{"id":25811,"date":"2015-04-02T14:09:20","date_gmt":"2015-04-02T14:09:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25811"},"modified":"2015-04-02T14:09:20","modified_gmt":"2015-04-02T14:09:20","slug":"uma-ultreia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-ultreia\/","title":{"rendered":"Uma ultreia"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 tempos, fui visitar o p\u00e1roco de uma das par\u00f3quias da cidade de Gij\u00f3n, no norte de Espanha. Homem dedicado \u00e0 sua par\u00f3quia, criou a par\u00f3quia de S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII, uma das primeiras do mundo consagradas a este santo. A igreja est\u00e1 num bairro novo da cidade e resulta da recupera\u00e7\u00e3o de um antigo barrac\u00e3o que pertenceu ao Carmelo que estava naquele terreno antes de as irm\u00e3s terem mudado para outra casa. Nesse terreno tamb\u00e9m tem uma linda e concorrida ermida de Nossa Senhora de Schoenstatt, onde se sonha construir um quarto santu\u00e1rio de Schoenstatt espanhol (h\u00e1 dois em Madrid e um em Barcelona). Ele tamb\u00e9m \u00e9 o respons\u00e1vel diocesano do Apostolado de F\u00e1tima.<br \/>\nAs nossas par\u00f3quias de Moita e a de Vila Nova preparam para a sua par\u00f3quia a conquista espiritual de uma imagem de F\u00e1tima de metro e meio, que j\u00e1 est\u00e1 nas igrejas para o povo rezar, e que vai sair \u00e0 rua das nossas terras no dia 10 de maio e viaja para Gij\u00f3n, com uma embaixada nossa, no dia 17 de maio.<br \/>\n(H\u00e1 uns anos tamb\u00e9m o fizemos com a par\u00f3quia de Muret, em Toulouse, na Fran\u00e7a, com o milagre de o p\u00e1roco, franc\u00eas ter tido a possibilidade de a partir da\u00ed conseguir reunir a grande comunidade portuguesa que andava dispersa da f\u00e9\u2026 e tamb\u00e9m nos situamos numa continuidade diocesana, lembrando que D. Manuel de Almeida Trindade ofereceu, com os bispos do centro, a imagem de F\u00e1tima que est\u00e1 na catedral de Compostela com uma hist\u00f3ria muito linda, contada pelo nosso Monsenhor Jo\u00e3o Gaspar, que implica a liberta\u00e7\u00e3o de um preso em Padron\u2026.).<br \/>\nPadre mariano e eucar\u00edstico, com o cheiro das suas ovelhas, o padre Jose Juan Hernandez acolheu-me na sua casa e fez-me conhecer recantos paradis\u00edacos dessa regi\u00e3o de Espanha, que, para mim, \u00e9 a mais bela do pa\u00eds. Era uma ter\u00e7a-feira quando cheguei e ele tinha o seu programa paroquial, no qual participei. No final do dia, havia na cidade, no centro, na bel\u00edssima bas\u00edlica do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, uma ultreia dos Cursilhos de Cristandade, dos quais ele \u00e9 respons\u00e1vel diocesano, tamb\u00e9m. Eu fui. Muita gente, sobretudo nova. Quem dirigia era uma jovem perto dos trinta anos. Come\u00e7aram com uma ora\u00e7\u00e3o e um jovem da par\u00f3quia deu o seu testemunho. Admirou-me a aten\u00e7\u00e3o das pessoas, a maneira organizada do decorrer da sess\u00e3o, que \u00e9 semanal, e sobretudo a advert\u00eancia de que n\u00e3o ultrapassariam os 60 minutos. Vibrei.<br \/>\nTirando certas circunst\u00e2ncias, compreens\u00edveis, sempre considerei \u2013 e considero \u2013 que uma reuni\u00e3o, para ser bem feita, n\u00e3o deve ultrapassar os 60 minutos. Fala-se muito e diz-se pouco quando se ultrapassa este tempo. E por vezes parece-me que h\u00e1 gente que n\u00e3o quer ir para casa, ou que tem quem lhes fa\u00e7a as coisas\u2026 Uma vez estive seis horas num conselho pedag\u00f3gico de uma escola, tr\u00eas das quais a discutir se a palavra \u201cautoridade\u201d deveria entrar no regulamento interno\u2026 E eram professores. N\u00e3o colapsei nesta reuni\u00e3o por milagre.<br \/>\nAli, em Gij\u00f3n, foram mesmo 60 min. E ainda falei eu a pedido deles. Depois do testemunho ou \u201crollo\u201d, falava cada um, com palavras de est\u00edmulo, enfim, fam\u00edlia. Nada de trabalhos de grupo, que \u00e9 outro m\u00e9todo alternativo e v\u00e1lido. E, aos 60 minutos, j\u00e1 sa\u00edmos alegres da sala. No caso dele, por se terem encontrado no calor da f\u00e9 e da amizade que os cursilhos proporcionam t\u00e3o bem. Mas, o tema do jovem tamb\u00e9m me impressionou, pois ele falava sobre como tinha descoberto a f\u00e9 depois de uma busca incessante, de como nunca encontrou uma rapariga que partilhasse o namoro com a f\u00e9, o que o limitava na vida de matrim\u00f3nio, e, sobretudo, como nos advertia de que s\u00f3 se pode ser cat\u00f3lico cultivado, n\u00e3o s\u00f3 indo a Missa, mas participando na sua comunidade paroquial: fazer da sua par\u00f3quia a sua comunidade de vida e de f\u00e9. Ir \u00e0 Missa, podemos ir a qualquer lado e d\u00e1-me pena quando vejo pessoas que v\u00e3o, mas desvinculadas das suas par\u00f3quias, embora haja motivos que o justifiquem e n\u00e3o nos cabe julgar. Mas, ele dizia que os tra\u00e7os e o desenvolvimento e a dedica\u00e7\u00e3o do seu amor para com Deus s\u00f3 os entendia serem poss\u00edveis na autenticidade, vincula\u00e7\u00e3o, depend\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 sua fam\u00edlia paroquial e, claro, diocesana. Gostei. Caso para dizer: \u201cDe colores\u2026\u201d<\/p>\n<p><strong>Vitor Espadilha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 tempos, fui visitar o p\u00e1roco de uma das par\u00f3quias da cidade de Gij\u00f3n, no norte de Espanha. Homem dedicado \u00e0 sua par\u00f3quia, criou a par\u00f3quia de S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII, uma das primeiras do mundo consagradas a este santo. 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