{"id":26140,"date":"2015-09-03T15:51:49","date_gmt":"2015-09-03T15:51:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26140"},"modified":"2015-09-03T15:54:17","modified_gmt":"2015-09-03T15:54:17","slug":"paroquia-portuguesa-de-mainz-quer-ser-mais-do-que-associacao-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/paroquia-portuguesa-de-mainz-quer-ser-mais-do-que-associacao-cultural\/","title":{"rendered":"Par\u00f3quia portuguesa de Mainz quer ser mais do que associa\u00e7\u00e3o cultural"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_26141\" aria-describedby=\"caption-attachment-26141\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/barnabe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26141\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/barnabe.jpg\" alt=\"P.e Rui Barnab\u00e9: \u201cA rela\u00e7\u00e3o com o clero alem\u00e3o \u00e9 \u00f3tima\u201d\" width=\"700\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/barnabe.jpg 700w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/barnabe-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26141\" class=\"wp-caption-text\">P.e Rui Barnab\u00e9: \u201cA rela\u00e7\u00e3o com o clero alem\u00e3o \u00e9 \u00f3tima\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De f\u00e9rias em Portugal, o P.e Rui Barnab\u00e9 partilhou com o Correio do Vouga sobre o seu trabalho na par\u00f3quia portuguesa de Mainz.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O P.e Rui Barnab\u00e9, da Diocese de Aveiro, est\u00e1 na Alemanha h\u00e1 cinco anos. \u00c9 p\u00e1roco de Mainz, que fica na Diocese de Mainz, mas \u00e9 uma par\u00f3quia especial. Ao contr\u00e1rio das outras, que s\u00e3o territoriais, a par\u00f3quia da Comunidade Cat\u00f3lica de L\u00edngua Portuguesa de Mainz \u00e9 pessoal. Integram-se nela cerca de 3900 portugueses que vivem numa faixa de 130 km de extens\u00e3o e 70 km de largura, \u00e0 volta da cidade de Mainz, tamb\u00e9m conhecida por Mog\u00fancia, a terra que deu ao mundo Gutenberg e a impressora.<br \/>\nO trabalho pastoral no seio da comunidade emigrante portuguesa tem bastantes diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao que se pode pensar sobre uma par\u00f3quia portuguesa t\u00edpica. A l\u00edngua \u00e9 a menor das dificuldades, porque \u00e9 o portugu\u00eas. O P.e Barnab\u00e9 adianta que a vida paroquial \u00e9 \u201cdemasiado marcada pela vertente cultural e etnogr\u00e1fica, o que ofusca a identidade e miss\u00e3o religiosa\u201d. O bar da par\u00f3quia vende cervejas portuguesas e frango de churrasco porque a dimens\u00e3o cultural e recreativa tem de existir, como reconhece o sacerdote, mas mesmo esta tem de ultrapassar algum aspeto \u201cmais saudosista\u201d. \u201cA par\u00f3quia deve dedicar-se \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 dinamiza\u00e7\u00e3o da viv\u00eancia crist\u00e3, em vez de funcionar quase somente como fator de identidade cultural\u201d, salienta.<\/p>\n<p><strong>Integra\u00e7\u00e3o dif\u00edcil na sociedade alem\u00e3<\/strong><br \/>\nAs pessoas da sua comunidade t\u00eam origem principalmente nas regi\u00f5es da Guarda e de Viseu. De Aveiro, s\u00e3o poucas as fam\u00edlias. De modo geral, o emigrante portugu\u00eas tem alguma dificuldade em integrar-se na sociedade alem\u00e3, o que levou a par\u00f3quia a criar um curso de alem\u00e3o para emigrantes portugueses.<br \/>\nNas missas do fim de semana participam cerca de 200 pessoas (numa par\u00f3quia com menos de quatro mil pessoas) \u2013 um n\u00famero que tem aumentado e que est\u00e1 acima da m\u00e9dia da assiduidade dominical na Alemanha.