{"id":2613,"date":"2010-09-08T10:07:00","date_gmt":"2010-09-08T10:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2613"},"modified":"2010-09-08T10:07:00","modified_gmt":"2010-09-08T10:07:00","slug":"gafanha-da-nazare-celebrou-centenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/gafanha-da-nazare-celebrou-centenario\/","title":{"rendered":"Gafanha da Nazar\u00e9 celebrou centen\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Restos mortais do principal impulsionador da cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia e freguesia, Prior Sardo, inauguraram jazigo da par\u00f3quia.<\/p>\n<p>\u201cCelebramos a hist\u00f3ria e o dinamismo de um povo que habitou esta terra e das areias soltas e movedi\u00e7as que o vento n\u00e3o deixava descansar fez o h\u00famus fecundo de um o\u00e1sis abra\u00e7ado pela ria e beijado pelo mar. E deste \u00ablen\u00e7ol de areia\u00bb, onde o \u00absol salgado\u00bb diariamente se espelha, nasceu o ber\u00e7o aben\u00e7oado de um povo que sabe associar a intelig\u00eancia, o trabalho e a tenacidade \u00e0 alegria de viver, \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 fortaleza que lhe vem de Deus\u201d. Estas palavras s\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Francisco, Bispo de Aveiro, na homilia da missa dos 100 anos da par\u00f3quia e freguesia da Gafanha da Nazar\u00e9, celebrada no dia 31 de Agosto, quando se completavam 100 anos sobre assinatura do decreto de erec\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia e freguesia, pelo Bispo de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina. Ainda faltavam 28 anos para ser restaurada a Diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>O dia principal celebra\u00e7\u00e3o dos 100 anos, al\u00e9m da Eucaristia muito participada pelos gafanhonazarenos, contando tamb\u00e9m com sacerdotes naturais da freguesia ou que a serviram, incluiu a traslada\u00e7\u00e3o sentida dos restos mortais do P.e Jo\u00e3o Ferreira Sardo (1873-1925), que foi o principal impulsionador da cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia, para o jazigo da par\u00f3quia. No cemit\u00e9rio da freguesia, o Bispo de Aveiro afirmou: \u201c[Com a traslada\u00e7\u00e3o] prestamos homenagem a todos os sacerdotes que serviram a par\u00f3quia ou que aqui nasceram. No Prior Sardo louvamos o Senhor por todos os nossos mortos. E que este olhar de esperan\u00e7a nos fortale\u00e7a na f\u00e9. Quem parte n\u00e3o vai s\u00f3. H\u00e1 sempre algo de n\u00f3s que parte. Mas connosco fica sempre algo de quem parte. P.e Jo\u00e3o Ferreira Sardo, em si agradecemos os milhares de pessoas que constru\u00edram a comunidade que somos e fizeram deste povo um povo aben\u00e7oado por Deus\u201d.<\/p>\n<p>Monumento de s\u00edmbolos e bolo gigante<\/p>\n<p>A comemora\u00e7\u00e3o ficou ainda marcada pela inaugura\u00e7\u00e3o de um monumento no exterior da igreja. A espiga, o peixe e a estrela em ferro fundido, conforme explicou o p\u00e1roco, P.e Francisco Melo, s\u00e3o s\u00edmbolos crist\u00e3os e da par\u00f3quia. A espiga remete para a terra de agricultores e colonizadores que \u00e9 a Gafanha da Nazar\u00e9 e para o P\u00e3o da Eucaristia; o peixe lembra a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 ria e ao mar ao mesmo tempo que \u00e9 um s\u00edmbolo secular dos crist\u00e3os, usado como identifica\u00e7\u00e3o principalmente no tempo das persegui\u00e7\u00f5es; a estrela \u00e9 um s\u00edmbolo de Maria, padroeira da Gafanha da Nazar\u00e9, a \u201cestrela do mar\u201d que guia para Jesus Cristo.