{"id":25419,"date":"2014-10-24T08:57:20","date_gmt":"2014-10-24T08:57:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25419"},"modified":"2014-10-24T08:57:20","modified_gmt":"2014-10-24T08:57:20","slug":"francisco-beatificou-paulo-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/francisco-beatificou-paulo-vi\/","title":{"rendered":"Francisco beatificou Paulo VI"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_25420\" aria-describedby=\"caption-attachment-25420\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/beati.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25420\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/beati.jpg\" alt=\"Paulo VI foi beatificado 36 anos ap\u00f3s a sua morte\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/beati.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/beati-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25420\" class=\"wp-caption-text\">Paulo VI foi beatificado 36 anos ap\u00f3s a sua morte<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O novo beato \u201csofreu muito por causa das crises que afetaram repetidamente o corpo da Igreja\u201d, durante a sua vida, tendo respondido com \u201cuma corajosa transmiss\u00e3o da f\u00e9\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Francisco beatificou o Papa Paulo VI, o pont\u00edfice que liderou a Igreja Cat\u00f3lica entre 1963 e 1978, per\u00edodo em que encerrou o Conc\u00edlio Vaticano II, o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, entre as quais uma visita a F\u00e1tima, em 1967.<br \/>\nA cerim\u00f3nia de domingo foi a pen\u00faltima etapa no reconhecimento do Papa italiano como santo, por parte da Igreja Cat\u00f3lica, num ato solene e formal que contou com a presen\u00e7a de Bento XVI, criado cardeal por Paulo VI.<br \/>\nA Missa presidida por Francisco, perante dezenas de milhares de pessoas na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, incluiu o rito de beatifica\u00e7\u00e3o propriamente dito, no qual o Papa recitou a f\u00f3rmula, em latim, com a qual permite que \u201co vener\u00e1vel servo de Deus, Paulo VI, Papa, possa ser de ora em diante chamado beato\u201d (\u201cut Venerabilis Servus Dei Paulus VI, papa, Beati nomine in posterum appelletur\u201d).<br \/>\nFrancisco estabeleceu que a festa lit\u00fargica se celebre a 26 de setembro, data de nascimento de Giovanni Battista Montini (1897-1978).<br \/>\nA biografia divulgada pelo Vaticano recorda que o novo beato \u201csofreu muito por causa das crises que afetaram repetidamente o corpo da Igreja\u201d, durante a sua vida, tendo respondido com \u201cuma corajosa transmiss\u00e3o da f\u00e9, garantindo a solidez doutrinal num per\u00edodo de mudan\u00e7as ideol\u00f3gicas\u201d.<br \/>\n\u201cManifestou uma grande capacidade de media\u00e7\u00e3o em todos os campos, foi prudente nas decis\u00f5es, tenaz na afirma\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios, compreensivo com as fraquezas humanas\u201d, acrescenta o texto.<br \/>\nGiovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Br\u00e9scia, na regi\u00e3o italiana da Lombardia, e foi ordenado padre ainda antes de completar 23 anos, em 1920, tendo feito doutoramentos em filosofia, direito civil e direito can\u00f3nico. Como padre, esteve ao servi\u00e7o diplom\u00e1tico da Santa S\u00e9 e da pastoral universit\u00e1ria italiana, tendo vivido a II Guerra Mundial no Vaticano, onde se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus.<br \/>\nAp\u00f3s o conflito, colaborou na funda\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica de Trabalhadores Italianos, antes de ser nomeado arcebispo de Mil\u00e3o, em 1954; S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII criou-o cardeal em 1958 e participou nos trabalhos preparat\u00f3rios do Conc\u00edlio Vaticano II. A 21 de junho de 1963, foi eleito Papa, escolhendo o nome de Paulo VI, e concluiu os trabalhos do Conc\u00edlio \u201centre v\u00e1rias dificuldades, estimulando a abertura da Igreja ao mundo e o respeito pela tradi\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nO novo beato foi o primeiro a realizar viagens internacionais, a come\u00e7ar pela Terra Santa, onde teve lugar um \u201cencontro hist\u00f3rico\u201d com o patriarca ortodoxo Aten\u00e1goras, incluindo a passagem por F\u00e1tima a 13 de maio de 1967 e o discurso na sede da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Nova Iorque, a 4 de outubro de 1965.