A madre, hoje vener\u00e1vel, recebeu a luz de retirar da cintura o seu grande ter\u00e7o, que ainda hoje ali est\u00e1 junto do po\u00e7o, e invocou Maria, atirando o Ros\u00e1rio como \u00e2ncora de salva\u00e7\u00e3o. A menina disse que viu o Ros\u00e1rio descer suavemente e uma linda senhora estendeu a m\u00e3o e a elevou para espanto de todos. Hoje o po\u00e7o est\u00e1 numa capela-santu\u00e1rio a 5 km de Nazar\u00e9, juntamente com o ter\u00e7o que Maria usou para salvar a menina, cujas fotos de adulta e documentos sobre o facto se encontram ali devidamente expostos.<br \/>\nEm Inglaterra, h\u00e1 uma igreja que apresenta um baixo-relevo sobre Maria, que, confrontando-se com o dem\u00f3nio diante de uma balan\u00e7a, coloca pequenas contas sobre um prato da balan\u00e7a. As contas de Maria significavam os ter\u00e7os que o homem, no prato da balan\u00e7a, rezava. E Maria conseguia a vit\u00f3ria sobre a sua alma.<br \/>\nNo m\u00eas do Ros\u00e1rio, F\u00e1tima, miss\u00f5es, dos santos do Carmelo que nos falam do escapul\u00e1rio como forma complementar do Ros\u00e1rio, de consagra\u00e7\u00e3o a Maria, tamb\u00e9m presente em F\u00e1tima e Lourdes, de Teresa de \u00c1vila nos seus 500 anos de nascimento a partir do dia 15, de Teresinha de Lisieux\u2026 tudo \u00e9 um convite para fazermos do Ros\u00e1rio, mais do que uma devo\u00e7\u00e3o, um conv\u00edvio e um encontro com Deus uno e trino, no rega\u00e7o de Maria, coroada de rosas e estrelas\u2026<br \/>\n<strong>Vitor Espadilha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ter\u00e7o aparece como desejo da Igreja, sobretudo nos mais pobres, de rezar os salmos da B\u00edblia, que s\u00e3o 150. Como s\u00f3 os nobres sabiam ler, rezavam-se 150 Av\u00e9-Marias. Passou a chamar-se Ros\u00e1rio quando se pensou em oferecer a Maria, com esta ora\u00e7\u00e3o, uma coroa de rosas, visto que a ideia vem da Inglaterra, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-25371","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25371"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25371\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25372,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25371\/revisions\/25372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}