{"id":25765,"date":"2015-03-26T11:23:53","date_gmt":"2015-03-26T11:23:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25765"},"modified":"2015-03-26T11:23:53","modified_gmt":"2015-03-26T11:23:53","slug":"primeiros-cristaos-nova-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/primeiros-cristaos-nova-economia\/","title":{"rendered":"Primeiros crist\u00e3os &#8211; nova economia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24492\" aria-describedby=\"caption-attachment-24492\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24492\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\" alt=\"Ac\u00e1cio F. Catarino Soci\u00f3logo, Consultor Social \" width=\"200\" height=\"248\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24492\" class=\"wp-caption-text\">Ac\u00e1cio F. Catarino<br \/>Soci\u00f3logo, Consultor Social<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os primeiros crist\u00e3os convidam-nos a viver em comunidade (cf. o artigo anterior) e a criar uma nova economia, num sistema social e econ\u00f3mico diferente do atual (cf. Evangelii Gaudium, n\u00bas. 53-59). Segundo os Atos dos Ap\u00f3stolos, 2, 44 e 4, 34, os primeiros crist\u00e3os viviam em comunidade; e, para isso, punham os seus bens em comum. Este p\u00f4r tudo em comum encerra, em pequena escala, o que deve ser um sistema social e econ\u00f3mico fiel ao Evangelho. Tal sistema nunca foi realizado, mas nada obsta a que caminhemos para ele, \u00abat\u00e9 ao fim dos tempos\u00bb; nos termos da atual doutrina social da Igreja, ele implica, nomeadamente, o destino universal dos bens, a vincula\u00e7\u00e3o ao bem comum e, na base de tudo, o respeito pela igual dignidade de todas as pessoas.<br \/>\nHoje em dia existe um quadro de refer\u00eancia doutrin\u00e1rio, neste dom\u00ednio, que remonta pelo menos a Jo\u00e3o XXIII, e que inclui em especial: a socializa\u00e7\u00e3o (Jo\u00e3o XXIII), o desenvolvimento integral (Paulo VI), a planifica\u00e7\u00e3o e solicitude globais (Jo\u00e3o Paulo II), a hibridiza\u00e7\u00e3o (Bento XVI) e a supera\u00e7\u00e3o dialogal dos conflitos (Francisco). Na ordem pr\u00e1tica, s\u00e3o in\u00fameras as atividades que se podem realizar, a favor de uma nova economia. Real\u00e7am-se tr\u00eas conjuntos: inser\u00e7\u00e3o laical nas estruturas; reflex\u00e3o pessoal e familiar; e di\u00e1logo social pluralista dentro da Igreja.<br \/>\nA inser\u00e7\u00e3o laical nas estruturas, desde a fam\u00edlia at\u00e9 \u00e0 ordem internacional, deveria contribuir para a respetiva justi\u00e7a e humanismo. A reflex\u00e3o pessoal e familiar, articulada com a leitura, o estudo e atividades afins, constitui um alimentador e reflexo permanente da interven\u00e7\u00e3o nas estruturas e do di\u00e1logo social dentro da Igreja. Neste di\u00e1logo, partilham-se viv\u00eancias e saberes, prepara-se e aprofunda-se a interven\u00e7\u00e3o nas estruturas; dele podem resultar, ou n\u00e3o, entendimentos comuns e interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<br \/>\nParece razo\u00e1vel que o arranque para uma nova economia, \u00e0 luz do exemplo das primeiras comunidades crist\u00e3s, seja o di\u00e1logo social, no pluralismo de situa\u00e7\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros crist\u00e3os convidam-nos a viver em comunidade (cf. o artigo anterior) e a criar uma nova economia, num sistema social e econ\u00f3mico diferente do atual (cf. Evangelii Gaudium, n\u00bas. 53-59). 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