{"id":26017,"date":"2015-07-09T16:38:00","date_gmt":"2015-07-09T16:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26017"},"modified":"2015-07-09T16:38:00","modified_gmt":"2015-07-09T16:38:00","slug":"dois-novos-padres-para-a-igreja-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dois-novos-padres-para-a-igreja-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Dois novos padres para a Igreja de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p><strong>D. Ant\u00f3nio Moiteiro preside no pr\u00f3ximo domingo, 12 de julho, pelas 16h, na S\u00e9 de Aveiro, \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Santos e Pedro Barros. O Correio do Vouga pediu aos dois jovens, a poucos dias de receberem o sacramento da Ordem, que partilhassem sobre o trabalho nas comunidades paroquiais e a identidade presbiteral que v\u00e3o assumir.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26018\" aria-describedby=\"caption-attachment-26018\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/padres.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26018\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/padres.jpg\" alt=\"Pedro Barros, Jo\u00e3o Santos e D. 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Preside \u00e0 Missa Nova no dia 13 de julho, \u00e0s 19h, na Gafanha da Nazar\u00e9, e no dia 19, \u00e0s 16h, na Igreja de Canedo.<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1cono nas par\u00f3quias <\/strong><strong>da Gafanha da Nazar\u00e9, <\/strong><strong>Encarna\u00e7\u00e3o e Carmo<\/strong><br \/>\nEste foi o meu primeiro ano fora do ambiente do semin\u00e1rio e por isso marca uma transi\u00e7\u00e3o no ritmo de vida, nomeadamente pelo esfor\u00e7o de me integrar em comunidades com ritmo de pastoral bem distintos do que vivemos no semin\u00e1rio. Se por um lado, a forma\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio ajuda sustentar o ritmo da ora\u00e7\u00e3o e fornece crit\u00e9rios teol\u00f3gicos para o discernimento, a integra\u00e7\u00e3o em par\u00f3quias exige de n\u00f3s um cuidado extra no que toca a organiza\u00e7\u00e3o. Compreendi que a agenda \u00e9 um instrumento pastoral bastante importante, desde que bem usado, para evitar exageros.<br \/>\nNas par\u00f3quias, deparamo-nos com a experi\u00eancia crist\u00e3 no decurso dos dias. Muitas vezes me lembrei das palavras da Carta a Diogneto: \u201cOs crist\u00e3os vivem no mundo, mas n\u00e3o s\u00e3o do mundo\u201d. Aspeto mais marcante do meu ano foram as \u00e1reas que me estiveram mais atribu\u00eddas, que passaram pela visita aos doentes do Centro Social Paroquial, onde nos deparamos com o limite da condi\u00e7\u00e3o humana, onde tocamos a dor e o sofrimento, mas em que muitas vezes vi a for\u00e7a da esperan\u00e7a crist\u00e3, capaz de ver mais longe. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o ver aquelas pessoas e n\u00e3o nos colocarmos no lugar delas, apesar de \u00e0s vezes os nossos ritmos serem apressados. Outro dos meus trabalhos foi procurar acompanhar os grupos corais. Visitei os grupos, ainda que n\u00e3o tenha conseguido acompanhar todos como gostaria; mas acredito, que o cuidado da liturgia, como escola da f\u00e9, seja uma das \u00e1reas que interiormente me ocupam, algo que tamb\u00e9m se notou com o esfor\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o com os ac\u00f3litos. Outra das \u00e1reas a que me dediquei foi a visita aos grupos de catequese. Vi muitas formas de ser catequista; de facto, o cuidado com o an\u00fancio da Palavra de Deus foi para mim fator de discernimento. Acredito que muito do que ser\u00e1 a Igreja passa pela revitaliza\u00e7\u00e3o da catequese, com especial cuidado da inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e a consci\u00eancia de que cada vida \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o. A par desta miss\u00e3o esteve o acompanhamento dos escuteiros da Gafanha da Nazar\u00e9 e do Carmo, tendo eu ficado vinculado a este \u00faltimo agrupamento. O escutismo \u00e9 uma escola de car\u00e1cter e de educa\u00e7\u00e3o integral do jovem; o facto de o assistente (ou de o adjunto do assistente, como no meu caso) estar presente \u00e9 marcante para o desenvolvimento espiritual, pois este \u00e9 o eixo central da pessoa humana.