{"id":25939,"date":"2015-06-19T09:26:35","date_gmt":"2015-06-19T09:26:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=25939"},"modified":"2015-06-19T09:29:12","modified_gmt":"2015-06-19T09:29:12","slug":"agora-o-livro-de-batismos-da-igreja-de-s-miguel-esta-no-lugar-certo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/agora-o-livro-de-batismos-da-igreja-de-s-miguel-esta-no-lugar-certo\/","title":{"rendered":"&#8220;Agora o Livro de Batismos da igreja de S. Miguel est\u00e1 no lugar certo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museu1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-25940 size-full\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museu1.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"743\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museu1.jpg 525w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museu1-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Queir\u00f3s de Oliveira Rebocho Cristo entregou no dia 19 de maio ao Arquivo Distrital de Aveiro o \u201cLivro de batismos da par\u00f3quia de S\u00e3o Miguel\u201d. O volume de 232 folhas, com capa em pergaminho, regista os batismos da antiga par\u00f3quia do centro de Aveiro (a igreja ficava onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, junto aos Pa\u00e7os do Conselho), entre 15 de junho de 1594 e 20 de janeiro de 1616.<\/strong><br \/>\n<strong>No mesmo dia em que o Arquivo Distrital de Aveiro come\u00e7ou a comemorar os seus 50 anos, foram entregues por Ant\u00f3nio Eduardo Hargreaves Macedo Raba\u00e7a de Carvalho outros tr\u00eas livros da antiga par\u00f3quia e freguesia aveirense: livro misto com casamentos (1598-1669), \u00f3bitos (1606 a 1662) e batismos (1569 a 1583); livro de \u00f3bitos (1737-1762) e outro livro de \u00f3bitos (1762-1787). O Arquivo da Universidade de Coimbra entregou o Tombo da Par\u00f3quia de Roge, de Vale de Cambra (1716-1738).<\/strong><br \/>\n<strong>Os volumes s\u00e3o importantes para o conhecimento da hist\u00f3ria aveirense, pelo que os gestos de d\u00e1diva foram considerados \u201cnobres\u201d e \u201cgrandiosos\u201d, desejando-se que \u201cpossam ser replicados por futuros intervenientes\u201d, como se l\u00ea no s\u00edtio digital do Arquivo do Distrito de Aveiro. Em adavr.dglab.gov.pt, podemos, ali\u00e1s, ver com pormenor imagens das ofertas.<\/strong><br \/>\n<strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cristo \u00e9 atualmente diretor do Museu de Aveiro, mas fez a oferta a n\u00edvel pessoal, como explica nesta entrevista. J.P.F.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CORREIO DO VOUGA &#8211; Fez o dep\u00f3sito de um livro de registos de batismo da par\u00f3quia de S. Miguel no Arquivo Distrital. Antes de mais, supomos que foi a t\u00edtulo pessoal e n\u00e3o enquanto respons\u00e1vel do Museu de Aveiro, n\u00e3o \u00e9 assim?<\/strong><br \/>\n<strong>JOS\u00c9 ANT\u00d3NIO CRISTO<\/strong> &#8211; \u00c9 exatamente assim, chegou \u00e0s minhas m\u00e3os por via familiar, por\u00e9m, sempre entendi que o seu lugar era no ADA (Arquivo Distrital de Aveiro).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que \u00e9 que o deu agora?<\/strong><br \/>\nUma mera quest\u00e3o de circunst\u00e2ncias. H\u00e1 muito tempo que tinha a vontade de colocar o \u201cLivro de Baptismos\u201d acess\u00edvel a todos os investigadores e a todos aqueles para quem as informa\u00e7\u00f5es preciosas que cont\u00e9m s\u00e3o \u00fateis. Inicialmente esta entrega foi acordada com a anterior Diretora do ADA, Dr.\u00aa Lucinda Tavares, mas entretanto, e na medida em que nunca \u201cescondi\u201d ter este documento, foi sendo emprestado sucessivamente e o tempo foi passando. Agora, e fruto das celebra\u00e7\u00f5es dos 50 anos do ADA, o assunto foi retomado e pareceu-me uma oportunidade de excel\u00eancia para dar exist\u00eancia real ao que permaneceu muitos anos em estado de inten\u00e7\u00e3o. Tenho-o como cumprimento de um dever. Patrim\u00f3nio \u00e9 legado, que deve transitar de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e, nestes casos, \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de responsabilidade e consci\u00eancia. Como investigador conhe\u00e7o bem a falta que estes manuscritos, \u00fanicos, fazem e o quanto limitam o evoluir do conhecimento da nossa hist\u00f3ria. Agora est\u00e1 no lugar certo!