<br \/>\nO Papa italiano escreveu sete enc\u00edclicas, entre as quais a \u201cHumanae vitae\u201d (1968), sobre a regula\u00e7\u00e3o da natalidade, e a \u201cPopulorum progressio\u201d (1967), sobre o desenvolvimento dos povos, tendo institu\u00eddo o S\u00ednodo dos Bispos e o Dia Mundial da Paz.<br \/>\n\u201cFez frente \u00e0s tens\u00f5es pol\u00edticas e sociais que nalgumas na\u00e7\u00f5es culminaram na \u00e9poca do terrorismo, ao qual se op\u00f4s com discursos sinceros que comoveram o mundo\u201d, relata a biografia oficial. O texto fala num homem de \u201cespiritualidade profunda\u201d, \u201cf\u00e9 forte\u201d, \u201cesperan\u00e7a indom\u00e1vel\u201d e \u201ccaridade quotidiana\u201d, que tinha um car\u00e1ter \u201creservado\u201d e uma \u201csensibilidade humana excecional\u201d.<br \/>\nO Vaticano recorda que o Papa, falecido a 6 de agosto de 1978, deixou escritos um \u201cpensamento para a morte\u201d e um \u201ctestamento\u201d, que se apresentam como \u201cobras-primas de espiritualidade e amor \u00e0 Igreja\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ag. Ecclesia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Crist\u00e3o corajoso<\/strong><br \/>\n\u201cA respeito deste grande Papa, deste crist\u00e3o corajoso, deste ap\u00f3stolo incans\u00e1vel, diante de Deus hoje s\u00f3 podemos dizer uma palavra t\u00e3o simples como sincera e importante: obrigado! Obrigado, nosso querido e amado Papa<br \/>\n<strong>Paulo VI\u201d.<\/strong><br \/>\n<strong>Papa Francisco na homilia da Missa de beatifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p><strong>Entusiasmo e pela miss\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u201cEle foi um ac\u00e9rrimo defenso da miss\u00e3o \u2018ad gentes\u2019, do que \u00e9 testemunha sobretudo a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u2018Evangelii nuntiandi\u2019, com a qual quis despertar o entusiasmo e o compromisso pela miss\u00e3o<br \/>\nda Igreja\u201d.<br \/>\n<strong>Papa Francisco, antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o do \u00e2ngelus.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao servi\u00e7o da Igreja de Jesus<\/strong><br \/>\n\u201cEle dedicou todas as suas energias ao servi\u00e7o de uma Igreja o mais poss\u00edvel conforme com o seu Senhor Jesus Cristo, de modo que, encontrando-a, o homem contempor\u00e2neo o possa encontrar a Ele, Cristo, porque tem absoluta necessidade dele. \u00c9 este o anseio profundo do Conc\u00edlio Vaticano II, ao qual corresponde a reflex\u00e3o do Papa Paulo VI sobre a Igreja\u201d.<br \/>\n<strong>Bento XVI, em novembro de 2009, durante uma visita \u00e0 cidade natal de Paulo VI, Brescia (It\u00e1lia).<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo beato \u201csofreu muito por causa das crises que afetaram repetidamente o corpo da Igreja\u201d, durante a sua vida, tendo respondido com \u201cuma corajosa transmiss\u00e3o da f\u00e9\u201d. &nbsp; Francisco beatificou o Papa Paulo VI, o pont\u00edfice que liderou a Igreja Cat\u00f3lica entre 1963 e 1978, per\u00edodo em que encerrou o Conc\u00edlio Vaticano II, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-25419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25419"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25419\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25421,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25419\/revisions\/25421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}