<br \/>\n<strong>Ser padre<\/strong><br \/>\nOs documentos do Conc\u00edlio Vaticano II \u2013 \u201cOptatem totius\u201d e \u201cPresbyterorum ordinis\u201d \u2013 assim como a \u201cPastores dabo vobis\u201d, centraram o perfil do padre na caridade pastoral, na entrega de si ao servi\u00e7o do Povo de Deus, \u00e0 imagem de Cristo bom pastor. Como padres acompanhamos as pessoas nas suas mais ordin\u00e1rias facetas da vida, mas tamb\u00e9m nos momentos mais especiais da Sua vida, sejam de maior alegria, como o batismo de uma crian\u00e7a ou um casamento, seja no termo da sua vida na terra, na morte. No meio disto, acredito que o caminho de Jesus Cristo se constitui como o pleno caminho de resposta que a pessoa humana se pode entregar. Como padre, tenho a miss\u00e3o de ser testemunha e anunciador deste sentido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Pedro Barros<br \/>\nNatural de Santa Joana, 29 anos, presidir\u00e1 \u00e0 Missa Nova no dia 19 de julho, \u00e0s 16h, na Igreja de Santa Joana<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1cono na par\u00f3quia de Aradas<\/strong><br \/>\nNa par\u00f3quia de S. Pedro de Aradas, neste \u00faltimo ano, tem sido um ano para estar, conhecer e aprofundar, sofrer e crescer.<br \/>\nEstar, porque sinto que isso \u00e9 fundamental numa comunidade na qual fui indicado para servir. Depois, foi sempre uma palavra que me foi sendo lan\u00e7ada em tempos de semin\u00e1rio, naquilo que a comunidade espera de mim. Procurei estar nos momentos importantes e menos importantes, procurando, juntamente com o p\u00e1roco, servir o que melhor podia na medida das minhas capacidades e nas pequenas \u201cmiss\u00f5es\u201d que me foram desafiando na comunidade.<br \/>\nConhecer e aprofundar, porque continua sempre a ser nova a realidade da comunidade, no sentido de que h\u00e1 tanto para aprender, para conhecer, porque isso depende da forma como escutamos. Tem sido uma aprendizagem o escutar, entre tantas pessoas e fam\u00edlias, crian\u00e7as e jovens, com hist\u00f3rias t\u00e3o diferentes, mas que nas suas vidas, t\u00eam marcas que n\u00e3o me deixam indiferente.<br \/>\nSenti isso, especialmente, pela forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de adultos (onde alguns se preparavam para o Sacramento do Crisma), em que as pessoas buscam sentido para a sua vida, procurando abrir-se, serem compreendidas, escutadas, e acima de tudo, precisam de algu\u00e9m que lhes aponte \u201cque \u00e9 poss\u00edvel Amar Jesus e decidir-se por Ele\u201d e de onde vem este \u201cAmor\u201d. \u00c9 urgente, para mim, que descubram na Igreja um rosto maternal, no pastor um rosto de miseric\u00f3rdia, no crist\u00e3o um rosto de caridade.<br \/>\nCreio que muitas vezes fui ingrato perante tanto amor que as pessoas me d\u00e3o, em gestos simples, e sinto a urg\u00eancia de lhes dar a conhecer esse \u201cAmor encarnado\u201d, que completa a vida de cada um, que \u00e9 uma vida de eterna felicidade.<br \/>\nUm outro espa\u00e7o em que fui vivendo paroquialmente, foi no acompanhamento dos adolescentes e dos jovens. Os jovens andam sedentos de testemunhos de felicidade. A par\u00f3quia deve expressar isso, a diocese deve viver isso. Nesse sentido, na comunidade paroquial, procurou-se abrir portas e mentalidades: levar os jovens a sair da par\u00f3quia, para saborearem a vida diocesana e arciprestal, nas diferentes atividades que foram acontecendo ao longo do ano. Isto passa pelo cativar, mas com sentido, com e por Cristo.<br \/>\nAinda colaborei na catequese da adolesc\u00eancia, acompanhando o 8.\u00ba ano de catequese com a catequista Teresa Ribeiro; assim como os ac\u00f3litos. Fui auxiliando ainda no lugar da Quinta do Picado, na Eucaristia das 9h00, o coro desse lugar. Entre outras coisas que fui fazendo\u2026 mas mais de car\u00e1cter organizativo da par\u00f3quia\u2026. O que n\u00e3o tive enquanto di\u00e1cono foram casamentos, batismos\u2026 mas tive alguns funerais.<br \/>\n<strong>Ser padre<\/strong><br \/>\nPara mim, a identidade presbiteral, consiste naquilo que S. Jo\u00e3o Maria Vianney dizia: \u201cO sacerd\u00f3cio \u00e9 o amor do cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d; e que refor\u00e7ava: \u201cTudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus.\u201d<br \/>\nLogo, isto \u00e9 para mim o centro da vida de um presb\u00edtero: o amor a Jesus Cristo, sempre; o servi\u00e7o\/miss\u00e3o de pastor centrado n\u2019Aquele que o seduziu \u2013 Deus. E claro, ser presb\u00edtero \u00e9 para mim \u201cdar a vida\u201d, \u201c\u00e9 dar-se sem medos, mas confiado no Senhor\u201d para que outros O conhe\u00e7am e saibam que n\u2019Ele ser\u00e3o felizes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Moiteiro preside no pr\u00f3ximo domingo, 12 de julho, pelas 16h, na S\u00e9 de Aveiro, \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Santos e Pedro Barros. 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