{"id":25565,"date":"2015-01-02T16:26:38","date_gmt":"2015-01-02T16:26:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25565"},"modified":"2015-01-02T16:26:38","modified_gmt":"2015-01-02T16:26:38","slug":"a-flor-da-santidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-flor-da-santidade\/","title":{"rendered":"A flor da santidade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/breve.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-25566\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/breve.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/breve.jpg 700w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/breve-300x238.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A flor da santidade, com o aux\u00edlio de Deus, floresceu brilhantemente e deu magn\u00edficos frutos e todas as classes sociais, conforme a hist\u00f3ria da Igreja o demonstra; assim aconteceu entre os reis e as fam\u00edlias reais n\u00e3o menos do que entre os pobres e os humildes. Tamb\u00e9m a f\u00e9rtil e feliz terra lusitana, t\u00e3o rica de santos, n\u00e3o s\u00f3 se gloria de Isabel, conhecida por \u201cRainha Santa\u201d, mas tamb\u00e9m de outra Santa Aveirense, descendente de r\u00e9gia estirpe.<br \/>\nCom efeito, Joana \u2013 era este o seu nome \u2013 recusando n\u00fapcias reais, passou a vida t\u00e3o humilde e t\u00e3o austeramente no Mosteiro Aveirense das Irm\u00e3s Dominicanas, denominado vulgarmente \u201cMosteiro de Jesus de Aveiro\u201d, que entre todas as Religiosas sobressaiu em virtude e tornou-se insigne em milagres. Os fi\u00e9is que ao seu t\u00famulo \u2013 constru\u00eddo com magnific\u00eancia admir\u00e1vel e art\u00edstica \u2013 ocorrem todos os anos em n\u00famero elevado e em sentido de peregrina\u00e7\u00e3o, especialmente no dia 12 de Maio, data comemorativa da morte da Bem-aventurada, tem-na como Padroeira junto de Deus e nessa qualidade, confiadamente a invocam. Os Bispos de Aveiro, cuja Diocese foi canonicamente constitu\u00edda no ano de 1774, sempre secundaram e secundam essa grande devo\u00e7\u00e3o popular, que j\u00e1 o Nosso Predecessor, o Papa Inoc\u00eancio XII, de grata recorda\u00e7\u00e3o, havia confirmado e enriquecido, concedendo, em 1693, que em Portugal e em toda a Ordem dos Pregadores se recitasse o seu Of\u00edcio e se celebrasse a sua Missa.<br \/>\nEm face disto, o Vener\u00e1vel Irm\u00e3o Manuel de Almeida Trindade, Bispo de Aveiro, tamb\u00e9m em nome do clero secular e do clero regular, das autoridades da Cidade e de todos os fi\u00e9is, suplicou-Nos vivamente que ratific\u00e1ssemos, pela Nossa Autoridade, \u00e0quele celeste Patroc\u00ednio sobre a Cidade e sobre a Diocese, as quais saudamos com louvor.<br \/>\nN\u00f3s, portanto, de muito bom grado resolvemos atender ao pedido no desejo de premiar condignamente t\u00e3o piedosa devo\u00e7\u00e3o popular. Ouvido o Nosso dileto Filho Arc\u00e1dio Maria Larraona, Cardeal Di\u00e1cono da Santa Igreja Romana, Prefeito da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos, com conhecimento certo e prudente delibera\u00e7\u00e3o e pelo Nosso poder apost\u00f3lico por este Breve perpetuamente confirmamos ou constitu\u00edmos e declaramos Santa Joana, Princesa de Portugal, como principal Padroeira junto de Deus para a Cidade e para toda a Diocese de Aveiro, com todas as honras anexas e privil\u00e9gios lit\u00fargicos que legalmente competem aos padroeiros principais dos lugares, n\u00e3o obstante seja o que for em contr\u00e1rio.<br \/>\nPublicamente anunciamos e estabelecemos o que acima se prescreve, decretando que o presente Breve perpetuamente deve subsistir e permanecer firme, v\u00e1lido e eficiente, surtir e obter completa e integralmente os seus efeitos, favorecer plenissimamente, agora e no futuro, aqueles aos quais se refere ou possa vir a referir-se, ser julgado e definido com toda a exatid\u00e3o, e, se acontecer que algu\u00e9m por qualquer autoridade, consciente ou inconscientemente atente de modo diverso contra o que nele se prescreve, ficar desde agora nula e sem valor essa atitude.<br \/>\nDado em Roma, junto de S. Pedro, sob o anel do Pescador, no dia 5 de janeiro de 1965, segundo ano do nosso Pontificado.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>As. Cardeal Amleto Giovanni Cicognani, <\/strong><br \/>\n<strong>Secret\u00e1rio de Estado<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>(Sag. Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos, n.\u00ba A. 21\/965; <\/strong><br \/>\n<strong>Breves Apost\u00f3licos, n.\u00ba 6\/1965)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A flor da santidade, com o aux\u00edlio de Deus, floresceu brilhantemente e deu magn\u00edficos frutos e todas as classes sociais, conforme a hist\u00f3ria da Igreja o demonstra; assim aconteceu entre os reis e as fam\u00edlias reais n\u00e3o menos do que entre os pobres e os humildes. 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