{"id":25605,"date":"2015-02-12T10:33:58","date_gmt":"2015-02-12T10:33:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25605"},"modified":"2015-02-12T10:33:58","modified_gmt":"2015-02-12T10:33:58","slug":"comer-como-um-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/comer-como-um-santo\/","title":{"rendered":"Comer como um santo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/comer.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-25606\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/comer.jpg\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/comer.jpg 285w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/comer-213x300.jpg 213w\" sizes=\"auto, (max-width: 285px) 100vw, 285px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na cozinha com os santos. Receitas do C\u00e9u e da Terra<\/p>\n<p>Andre Ciucci e Paolo Sartor<br \/>\nPaulus<br \/>\n160 p\u00e1ginas<br \/>\n16,90<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A gastronomia est\u00e1 na moda. S\u00e3o v\u00e1rios os concursos de televis\u00e3o sobre culin\u00e1ria. S\u00e3o muitos os programas que ensinam novas receitas. E h\u00e1 at\u00e9 uns poucos canais que emitem 24 horas por dia sobre comida. E no Facebook, j\u00e1 se sabe, s\u00e3o imensos os que de vez em quando p\u00f5em uma fotografia do que v\u00e3o comer. Faltava, no entanto, um livro que dissesse o que os santos gostam de comer.<br \/>\nOs autores deste livro observam que \u201ca mesa dos santos est\u00e1 muitas vezes marcada por corajosas experi\u00eancias de sobriedade e de jejum\u201d, n\u00e3o porque o \u201calimento seja um mal que se deva evitar\u201d, mas porque n\u00e3o \u00e9 um bem supremo. Mas, em abono da comida, podemos real\u00e7ar que o cristianismo \u00e9 a \u00fanica religi\u00e3o sem proibi\u00e7\u00f5es alimentares. E, por outro lado, o fundador da nossa f\u00e9 comia com todos, mesmo com algumas pessoas tidas por pouco recomend\u00e1veis. A partilha da mesa tornou-se sinal do acolhimento divino e da fraternidade humana. Para c\u00famulo, Jesus quis que uma refei\u00e7\u00e3o fosse o gesto da sua presen\u00e7a na humanidade. Desde ent\u00e3o, para os crentes, a mais simples das refei\u00e7\u00f5es pode remeter sempre para o maior dos banquetes, aquele a que o pr\u00f3prio Jesus preside.<br \/>\n\u201cComer\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas um ato biol\u00f3gico. \u00c9 um ato cultural, econ\u00f3mico, social (convivial) e at\u00e9 teol\u00f3gico.<br \/>\nE de que gostam ao santos, afinal? Santa Maria Goretti gostava de esparguete de alho e cebola. Jos\u00e9 Maria Escriv\u00e1 apreciava espinafres fritos com ovo. S\u00e3o Columbano deliciava-se com foga\u00e7a de alcaparras e cebolas. S\u00e3o Bernardo, vegetariano, comia sopa com folhas de faia. Santa Hildegarda, na Idade M\u00e9dia, aconselhava biscoitos de am\u00eandoa para aclamar \u201ca amargura do teu cora\u00e7\u00e3o e dos teus pensamentos\u201d e louvava o creme de urtigas. \u201c\u00c0s vezes o que pica pode ser bom e salutar\u201d, escrevem os autores. Deve ser isto o \u201ccomer como uma abadessa\u201d. Francisco de Assis \u201cadorava\u201d quiche de camar\u00e3o e caretos de jacopa (uma esp\u00e9cie de biscoitos). N\u00e3o vem neste livro, mas consta que o santo que deu o nome ao atual Papa, certa noite, acordou toda a sua comunidade e mandou os frades fazerem um banquete. \u00c9 que um deles queixava-se que n\u00e3o aguentava tanta fome. Comendo a comunidade toda, o mais fr\u00e1gil j\u00e1 n\u00e3o se sentia indigno. S\u00e3o Domingos lambia os l\u00e1bios por umas enguias na grelha. E S\u00e3o Filipe de Neri n\u00e3o resistia a alm\u00f4ndegas de ovos e queijo. A lista poderia continuar.<br \/>\nEm cada par de p\u00e1ginas temos a receita da comida preferida do santo (ou antes, referenciada em algum dos seus escritos), uma breve biografia, uma ou outra frase do pr\u00f3prio santo e, por vezes, uma nota sobre os seus h\u00e1bitos alimentares. H\u00e1bitos nem sempre aconselh\u00e1veis \u00e0 luz da medicina, embora se fale cada vez mais das vantagens do jejum e da abstin\u00eancia para a sa\u00fade, em certos contextos. O beato Serafim de Morazzone, \u201ccomo exerc\u00edcio de mortifica\u00e7\u00e3o, punha cinzas em vez de sal [na carne]\u201d. E o Cura d\u2019Ars cozia um pote de batatas para toda a semana. Quando num dia comia a terceira, j\u00e1 se sentia a ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na cozinha com os santos. 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