{"id":25562,"date":"2015-01-02T16:23:21","date_gmt":"2015-01-02T16:23:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25562"},"modified":"2015-01-02T16:23:21","modified_gmt":"2015-01-02T16:23:21","slug":"santa-joana-e-central-na-diocese-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/santa-joana-e-central-na-diocese-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Santa Joana \u00e9 central na Diocese de Aveiro"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_25563\" aria-describedby=\"caption-attachment-25563\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/sjoana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25563\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/sjoana.jpg\" alt=\"Est\u00e1tua de Santa Joana (projeto de H\u00e9lder Bandarra)\" width=\"400\" height=\"598\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/sjoana.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/sjoana-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25563\" class=\"wp-caption-text\">Est\u00e1tua de Santa Joana (projeto de H\u00e9lder Bandarra)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com assinatura de 5 de janeiro de 1965, o Papa Paulo VI confirmou num breve apost\u00f3lico que Santa Joana \u00e9 a \u201cprincipal Padroeira junto de Deus para a Cidade e para toda a Diocese, com todas as honras anexas e privil\u00e9gios lit\u00fargicos que legalmente competem aos padroeiros principais dos lugares\u201d (ver texto do breve nestas p\u00e1ginas). O Papa Montini, a pedido de D. Manuel de Almeida Trindade, confirmou o que j\u00e1 muitas pessoas sentiam e viviam, principalmente na cidade: a prote\u00e7\u00e3o da princesa Joana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancia involunt\u00e1ria <\/strong><strong>de Napole\u00e3o<\/strong><br \/>\nPelo menos desde as invas\u00f5es napole\u00f3nicas, na primeira d\u00e9cada do s\u00e9c. XIX, Joana era invocada como protetora de Aveiro. No dia 5 de agosto de 1808, o Bispo de Aveiro, que era ent\u00e3o D. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cordeiro, refere-se pela primeira vez \u00e0 \u201cprincesa Santa Joana como Protectora de Aveiro junto de Deus\u201d. No documento que integra o \u201cLivro das Pastorais dos Bispos de Aveiro\u201d, que est\u00e1 no Museu de Aveiro, o prelado convocava os crist\u00e3os para uma prociss\u00e3o a realizar no dia 7 de agosto para \u201cpara rogar o aux\u00edlio divino em favor dos portuenses contra as tropas invasoras de Napole\u00e3o e tamb\u00e9m para desagravar os seus horr\u00edveis e sacr\u00edlegos desacatos e imoralidades\u201d, segundo se l\u00ea no livro \u201cCalend\u00e1rio Hist\u00f3rico de Aveiro\u201d, de Ant\u00f3nio Christo e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar (p\u00e1g. 319). No dia 7 de agosto de 1808, a prociss\u00e3o decorreu com a imagem do \u201cEcce Homo\u201d entre a Catedral (era ent\u00e3o a Igreja da Miseric\u00f3rdia) e o Mosteiro de Jesus, onde se encontra o t\u00famulo da princesa. O Bispo de Aveiro seguiu atr\u00e1s do andor, caminhando descal\u00e7o, sem as vestes pontificais, com uma corda ao pesco\u00e7o.<br \/>\nNo m\u00eas seguinte, no dia 8 de setembro, D. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cordeiro celebrou uma Missa Pontifical, seguida de prociss\u00e3o eucar\u00edstica para a Igreja de Jesus, \u201conde se venera o corpo da Bem-aventurada Princesa de Portugal Santa Joana\u201d, sendo a\u00ed cantado um solene Te-Deum em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as a Deus pela derrota das tropas napole\u00f3nicas e pelo termo da primeira invas\u00e3o francesa.<br \/>\nD. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cordeiro (segundo bispo de Aveiro, de 1800 a 1813) contribuiu para a devo\u00e7\u00e3o a Santa Joana mesmo antes da afli\u00e7\u00e3o das invas\u00f5es francesas, pois no dia 29 de abril de 1807 ordenara que os eclesi\u00e1sticos residentes em Aveiro tomassem parte na prociss\u00e3o anual. Tal decis\u00e3o surgiu no seguimento de uma ordem do pr\u00edncipe regente. D. Jo\u00e3o (futuro D. Jo\u00e3o VI), que em novembro de 1807 partiria para o Brasil com a fam\u00edlia real para fugir \u00e0 amea\u00e7a napole\u00f3nica, ordenara no dia 12 de fevereiro que a prociss\u00e3o de Santa Joana fosse considerada \u201creal\u201d, implicando a participa\u00e7\u00e3o do Senado da C\u00e2mara de Aveiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bispos impulsionadores\u00a0<\/strong><strong>da devo\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o da Diocese, em 1938, os bispos de Aveiro promoveram a devo\u00e7\u00e3o a Santa Joana nas suas v\u00e1rias vertentes. Num artigo publicado no Correio do Vouga de 9 de abril de 1965, precisamente dando a not\u00edcia da confirma\u00e7\u00e3o papal de Santa Joana enquanto padroeira de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade d\u00e1 conta de algumas dilig\u00eancias dos seus antecessores: \u201cD. