{"id":26032,"date":"2015-07-15T14:32:36","date_gmt":"2015-07-15T14:32:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26032"},"modified":"2015-07-15T14:32:36","modified_gmt":"2015-07-15T14:32:36","slug":"quando-os-cristaos-acordaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quando-os-cristaos-acordaram\/","title":{"rendered":"Quando os crist\u00e3os acordaram"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_26033\" aria-describedby=\"caption-attachment-26033\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26033\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif.jpg\" alt=\"Crist\u00e3os na Avenida Louren\u00e7o Peixinho, caminhando para o Largo da S\u00e9\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif.jpg 700w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26033\" class=\"wp-caption-text\">Crist\u00e3os na Avenida Louren\u00e7o Peixinho, caminhando para o Largo da S\u00e9<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Primeira manifesta\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos foi h\u00e1 40 anos, em Aveiro, pela liberdade de imprensa, em apoio aos bispos, pela democracia.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cExistem crist\u00e3os em todas as diocese de Portugal. Oxal\u00e1 que o exemplo de Aveiro desperte os crist\u00e3os do Minho ao Algarve e que se apresentem assim em massa, a apoiar os seus bispos. Que os crist\u00e3os, se porventura t\u00eam vivido adormecidos, acordem finalmente. Acordem! Acordem!\u201d<br \/>\nCom estas palavras, a que se seguiu o Hino Nacional, D. Manuel de Almeida Trindade encerrou a manifesta\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os de 13 de julho de 1975, em pleno \u201cver\u00e3o quente\u201d. A manifesta\u00e7\u00e3o surgiu para apoiar os bispos contra a ocupa\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Renascen\u00e7a pelas for\u00e7as revolucion\u00e1rias, pela liberdade de imprensa, mas representou muito mais do que isso. Foi o in\u00edcio do levantamento do pa\u00eds contra a tentativa de usurpa\u00e7\u00e3o dos poderes pela esquerda n\u00e3o democr\u00e1tica, no chamado PREC, Processo Revolucion\u00e1rio em Curso.<br \/>\nNa organiza\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o esteve o P.e Jos\u00e9 Belinquete, que relatou ao Correio do Vouga que acedeu a organiz\u00e1-la depois de ter sido contactado pelos padres Jos\u00e9 Henriques (atual p\u00e1roco de Avanca) e Alfredo Rei (p\u00e1roco da Moita, Anadia, j\u00e1 falecido) e de ter consultado um grupo de padres e leigos, reunidos separadamente no Semin\u00e1rio de Aveiro, no dia 8 de julho de 1975. Ouvidos em primeiro lugar os leigos, uma senhora de Aveiro, Judite, foi a primeira defender a manifesta\u00e7\u00e3o em apoio dos bispos pela manuten\u00e7\u00e3o da Renascen\u00e7a como r\u00e1dio cat\u00f3lica. Perante tanto entusiasmo, os padres, falando a seguir, acabaram por concordar. Entre eles, o p\u00e1roco da Vera Cruz, P.e Manuel Fernandes, que n\u00e3o era adepto de uma a\u00e7\u00e3o nas vias p\u00fablicas. Isto passou-se numa ter\u00e7a-feira. A manifesta\u00e7\u00e3o seria no domingo seguinte. D. Manuel de Almeida Trindade foi informado, concordou, e, tendo de ir a Roma (era ent\u00e3o presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa e tinha de acompanhar as obras do Col\u00e9gio Portugu\u00eas), decidiu antecipar o regresso, de forma a estar em Aveiro no dia 13. Para despistar poss\u00edveis opositores \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o, chegou a Lisboa (de Roma) no dia 12 e partiu para Coimbra na manh\u00e3 da manifesta\u00e7\u00e3o, \u201conde teria mais facilidade de saber o que se estava a passar\u201d. Saiu de Coimbra depois do almo\u00e7o, no \u201cfoguete\u201d, e, meia hora depois estava em Aveiro, sendo recebido com palmas pela multid\u00e3o que o esperava na esta\u00e7\u00e3o da CP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26034\" aria-describedby=\"caption-attachment-26034\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26034\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif2.jpg\" alt=\"D. Manuel de Almeida Trindade; \u00e0 sua esquerda, Mons. An\u00edbal Ramos e, logo atr\u00e1s, Jos\u00e9 Naia\" width=\"400\" height=\"481\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif2.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/manif2-249x300.jpg 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26034\" class=\"wp-caption-text\">D. Manuel de Almeida Trindade;<br \/>\u00e0 sua esquerda, Mons. An\u00edbal Ramos e, logo atr\u00e1s, Jos\u00e9 Naia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na primeiras palavras que dirigiu \u00e0 multid\u00e3o, no largo da S\u00e9 \u2013 \u00e9 dif\u00edcil assegurar que estiveram 40 mil a 50 mil pessoas, como dizem, segundo o Correio do Vouga de 18 de julho de 1975, a \u201ctelevis\u00e3o alem\u00e3\u201d e a \u201ctelevis\u00e3o alem\u00e3\u201d, mas foi certamente a maior manifesta\u00e7\u00e3o j\u00e1 realizada em Aveiro \u2013, D. Manuel afirmou: \u201cEu sinto-me plenamente \u00e0 vontade, hoje, em Aveiro. E sinto-me plenamente \u00e0 vontade, em primeiro lugar, porque eu n\u00e3o promovi esta manifesta\u00e7\u00e3o. (\u2026) Estamos todos aqui por direito pr\u00f3prio, de cidad\u00e3os e de crist\u00e3os que sabem que t\u00eam o seu lugar nesta sociedade nova que \u00e9 preciso construir de novo\u201d.<br \/>\nApesar de algumas p\u00e1ginas j\u00e1 escritas na imprensa sobre a manifesta\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os de Aveiro, muito h\u00e1 a aprodundar, porque mesmo obras que se dedicam \u00e0 Igreja cat\u00f3lica e os in\u00edcios da vida democr\u00e1tica t\u00eam ignorado esta manifesta\u00e7\u00e3o exemplar que motivou muitas outras pelo pa\u00eds. Como nota final, refira-se que o P.e Belinquete, como contou ao Correio do Vouga, foi contactado por um padre bracarense que queria p\u00f4r todas as igrejas da arquidiocese a tocar a rebate. O sacerdote de Aveiro convenceu o colega de Braga a n\u00e3o o fazer. Contudo, a manifesta\u00e7\u00e3o bracarense n\u00e3o seria t\u00e3o pac\u00edfica como fora a de Aveiro.<br \/>\n<strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira manifesta\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos foi h\u00e1 40 anos, em Aveiro, pela liberdade de imprensa, em apoio aos bispos, pela democracia. &nbsp; \u201cExistem crist\u00e3os em todas as diocese de Portugal. Oxal\u00e1 que o exemplo de Aveiro desperte os crist\u00e3os do Minho ao Algarve e que se apresentem assim em massa, a apoiar os seus bispos. 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