{"id":25928,"date":"2015-06-19T09:10:15","date_gmt":"2015-06-19T09:10:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25928"},"modified":"2015-06-19T09:10:15","modified_gmt":"2015-06-19T09:10:15","slug":"jesus-mau-treinador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/jesus-mau-treinador\/","title":{"rendered":"Jesus, mau treinador?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24379\" aria-describedby=\"caption-attachment-24379\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24379 size-medium\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva-214x300.jpg\" alt=\"QUERUBIM SILVA Padre. Diretor\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva-214x300.jpg 214w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva.jpg 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24379\" class=\"wp-caption-text\">QUERUBIM SILVA<br \/> Padre. Diretor<\/figcaption><\/figure>\n<p>O texto do P. Gon\u00e7alo Portocarrera, de tonalidade jocosa, \u00e9 de uma profundidade inexced\u00edvel. Assenta, como luva de pelica, em tudo o que tem sido o sonho e o agir pastoral do Papa Francisco, nas suas palavras e nos seus gestos quotidianos. Tomo apenas o \u00faltimo par\u00e1grafo desse belo escrito, para partilhar com os leitores os meus pensamentos desta semana.<br \/>\n\u201cN\u00e3o, decididamente Jesus n\u00e3o foi um bom treinador. A equipa que ele formou era, a todos os t\u00edtulos, lament\u00e1vel. Ningu\u00e9m contrata jogadores t\u00e3o fracos como aqueles que o Mister de Nazar\u00e9, consciente e voluntariamente, escolheu. Porque o fez?! Talvez para que ningu\u00e9m se sinta, por aselha que seja, indigno desta equipa, a Igreja, para a qual ele chama todos os homens e mulheres, garantindo a todos os que nela perseverarem por amor, a vit\u00f3ria final.\u201d &#8211; s\u00e3o as palavras do colega, que desenvolveu as suas ideias sobre um subtil fio condutor recolhido das diatribes do futebol, sob o t\u00edtulo \u201cO \u00abmister\u00bb Jesus, um mau treinador\u201d\u2026<br \/>\nNo Angelus do passado domingo, o Papa Francisco, comentando as par\u00e1bolas do evangelho do dia, chamava a aten\u00e7\u00e3o para os fundamentos da confian\u00e7a dos fi\u00e9is, muito para al\u00e9m das suas for\u00e7as. \u201cA semente lan\u00e7ada \u00e0 terra, germina e desenvolve-se, quer o agricultor durma, quer esteja vigilante (\u2026) Deus confiou a sua Palavra \u00e1 nossa terra, isto \u00e9, a cada um de n\u00f3s com a nossa humanidade concreta. \u2026 \u00c9 sempre Deus que faz crescer o seu reino\u2026 \u00e9 Ele que o faz crescer, o homem \u00e9 o seu humilde colaborador, que contempla e se alegra com a divina a\u00e7\u00e3o criadora e dela espera com paci\u00eancia os frutos\u201d.<br \/>\nIsto n\u00e3o \u00e9 um incitamento \u00e0 pregui\u00e7a apost\u00f3lica. Pelo contr\u00e1rio: \u00e9 o convite \u00e0 humildade realista do que somos, com qualidades e defeitos, para darmos o que somos capazes de dar, estribados na certeza do vigor da semente e da a\u00e7\u00e3o divina, que constituem as raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a e do nosso compromisso na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria.<br \/>\nO segredo da heroicidade dos pobres na ousadia de difundir a Alegria do Evangelho, brota desta intimidade cont\u00ednua com a Palavra de Deus. \u201cAqui desejo recordar-vos outra vez a import\u00e2ncia de ter o Evangelho, a B\u00edblia, \u00e0 m\u00e3o &#8211; o Evangelho pequenino, na carteira, no bolso &#8211; e de se alimentar diariamente com esta Palavra viva de Deus\u2026 Nunca esquecer isto, por favor! Porque esta \u00e9 a for\u00e7a que faz germinar em n\u00f3s a vida do Reino de Deus\u201d &#8211; prossegue Francisco.<br \/>\nComentando a par\u00e1bola do gr\u00e3o de mostarda, o Bispo de Roma diz vigorosamente: \u201c\u00c9 assim o reino de Deus &#8211; uma realidade humanamente pequena e aparentemente irrelevante. Para a\u00ed entrar e dele fazer parte \u00e9 preciso: ser pobre de cora\u00e7\u00e3o; n\u00e3o confiar nas pr\u00f3prias capacidades, mas no poder do amor de Deus; n\u00e3o agir para ser importante aos olhos do mundo, mas precioso aos olhos de Deus, que tem predile\u00e7\u00e3o pelos simples e humildes. Quando procedemos deste modo, irrompe atrav\u00e9s de n\u00f3s a for\u00e7a de Cristo e transforma o que \u00e9 pequeno e modesto numa realidade que fermenta toda a massa do mundo e da hist\u00f3ria\u201d.<br \/>\n\u00c9 verdade: o Reino de Deus reclama a nossa colabora\u00e7\u00e3o; mas germina e cresce como dom e por a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. O \u201cmister\u201d Jesus n\u00e3o escolheu uma sele\u00e7\u00e3o de vedetas. Dir\u00edamos que foi mau treinador na escolha. Mas preferiu os fracos para confundir os fortes. E o resultado a\u00ed est\u00e1, a perdurar pelos s\u00e9culos! Deixemo-nos de peneiras!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto do P. Gon\u00e7alo Portocarrera, de tonalidade jocosa, \u00e9 de uma profundidade inexced\u00edvel. Assenta, como luva de pelica, em tudo o que tem sido o sonho e o agir pastoral do Papa Francisco, nas suas palavras e nos seus gestos quotidianos. 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