{"id":2572,"date":"2010-09-01T11:57:00","date_gmt":"2010-09-01T11:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2572"},"modified":"2010-09-01T11:57:00","modified_gmt":"2010-09-01T11:57:00","slug":"estado-social-tres-cenarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estado-social-tres-cenarios\/","title":{"rendered":"Estado Social &#8211; tr\u00eas cen\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> O Estado Social, abordado no artigo anterior (4 de Agosto de 2010), confronta-se com tr\u00eas cen\u00e1rios de evolu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel: o seu esmagamento pela economia; o esmagamento desta por ele; e a sua viabiliza\u00e7\u00e3o  econ\u00f3mica. O esmagamento pela economia pode resultar da impossibilidade ou recusa de esta suportar os impostos e contribui\u00e7\u00f5es necess\u00e1rios para a manuten\u00e7\u00e3o do Estado Social. O esmagamento da economia pelo Estado Social pode resultar do extremismo populista, que reivindica sempre mais direitos e presta\u00e7\u00f5es sociais, como se os recursos financeiros fossem ilimitados; este extremismo acha-se muito difundido na sociedade portuguesa, e \u00e9 denunciado por economistas e outros peritos. O terceiro cen\u00e1rio &#8211; viabiliza\u00e7\u00e3o do Estado social pela economia &#8211; apela a um entendimento consistente entre as for\u00e7as econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas envolvidas; por\u00e9m, isso ainda n\u00e3o acontece e, pelo contr\u00e1rio, vem predominando a luta entre os dois extremismos, que redunda em aumento do desemprego, bai-xos sal\u00e1rios,  trabalho prec\u00e1rio, insuficiente cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o do trabalho e da seguran\u00e7a social&#8230;<\/p>\n<p>Portugal tem a \u00absorte\u00bb de todos os partidos representados no Parlamento defenderem o Estado Social, desde o in\u00edcio da vig\u00eancia da actual Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica; cada partido defende, naturalmente, a sua pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o, mas nenhum optou pela contesta\u00e7\u00e3o. Verifica-se, por\u00e9m, que eles se encontram profundamente divididos; alguns entendem mesmo que outros s\u00e3o contr\u00e1rios ao Estado Social pelo simples facto de defenderem uma concep\u00e7\u00e3o diferente.<\/p>\n<p>Tudo se passa como se, na realidade, nenhuma for\u00e7a pol\u00edtica defendesse o Estado Social; cada uma parece t\u00e3o obcecada com os seus pr\u00f3prios interesses que se desinteressa do bem comum e da procura dos entendimentos necess\u00e1rios. As for\u00e7as, parlamentares e extra-parlamentares do extremismo populista querem tanto o \u00abseu\u00bb Estado Social que \u00abd\u00e3o cabo dele\u00bb, exigindo-lhe o que n\u00e3o \u00e9 capaz de dar. As for\u00e7as,  parlamentares e extra-parlamentares do extremismo econ\u00f3mico vivem t\u00e3o absorvidas nos meandros da competitividade econ\u00f3mica e empresarial que parece n\u00e3o verem mais nada.O terceiro cen\u00e1rio &#8211; o da viabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do Estado Social  &#8211; \u00e9, de longe, o mais dif\u00edcil e o mais recomend\u00e1vel; ele implica o desenvolvimento harm\u00f3nico da dimens\u00e3o social na esfera econ\u00f3mica, e da dimens\u00e3o econ\u00f3mica na esfera social; ou melhor, a concilia\u00e7\u00e3o entre o econ\u00f3mico e o social. Seremos capazes de o levar por diante?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-2572","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2572\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}