{"id":25699,"date":"2015-03-12T15:30:32","date_gmt":"2015-03-12T15:30:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25699"},"modified":"2015-03-12T15:30:32","modified_gmt":"2015-03-12T15:30:32","slug":"a-luta-pelo-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-luta-pelo-poder\/","title":{"rendered":"A luta pelo poder"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24931\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" alt=\"FLAUSINO SILVA Empres\u00e1rio\" width=\"234\" height=\"237\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/>Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>Latente e subterr\u00e2nea em per\u00edodos de acalmia, na pol\u00edtica entre per\u00edodos eleitorais, nas institui\u00e7\u00f5es sempre que as dificuldades se avolumam e apenas se esperam trabalhos e obst\u00e1culos a vencer.<br \/>\nMas quando cheira a PODER a luta emerge, vem ao de cima.<br \/>\nAcontece na sociedade civil, mas tamb\u00e9m na Igreja, como sabemos. Quando Bento XVI foi eleito e come\u00e7ou a mexer nas estruturas, foram vis\u00edveis as movimenta\u00e7\u00f5es dos poderes instalados, mais intensas e ostensivas com as reformas empreendidas pelo Papa Francisco.<br \/>\nTamb\u00e9m nas estruturas diocesanas, sobretudo em tempos de mudan\u00e7a de lideran\u00e7as, se vislumbram, n\u00e3o raro, movimenta\u00e7\u00f5es e influ\u00eancias para acesso a lugares de maior relevo ou de menor responsabilidade e esfor\u00e7o.<br \/>\nNo mundo da economia, onde a maioria dos agentes vem resistindo, estoicamente, \u00e0 crise, persistindo no caminho da recupera\u00e7\u00e3o e do emprego, emergiram situa\u00e7\u00f5es grav\u00edssimas de mau exerc\u00edcio do poder, em grupos empresariais, abrindo espa\u00e7o para obten\u00e7\u00e3o de resultados catastr\u00f3ficos, com preju\u00edzos e consequ\u00eancias muito graves para os accionistas e para o pa\u00eds.<br \/>\nO PODER est\u00e1 onde estiverem pessoas, grupos, comunidades e sociedades estruturadas.<br \/>\nAtrai, mobiliza, motiva, mas tamb\u00e9m desgasta, degrada-se e corrompe, quando n\u00e3o est\u00e1 ao servi\u00e7o do bem comum.<br \/>\nA figura de Jos\u00e9 Alberto Mujica, homem simples, que foi Presidente da Rep\u00fablica do Uruguai at\u00e9 28 de Fevereiro passado, tornou-se um \u00edcone mundial pela humildade e sabedoria no uso dos poderes presidenciais e dos bens do Estado. Em vez de se mudar para o pal\u00e1cio presidencial quando foi eleito, continuou a habitar a sua casa simples, de tecto coberto por zinco, a 15 km da capital. Em vez de usar o carro presidencial com motorista, continuou com o seu velho carocha, de 1987 e, dos 12 mil d\u00f3lares da sua remunera\u00e7\u00e3o, prescindiu de 87% e, em cinco anos de mandato, doou mais de 600 mil d\u00f3lares para construir casas para os mais carenciados. Exerceu os seus poderes, sobretudo, em favor dos menos favorecidos e praticou a sobriedade e o desprendimento das coisas materiais.<br \/>\n\u00c9, sem d\u00favida, na ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que se torna mais vis\u00edvel a luta pelo poder. Numa democracia representativa, pluripartid\u00e1ria, ela come\u00e7a dentro dos pr\u00f3prios partidos, nem sempre com \u00e9tica e respeito pelos valores sociais. Aproximando-se elei\u00e7\u00f5es vislumbram-se, desde logo, movimenta\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de posicionamento dos candidatos a candidatos, afunilando o processo para os repetentes sem abertura nem espa\u00e7o para outros, independentemente de crit\u00e9rios de qualidade, compet\u00eancia social e capacidade para o desempenho das fun\u00e7\u00f5es.<br \/>\nE a luta pela conquista do poder a n\u00edvel do governo a\u00ed est\u00e1, a acender-se entre os partidos, havendo j\u00e1 evidentes sinais de que passar\u00e1 muito mais pela procura e narrativa de factos da vida pessoal dos seus l\u00edderes, sobretudo dos aspectos menos positivos, em detrimento da an\u00e1lise e do debate dos principais temas e op\u00e7\u00f5es que tem a melhoria das condi\u00e7\u00f5es e da qualidade de vida das pessoas e da sociedade como um todo.<br \/>\nContinua a surpreender e a desagradar, profundamente, ao comum dos cidad\u00e3os, que os pol\u00edticos se degladiem por d\u00e1 c\u00e1 aquela palha, seja a n\u00edvel nacional ou local, pautando as interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas pelo maldizer, pelo ataque pessoal, pelo bota abaixo.<br \/>\nEsta forma enviesada e torpe de fazer pol\u00edtica \u00e9 replicada, frequentemente, por ac\u00e7\u00f5es de grupos e associa\u00e7\u00f5es, contribuindo ainda mais para o seu descr\u00e9dito.<br \/>\nE este panorama, negativo e belicista, da luta pelo poder, \u00e9 apresentado, quotidianamente, aos cidad\u00e3os, pelos media, em doses maci\u00e7as de informa\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios, a maioria deles de modo derrotista e depressivo.<br \/>\nFalta, not\u00f3ria e clamorosamente, evidenciar, construtivamente, o lado positivo de tantas e tantas iniciativas e realiza\u00e7\u00f5es merit\u00f3rias e positivas, em todas as \u00e1reas da vida colectiva, econ\u00f3mica, social e mesmo pol\u00edtica, levadas a cabo, quotidianamente, por pessoas e institui\u00e7\u00f5es. As poucas not\u00edcias boas s\u00e3o facilmente engolidas pela avalanche do negativismo e do pessimismo repetido, do mal dizer e do dizer mal, numa intermin\u00e1vel narrativa de velhos do restelo.<br \/>\nMas n\u00e3o tem que ser assim, se n\u00f3s quisermos, se rejeitarmos ser destinat\u00e1rios dos predadores da esperan\u00e7a, da \u00e9tica e dos valores.<br \/>\n\u00c9 tempo de verdade! Mudemos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Latente e subterr\u00e2nea em per\u00edodos de acalmia, na pol\u00edtica entre per\u00edodos eleitorais, nas institui\u00e7\u00f5es sempre que as dificuldades se avolumam e apenas se esperam trabalhos e obst\u00e1culos a vencer. Mas quando cheira a PODER a luta emerge, vem ao de cima. Acontece na sociedade civil, mas tamb\u00e9m na Igreja, como sabemos. 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