<\/p>\n<p><strong>Pastoral de projetos<\/strong><br \/>\nComo o P.e Barnab\u00e9 esteve \u00e0 frente pastoral juvenil da Diocese de Aveiro durante seis anos, \u00e9 inevit\u00e1vel falar dos jovens. As gera\u00e7\u00f5es mais novas, diz, \u201cest\u00e3o mais integradas, falam mais alem\u00e3o do que portugu\u00eas\u201d. \u201cPara os jovens, Portugal \u00e9 15 dias por ano. Ligam-se ao pa\u00eds dos pais pelos aspetos mais pitorescos\u201d, afirma P.e Rui Barnab\u00e9. \u201cNo entanto, n\u00e3o se integram nas par\u00f3quias alem\u00e3s\u201d, frisa. N\u00e3o existe, na Alemanha, nem na par\u00f3quia portuguesa, uma catequese sistem\u00e1tica ou os chamados \u201cgrupos de jovens\u201d. Por um lado, a forma\u00e7\u00e3o religiosa acontece nas escolas, na aula chamada precisamente \u201cReligi\u00e3o\u201d, uma disciplina diferente da EMRC (Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica). Alguns temas que em Portugal s\u00e3o de catequese, como o da \u201cAlian\u00e7a entre Deus e o Povo\u201d, s\u00e3o dados na escola, enquanto a EMRC (em Portugal) est\u00e1 muito mais preocupada com o di\u00e1logo entre f\u00e9 e cultura. Por outro lado, nas par\u00f3quias, a catequese e a pastoral juvenil funcionam s\u00f3 na prepara\u00e7\u00e3o imediata para os sacramentos. A primeira Comunh\u00e3o, pelos 9 anos, \u00e9 antecedida por apenas um ano (ou melhor, nove meses) de catequese. O mesmo acontece com o Crisma, recebido entre os 14 e os 16 anos. De resto, a pastoral juvenil, numa par\u00f3quia cat\u00f3lica alem\u00e3 t\u00edpica, funciona por projetos: o grupo de ac\u00f3litos, o grupo de escuteiros, o grupo de um projeto social, o grupo que leva a cabo um projeto mission\u00e1rio. Existe mesmo um tipo de agente de pastoral que \u00e9 o \u201canimador de projeto\u201d.<br \/>\nO P.e Barnab\u00e9 real\u00e7a, por outro lado, que sua a rela\u00e7\u00e3o com o clero alem\u00e3o \u201c\u00e9 \u00f3tima\u201d, agora que a barreira l\u00edngua foi ultrapassada. E porque o alem\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 dificuldade, os seus estudos de Teologia na Universidade de Mainz, nem sempre f\u00e1ceis de conciliar com a paroquialidade, v\u00e3o conhecendo progressos significativos (ver texto ao lado).<\/p>\n<p><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Diogo de Paiva de Andrade<\/h4>\n<p>O P.e Barnab\u00e9 estuda na Universidade de Mainz e est\u00e1 a preparar uma tese de doutoramento sobre Diogo Paiva de Brand\u00e3o, te\u00f3logo do s\u00e9c. XVI que nasceu em Coimbra (1528) e morreu em Lisboa (1575).<br \/>\nDiogo Paiva de Brand\u00e3o representou o rei portugu\u00eas no Conc\u00edlio de Trento. Foi um te\u00f3logo reputad\u00edssimo, defensor da autoridade papal, das orienta\u00e7\u00f5es emanadas de Trento e da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. No seu tempo, ficaram c\u00e9lebres as suas disputas com o te\u00f3logo luterano Martin Chemnitz, que era conhecido como \u201co segundo Martinho [Lutero]\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; De f\u00e9rias em Portugal, o P.e Rui Barnab\u00e9 partilhou com o Correio do Vouga sobre o seu trabalho na par\u00f3quia portuguesa de Mainz. &nbsp; O P.e Rui Barnab\u00e9, da Diocese de Aveiro, est\u00e1 na Alemanha h\u00e1 cinco anos. \u00c9 p\u00e1roco de Mainz, que fica na Diocese de Mainz, mas \u00e9 uma par\u00f3quia especial. 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