<\/p>\n<p>O dia do centen\u00e1rio terminou com a m\u00fasica do P.e Ant\u00f3nio Maria Borges (sacerdote brasileiro e cantor, ligado ao movimento de Schoenstatt, que colaborou na par\u00f3quia) e com um grande bolo de anivers\u00e1rio oferecido pelas pastelarias locais e partilhado pelas centenas de pessoas que assistiram ao concerto e ao fogo-de-artif\u00edcio no Jardim chamado precisamente \u201c31 de Agosto\u201d.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Olhos no futuro<\/p>\n<p>Comunidade jovem, a Gafanha da Nazar\u00e9 tem pouca hist\u00f3ria \u2013 a sua \u00e1rea surgiu da ria e do mar nos \u00faltimos 300 anos \u2013 mas olha com confian\u00e7a para o futuro. No dia 31 de Agosto, aludiu-se sempre ao futuro. P.e Francisco Melo, p\u00e1roco, real\u00e7ou que \u201cfazer hist\u00f3ria \u00e9 caminhar para Deus\u201d. \u201cO futuro tem de continuar\u201d e isso que passa, sem d\u00favida, por \u201ccumprir o homem\u201d, \u201ctarefa de todos n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco real\u00e7ou que \u201cas grandes horas de mem\u00f3ria e de gratid\u00e3o s\u00e3o sempre vig\u00edlias de novos dias e an\u00fancio de novos caminhos\u201d. Noutro momento, afirmou: \u201cA li\u00e7\u00e3o de vida e o testemunho de f\u00e9 que do tempo e das pessoas recebemos animam-nos a caminhar com dinamismo novo para ir sempre mais al\u00e9m em projectos pastorais e iniciativas que nos renovem o cora\u00e7\u00e3o e nos mobilizem para a ac\u00e7\u00e3o em prol de uma sociedade livre, justa, solid\u00e1ria e fraterna\u201d.<\/p>\n<p>Ribau Esteves, presidente da C\u00e2mara Municipal de \u00cdlhavo, usando a palavra no final da Eucaristia, a convite do p\u00e1roco, lembrou um c\u00e2ntico lit\u00fargico acabado de cantar que dizia \u201cTu minhas m\u00e3os requisitas\u201d e frisou: \u201cTemos de responder positivamente ao desafio de fazer mais e melhores coisas pela nossa querida terra\u201d.<\/p>\n<p>Prior Sardo, fundador e \u201crei\u201d <\/p>\n<p>\u201cEm artigo publicado em \u00abO Ilhavense\u00bb, no dia 1 de Dezembro de 1958, o Padre Resende afirma que o Prior Sardo \u00abdava ordens e directrizes em que era obedecido sem restri\u00e7\u00f5es ou quaisquer objec\u00e7\u00f5es, criando por esta forma ambiente favor\u00e1vel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da freguesia, que ele desde h\u00e1 muito trazia em mente\u00bb. Noutro passo do seu artigo, garante que o Prior Sardo era considerado \u00abo rei daquelas terras\u00bb, sendo o primeiro a entender , \u00abdiante de Deus e dos homens, que devia interferir oportunamente com a sua autorizada ac\u00e7\u00e3o e eficaz campanha na independ\u00eancia desejada\u00bb. Assim, \u00abreconheceu a necessidade de ingressar nos segredos da pol\u00edtica dominante e agir dentro dela, como era costume, naqueles tempos, qualquer entidade que solicitasse uma merc\u00ea\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>Fernando Martins in \u201cGafanha da Nazar\u00e9, 100 anos de vida\u201d, p\u00e1g, 80-81.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Restos mortais do principal impulsionador da cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia e freguesia, Prior Sardo, inauguraram jazigo da par\u00f3quia. \u201cCelebramos a hist\u00f3ria e o dinamismo de um povo que habitou esta terra e das areias soltas e movedi\u00e7as que o vento n\u00e3o deixava descansar fez o h\u00famus fecundo de um o\u00e1sis abra\u00e7ado pela ria e beijado pelo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2613","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2613\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}