{"id":26178,"date":"2015-09-10T09:46:35","date_gmt":"2015-09-10T09:46:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26178"},"modified":"2015-09-10T09:46:35","modified_gmt":"2015-09-10T09:46:35","slug":"ecos-do-simposio-do-clero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ecos-do-simposio-do-clero\/","title":{"rendered":"Ecos do Simp\u00f3sio do Clero"},"content":{"rendered":"<p><strong>O PADRE, IRM\u00c3O E PASTOR<\/strong><\/p>\n<p><strong>O oitavo simp\u00f3sio do clero portugu\u00eas congregou em F\u00e1tima cerca de tr\u00eas centenas de padres, na semana passada. Refletiram sobre \u201cO padre, irm\u00e3o e Pastor\u201d. Num tempo em que, quando se fala de padres, quase sempre se fala por maus motivos, seja pelo baixo n\u00famero dos que aspiram ao sacerd\u00f3cio, pelo abandono do minist\u00e9rio ou at\u00e9 pelas acusa\u00e7\u00f5es de pedofilia, os padres portugueses refletiram sobre a sua identidade no que tem de mais universal, positivo, e intemporal: irm\u00e3o e Pastor. Por outro lado, a reflex\u00e3o sobre a identidade dos padres \u00e9 algo que diz respeito a todos os crist\u00e3os, pois o dom do sacerd\u00f3cio ministerial tem como destinat\u00e1rio o Povo de Deus. Nestas p\u00e1ginas, pedimos ao P.e Jo\u00e3o Alves que resumisse o simp\u00f3sio atrav\u00e9s de algumas palavras-chave e recolhemos a opini\u00e3o de alguns dos padres aveirenses que nele participaram. Publicamos ainda a entrevista que o jornal eletr\u00f3nico da Universidade de Aveiro (UAonline) fez aos dois mais recentes ordenados da Diocese de Aveiro, antigos alunos da academia aveirense.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Identidade<\/h5>\n<p>O padre \u00e9 chamado a ser pobre por op\u00e7\u00e3o porque s\u00f3 um pobre por op\u00e7\u00e3o pode entender o sentido da vida. O sentido profundo da identidade do padre \u00e9 a sua consci\u00eancia \u201ceu n\u00e3o sou para mim\u201d e a\u00ed nasce a disposi\u00e7\u00e3o de \u201cser para os outros\u201d. O padre define-se por n\u00e3o ter uma identidade pr\u00f3pria porque Jesus Cristo quer ser a sua vida toda.<br \/>\nO padre, mesmo sendo pastor, n\u00e3o deixa de ser ovelha, e isso deve fazer conhecer a sua humanidade e a sua vida enquanto irm\u00e3o crist\u00e3o de todos.<br \/>\nMiss\u00e3o<br \/>\nJesus escolheu para o seu minist\u00e9rio, em vez do Templo, as ruas e as pra\u00e7as e, muitas vezes, lugares de aus\u00eancia. O minist\u00e9rio do padre, \u00e0 imagem do Senhor, passa por assumir a cruz tamb\u00e9m dos que nos foram destinados.<br \/>\nH\u00e1 um magist\u00e9rio da Palavra e de Esperan\u00e7a que s\u00e3o urgentes hoje no servi\u00e7o pastoral. Esta miss\u00e3o hoje passa tamb\u00e9m pela configura\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio no di\u00e1logo com a literatura, a arte, o mundo da cultura e da ci\u00eancia.<br \/>\nOra\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u00c9 na ora\u00e7\u00e3o que o padre aprende a ser pastor e irm\u00e3o de todos. \u00c9 na ora\u00e7\u00e3o que toma a consci\u00eancia de uma ordena\u00e7\u00e3o sempre em ato e n\u00e3o apenas historicamente acontecida. No entanto, uma ora\u00e7\u00e3o que nos converta a um ajoelhar mais o cora\u00e7\u00e3o do que as pernas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Palavra de Deus<\/h5>\n<p>O padre deve viver o primado da Palavra de Deus e confiar-se \u00e0 sua escuta e ao seu servi\u00e7o. O minist\u00e9rio da Palavra \u00e9 uma verdadeira diaconia \u00e0s comunidades e \u00e0s pessoas. A catequese, a homilia, as prega\u00e7\u00f5es s\u00f3 fazem sentido se nascem de uma prega\u00e7\u00e3o aut\u00eantica que seja convincente e vital para o pr\u00f3prio