{"id":2619,"date":"2010-09-29T09:17:00","date_gmt":"2010-09-29T09:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2619"},"modified":"2010-09-29T09:17:00","modified_gmt":"2010-09-29T09:17:00","slug":"a-fecundidade-do-exemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-fecundidade-do-exemplo\/","title":{"rendered":"A fecundidade do exemplo"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Num pa\u00eds mu\u00e7ulmano havia numa determinada regi\u00e3o uma comunidade cat\u00f3lica. Tinham o seu templo e o seu p\u00e1roco. Ora este reparou que todos os Domingos \u00e0 hora da Missa dominical chegava um carro de luxo conduzido por um motorista e que levava um senhor de muito boa apresenta\u00e7\u00e3o. Terminada a celebra\u00e7\u00e3o o dito senhor retirava-se com o seu motorista e o p\u00e1roco ficava intrigado pois n\u00e3o sabia quem era. <\/p>\n<p>Um dia, finda a cerim\u00f3nia, o senhor foi ter com o p\u00e1roco pedindo-lhe para ser admitido na comunidade cat\u00f3lica: queria fazer tudo o que fosse necess\u00e1rio para receber o Baptismo. <\/p>\n<p>O p\u00e1roco surpreendido e intrigado quis saber o que o levou a tomar tal resolu\u00e7\u00e3o e perguntou-lhe: \u201cFoi algo que eu disse nas minhas pr\u00e1ticas que o demoveu?\u201d A sua pergunta tinha em vista aproveitar a situa\u00e7\u00e3o para assim poder proceder com outros mu\u00e7ulmanos em vista \u00e0 sua convers\u00e3o. <\/p>\n<p>O senhor mostrou-se um pouco hesitante na resposta, mas depois acabou por dizer: \u201cO que me leva a tomar esta atitude \u00e9 o facto de o meu motorista ser crist\u00e3o e eu ver o modo de vida que ele leva\u201d. Estava desvendado o mist\u00e9rio \u2013 a coer\u00eancia de vida crist\u00e3 do motorista tinha tocado o cora\u00e7\u00e3o do patr\u00e3o. <\/p>\n<p>Isto mostra a fecundidade do exemplo \u2013 vale mais um bom exemplo do que um milh\u00e3o de serm\u00f5es ou conselhos. Estamos no come\u00e7o de um ano lectivo e portanto a Fam\u00edlia est\u00e1 sempre a ser invocada, por ser parceiro n\u00famero um no sucesso da educa\u00e7\u00e3o. E como vimos esse sucesso deriva do bom exemplo.<\/p>\n<p> N\u00e3o basta mandar os filhos \u00e0 Missa ao domingo, se os pais ficam na cama e n\u00e3o v\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 frutos aconselhar os filhos a rezar, se eles nunca v\u00eaem os pais rezar. N\u00e3o resulta aconselhar os filhos a n\u00e3o ver certos filmes ou ler certos livros, se eles sabem que os pais os v\u00eaem e os l\u00eaem. N\u00e3o adianta inculcar veracidade nos filhos, se os pais s\u00e3o os primeiros a dizer aos filhos, face a um telefonema inoportuno: \u201cDiz que eu n\u00e3o estou\u201d. N\u00e3o basta aconselhar sobriedade, se os pais s\u00e3o esbanjadores, mesmo que seja em proveito dos filhos. <\/p>\n<p>As palavras costumam entrar nos jovens a 10 \u00e0 hora por um ouvido, para sair a 100 \u00e0 hora pelo outro. O exemplo, esse cala fundo, e mesmo que o filho transgrida sente que est\u00e1 a atrai\u00e7oar os pais, que n\u00e3o fazem o mal que ele est\u00e1 a fazer. <\/p>\n<p>Normalmente n\u00e3o devemos agir \u00abpara dar bom exemplo\u00bb &#8211; \u00e9 algo que sai for\u00e7ado com falta de naturalidade. O bom exemplo deve estar subjacente a uma conduta impoluta. Ent\u00e3o podemos dizer com verdade: \u201cOlha para o que eu digo e para o que eu fa\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-2619","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2619\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}