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal (\u2026) deu novo brilho \u00e0 festa lit\u00fargica da Santa Princesa, comemorando com luzimento, a que n\u00e3o s\u00f3 a Cidade mas, de algum modo, todo o pa\u00eds de associou, o V Centen\u00e1rio do nascimento da filha de D. Afonso V, ocorrido em maio de 1952\u201d (\u2026), e deu o nome da dominicana ao semin\u00e1rio inaugurado um ano antes. D. Domingos da Apresenta\u00e7\u00e3o Fernandes tentou em 1959 que fosse concedido a Joana o t\u00edtulo de padroeira de Aveiro e \u2013 prossegue D. Manuel \u2013 \u201cdeu novo impulso ao culto\u201d, criando a \u201cAssocia\u00e7\u00e3o de Pajens de Santa Joana\u201d e retomando o processo de canoniza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs restantes bispos continuaram a promo\u00e7\u00e3o do culto e do conhecimento de Santa Joana de diversos modos e em m\u00faltiplos momentos. D. Manuel de Almeida Trindade insistiu junto do Papa, em 1964, e conseguiu o t\u00edtulo de padroeira, completam-se na segunda-feira 50 anos. Apoiou a investiga\u00e7\u00e3o da sua vida, cujo principal fruto \u00e9 o livro de monsenhor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar, \u201cA Princesa Santa Joana e a sua \u00e9poca, 1452-1490\u201d, publicado em 1981 (com Pref\u00e1cio de D. Manuel) e republicado em 2012, e dedicou-lhe ele mesmo algumas p\u00e1ginas, como \u00e9 o caso da \u201cCarta da Princesa Santa Joana aos Jovens\u201d, de 12 de maio de 1979.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino incentivou o trabalho da Irmandade Santa Joana junto dos jovens e insistiu constantemente na atualidade e exemplaridade da vida da princesa. Na homilia de 12 de maio de 2005, para pegar apenas num exemplo, o bispo falecido em 2013 afirmou que Joana tinha um profundo amor \u00e0 Eucaristia, tendo um dia imitado Jesus na \u00daltima Ceia ao pedir que lhe trouxessem 12 mulheres, \u201cas mais estrangeiras, pobres e miser\u00e1veis\u201d, a quem lavou os p\u00e9s. \u201cA nossa padroeira, uma jovem com ideal, com sabedoria para fazer op\u00e7\u00f5es de vida, com determina\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o dos seus projetos, com profunda sensibilidade aos outros e \u00e0s suas necessidades, deve ser modelo e est\u00edmulo para os jovens crist\u00e3os da cidade e da diocese\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco, entre outras a\u00e7\u00f5es, quis que a Miss\u00e3o Jubilar estivesse especialmente ligada a Santa Joana, criando o \u201cDia da Peregrina\u00e7\u00e3o\u201d, a 11 e 12 de maio de 2013, e promovendo um concurso juvenil de desenho sobre a padroeira. Nos dois dias da peregrina\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o visitado o t\u00famulo de Santa Joana mais de seis mil pessoas. O agora Bispo do Porto deu \u00e0 casa que acolhe padres em idade avan\u00e7ada ou fragilizados pela doen\u00e7a o nome de Casa Sacerdotal Janta Joana Princesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio do m\u00fanus junto do t\u00famulo<\/strong><br \/>\nD. Ant\u00f3nio Moiteiro quis come\u00e7ar a sua a\u00e7\u00e3o em Aveiro junto do t\u00famulo de Santa Joana. Foi no Museu de Aveiro que, no dia 13 de setembro de 2014, perante o col\u00e9gio de consultores, assinou a ata de tomada de posse. No dia 30 de novembro, na sua primeira carta pastoral, associou Santa Joana ao Ano da Viga Consagrada: \u201cNo pr\u00f3ximo dia 5 de janeiro de 2015 vamos celebrar os cinquenta anos da declara\u00e7\u00e3o de Santa Joana Princesa como Padroeira especial da Diocese de Aveiro. A sua vida \u00e9 um exemplo claro de como a vida consagrada \u00e9 um caminho de perfei\u00e7\u00e3o e santidade. O estudo da sua vida e obra deve ser para cada um dos consagrados da nossa Diocese uma ocasi\u00e3o de maior compromisso por vivermos de um modo mais radical a nossa voca\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nEstes e outros aspetos da rela\u00e7\u00e3o dos bispos de Aveiro com Santa Joana ser\u00e3o certamente desenvolvidos no livro que monsenhor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar prev\u00ea publicar em 2015: \u201cEncontros e Encantos &#8211; Bispos na vida e na mem\u00f3ria da Princesa Santa Joana\u201d.<br \/>\n<strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com assinatura de 5 de janeiro de 1965, o Papa Paulo VI confirmou num breve apost\u00f3lico que Santa Joana \u00e9 a \u201cprincipal Padroeira junto de Deus para a Cidade e para toda a Diocese, com todas as honras anexas e privil\u00e9gios lit\u00fargicos que legalmente competem aos padroeiros principais dos lugares\u201d (ver texto do breve nestas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-25562","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25562"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25564,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25562\/revisions\/25564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}