{"id":25601,"date":"2015-02-12T10:29:13","date_gmt":"2015-02-12T10:29:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25601"},"modified":"2015-02-12T10:29:13","modified_gmt":"2015-02-12T10:29:13","slug":"familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/familias\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlias"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_25389\" aria-describedby=\"caption-attachment-25389\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/luis-sancho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-25389 size-full\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/luis-sancho.jpg\" alt=\"LU\u00cdS SANCHO Professor do Ensino Superior\" width=\"234\" height=\"264\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25389\" class=\"wp-caption-text\">LU\u00cdS SANCHO<br \/> Professor do Ensino Superior<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje a minha cr\u00f3nica tem um tema familiar. Foi fascinante encontrar, ao longo do Caminho, v\u00e1rias fam\u00edlias que peregrinavam em conjunto ou, pelo menos, em parte.<br \/>\nUm casal de reformados galegos, que j\u00e1 tinham acompanhado a sua filha e agora acompanhavam o neto. Um casal de enfermeiros franceses e o seu filho, duma aparente inesgot\u00e1vel energia (mais do que uma vez passou por mim a correr!) e tamb\u00e9m Escuteiro, a quem tive ocasi\u00e3o de oferecer uma ins\u00edgnia do Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas que, para quem n\u00e3o conhece, \u00e9 composta pela flor-de-lis escutista, s\u00edmbolo de pureza e caminho a seguir e a Cruz de Cristo portuguesa, s\u00edmbolo de f\u00e9 e hist\u00f3ria.<br \/>\nMas queria alongar-me com a mais fascinante: uma fam\u00edlia numerosa, composta pelo casal dos pais e por seis filhos, de bicicleta. Ainda mais surpreendente do que o n\u00famero, outrora t\u00e3o comum, era o leque et\u00e1rio: o mais novo tinha 2 anos feitos, o mais velho 11. No meu di\u00e1rio de peregrina\u00e7\u00e3o, escrevi ent\u00e3o que gostava de apresentar aquela fam\u00edlia a muitos chefes de Escuteiros e mesmo a muitos animadores de jovens e pais \u2013 isto porque os mi\u00fados estavam muito bem organizados, cada um com as suas tarefas, de acordo com a respetiva idade, naturalmente. Recordo-me de ver um dos mais novos empoleirado junto ao tanque da roupa e, preocupado com o risco do mi\u00fado poder cair, aproximei-me. Reparei que ele estava a lavar algo e, no meu franc\u00eas limitado, perguntei se precisava de ajuda e o mi\u00fado explicou-me que algo se tinha entornado no seu bornal e era sua responsabilidade limpar. Durante o tempo em que partilhei o albergue paroquial de Bercianos del Real Camino (e tanto que havia para dizer sobre os nomes das terras que se encontram no Caminho ou perto dele\u2026), tive v\u00e1rias ocasi\u00f5es de reparar que os jovens eram respons\u00e1veis, bem comportados mas, ao mesmo tempo, perfeitamente normais e naturais nas suas brincadeiras enquanto que os pais manifestamente confiavam nos seus rebentos mantendo um adequado n\u00edvel de supervis\u00e3o.<br \/>\nNa manh\u00e3 seguinte, j\u00e1 adiantado no caminho, vi esta simp\u00e1tica fam\u00edlia passar nas suas bicicletas. Cada um dos pais puxava um atrelado onde ia seguro um dos infantes, tal como os dois filhos mais velhos. Os dois do meio puxavam atrelados com equipamento e o resto do mesmo ia distribu\u00eddo em bornais nas bicicletas. A um ritmo adequado aos jovens, l\u00e1 seguiram eles fazendo a sua peregrina\u00e7\u00e3o e brilhando como um exemplo de educa\u00e7\u00e3o e do quanto \u00e9 poss\u00edvel.<br \/>\nEntre o tanto que o Escutismo me ensinou, est\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o para aquilo que descrevi aos diletos leitores: como o nosso fundador Baden-Powell sabia, na esmagadora maioria das vezes que confiamos nas crian\u00e7as e jovens, eles n\u00e3o nos desiludem.<br \/>\nE n\u00f3s? Sabemos, como aquelas crian\u00e7as, ser dignos da confian\u00e7a que Deus deposita em n\u00f3s ou precisamos de supervis\u00e3o constante, controladora?<br \/>\nE, como aqueles pais, sabemos entregar a responsabilidade para ajudar aqueles que dependem de n\u00f3s a crescer? Sabemos educ\u00e1-los, tir\u00e1-los do seu ego\u00edsmo e maldade naturais e ajudar a sementinha do Batismo a crescer, a tornar-se espelho da Gra\u00e7a? Ou, receosos de que eles sigam sem n\u00f3s, mantemo-los infantilizados, julgamo-los incapazes, e vivemos por eles ou \u2013 pior ainda! \u2013 atrav\u00e9s deles?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Hoje a minha cr\u00f3nica tem um tema familiar. Foi fascinante encontrar, ao longo do Caminho, v\u00e1rias fam\u00edlias que peregrinavam em conjunto ou, pelo menos, em parte. Um casal de reformados galegos, que j\u00e1 tinham acompanhado a sua filha e agora acompanhavam o neto. 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