padre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Sinodalidade<\/h5>\n<p>A sinodalidade \u00e9 inerente ao mist\u00e9rio da Igreja e \u00e9 a forma da Igreja porque \u00e9 a pr\u00e1tica eclesial da comunh\u00e3o. O padre \u00e9 convidado a viver na sua vida e na sua a\u00e7\u00e3o os estilo sinodal: trabalhar em conjunto e em comunh\u00e3o; a reciprocidade; a partilha da pobreza de cada um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Evangeliza\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>N\u00e3o pode haver melhor evangeliza\u00e7\u00e3o e melhor entusiasmo do que aquele que nasce de dentro, do cora\u00e7\u00e3o aut\u00eantico. O padre vive a envangeliza\u00e7\u00e3o enquanto partilha e testemunho da alegria da sua salva\u00e7\u00e3o e partilha da b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, estando presente na Gra\u00e7a dos in\u00edcios e do fim, anunciando a presen\u00e7a de Deus na vida do Seu Povo.<br \/>\n<strong>P.e Jo\u00e3o Alves<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P\u00e3o e pessoas<\/strong><\/p>\n<p>Destaco uma ideia do P.e Carlos Carneiro, jesu\u00edta, que penso concretizar bem este tempo de conv\u00edvio entre sacerdotes: \u201cO p\u00e3o bendito tem de ter o nome das pessoas que comigo o comungam\u201d. Deste elemento liga-se claramente Eucaristia e pastoral.<br \/>\n<strong>P.e Jo\u00e3o Santos, da equipa do Semin\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alegria<\/strong><\/p>\n<p>Para mim, o simp\u00f3sio foi um encontro entre colegas e de alegria por estarmos juntos, vindos das v\u00e1rias dioceses de Portugal. Destaco a partilha de experi\u00eancias vividas e refletidas entre todos: sentir-me irm\u00e3o entre irm\u00e3os no mesmo minist\u00e9rio e servi\u00e7o \u00e0 Igreja e ao Povo de Deus.<br \/>\n<strong>P.e Jorge Fragoso, Unidade Pastoral de \u00c1gueda<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas virtudes<\/strong><\/p>\n<p>De entre todas a interven\u00e7\u00f5es que ouvi, a que vi mais sublinhada e, por isso, me ficou mais gravada, foi a afirma\u00e7\u00e3o de que o padre, sendo um homem todo de Deus, necessita de ser um homem todo do Povo de Deus a quem serve. E registei tr\u00eas virtudes, para ser padre, irm\u00e3o e pastor: Ser criativo &#8211; criatividade como capacidade de ver, auscultar e responder \u00e0 realidade que se me apresenta, sobretudo sem deixar de contar par\u00e1bolas e hist\u00f3rias, ao jeito de Jesus; Ser imaginativo: imagina\u00e7\u00e3o como capacidade para olhar em frente, sobretudo quando se v\u00ea pouco futuro, para ver para l\u00e1 daquilo que se v\u00ea; Ser esperan\u00e7oso &#8211; \u201ca esperan\u00e7a tem que morar na casa paroquial\u201d, na bela express\u00e3o do P.e Carlos Carneiro, ainda ressoa aqui, serenamente, nos meus ouvidos.<br \/>\n<strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro, par\u00f3quia da Gl\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>B. dos M\u00e1rtires<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de encontro ou reencontro e conv\u00edvio entre colegas, real\u00e7o a qualidade de quase todas as confer\u00eancias. Tamb\u00e9m me fica o interesse em conhecer melhor Bartolomeu dos M\u00e1rtires, figura \u00edmpar da nossa Igreja como exemplo a seguir no estilo de ser pastor.<br \/>\nP.e Jos\u00e9 Carlos Pereira, Unidade Pastoral de \u00c1gueda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PADRE, IRM\u00c3O E PASTOR O oitavo simp\u00f3sio do clero portugu\u00eas congregou em F\u00e1tima cerca de tr\u00eas centenas de padres, na semana passada. Refletiram sobre \u201cO padre, irm\u00e3o e Pastor\u201d. 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