<br \/>\n<strong>\u00c9 um gesto louv\u00e1vel, a oferta\u2026<\/strong><br \/>\nSem falsas mod\u00e9stias, a visibilidade que teve a cerim\u00f3nia da entrega tamb\u00e9m a entendemos como favor\u00e1vel, como modelo, como exemplo para que todos aqueles que possuem este tipo de acervo o destinem aos arquivos nacionais, nos quais ser\u00e3o devidamente tratados em termos t\u00e9cnicos, preservados para a posteridade, e estar\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de quem por eles se interessa e neles encontra informa\u00e7\u00f5es preciosas para a reconstitui\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o do passado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_25941\" aria-describedby=\"caption-attachment-25941\" style=\"width: 287px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museucristo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25941\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museucristo.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cristo, 47 anos, \u00e9 diretor do Museu de Aveiro  desde os in\u00edcios de mar\u00e7o de 2015\" width=\"287\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museucristo.jpg 287w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/museucristo-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25941\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cristo, 47 anos, \u00e9 diretor do Museu de Aveiro\u00a0desde os in\u00edcios de mar\u00e7o de 2015<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 uma quest\u00e3o que \u00e9 inevit\u00e1vel: como \u00e9 que o livro foi parar \u00e0s suas m\u00e3os?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 a parte curiosa da hist\u00f3ria do livro. Na capela que existia na casa da nossa fam\u00edlia havia um grande arm\u00e1rio cheio de livros \u201cpiedosos\u201d e de doutrina, para al\u00e9m de uns ma\u00e7os de \u201cpap\u00e9is velhos\u201d, cheios de humidade. Em determinada altura um dos meus tios decidiu \u201carrumar\u201d a casa, deitando fora imensos livros. Ora eu era mi\u00fado e fazia-me imensa confus\u00e3o o que se estava a passar&#8230; sempre fui um apaixonado por livros e por ler e aquela atitude ultrapassava a minha compreens\u00e3o. Pouco podia fazer mas, quando havia esses, chamemos-lhe, \u201cautos de f\u00e9\u201d via contentores, quando dava pelos livros a sair, esperava uns minutos e depois ia ao dito contentor salvar o que podia. Este manuscrito, em particular, ficou escondido, com mais alguns documentos, no cacifo do meu quarto, embrulhado atr\u00e1s dos sapatos.<br \/>\nNa altura era mais a curiosidade que me movia, a no\u00e7\u00e3o de que era um documento precioso em pleno contexto veio mais tarde e desde a\u00ed andou sempre comigo. Em termos mais recuados, julgo n\u00e3o estar longe da verdade ao supor que ter\u00e1 sido facultado ao meu av\u00f4, Ant\u00f3nio Christo, que ter\u00e1 tido necessidade de o consultar e, coisas de tempos h\u00e1 muito idos, ter-lho-\u00e3o disponibilizado para consulta em sua casa, dada a sua debilidade f\u00edsica e doen\u00e7a prolongada. Com a sua morte prematura, ter\u00e1 ficado no arcaz. Existem ao longo do manuscrito alguns sublinhados, a l\u00e1pis, incidindo sobre topon\u00edmia, o que me leva a imaginar que seria uma, mais uma, das fontes que o ac\u00e9rrimo aveirense que foi o nosso av\u00f4 usou para os seus m\u00faltiplos trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o, muitos deles felizmente levados ao prelo.<\/p>\n<p><strong>Como descreve o livro e qual o seu valor hist\u00f3rico?<\/strong><br \/>\nO \u201cLivro dos baptizados da igreja matris de Sam Miguel de Aveiro\u201d, 1594-1616, chama logo a aten\u00e7\u00e3o uma vez que est\u00e1 encadernado, como era habitual, atrav\u00e9s da \u201creciclagem\u201d de uma folha de pergaminho pertencente a um livro de cantoch\u00e3o, tendo mais de 220 f\u00f3lios em papel. Constitu\u00eda um hiato no conjunto de livros de batizados da antiga matriz aveirense que assim fica mais completo. Este exemplar, apesar do seu historial, apresenta-se em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o podendo ser lido da primeira \u00e0 \u00faltima folha. Atrav\u00e9s dele podemos conhecer, no per\u00edodo que abrange, quem foi batizado intra muros, na zona muralhada, fornecendo indicadores de natalidade de grande import\u00e2ncia em plena monarquia dual, sob o dom\u00ednio dos \u00c1ustrias. Para al\u00e9m disso, e de referir os pais e padrinhos dos batizados, n\u00e3o se extingue nestes elementos ou na sua grande valia para os genealogistas, fornece-nos ainda e em muitos casos as profiss\u00f5es que exerciam (dos ourives aos medidores, pintores, oleiros, etc.) e as ruas ou lugares em que viviam, permitindo-nos assim desenhar com mais rigor a ent\u00e3o vila de Aveiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Queir\u00f3s de Oliveira Rebocho Cristo entregou no dia 19 de maio ao Arquivo Distrital de Aveiro o \u201cLivro de batismos da par\u00f3quia de S\u00e3o Miguel\u201d. 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