{"id":26230,"date":"2015-10-01T15:35:36","date_gmt":"2015-10-01T15:35:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26230"},"modified":"2015-10-01T15:35:36","modified_gmt":"2015-10-01T15:35:36","slug":"a-obrigacao-e-o-dever-de-votar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-obrigacao-e-o-dever-de-votar\/","title":{"rendered":"A obriga\u00e7\u00e3o e o dever de votar"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24931\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" alt=\"FLAUSINO SILVA Empres\u00e1rio\" width=\"234\" height=\"237\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/>Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es para deputados \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica realizam-se no pr\u00f3ximo domingo, como todos os portugueses saber\u00e3o.<br \/>\nO voto \u00e9 a forma de participa\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia nas escolhas pol\u00edticas consagradas nos regimes democr\u00e1ticos. Quanto maior for o n\u00famero dos que exercerem o direito de voto, mais representativo ser\u00e1 o resultado das elei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEm Portugal, ao contr\u00e1rio do que sucede em outros pa\u00edses, o voto n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio, pelo que o ato de votar \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o pessoal e livre de cada cidad\u00e3o. Sendo um direito c\u00edvico da m\u00e1xima import\u00e2ncia, o seu exerc\u00edcio constitui um dever e uma obriga\u00e7\u00e3o de cidadania.<br \/>\n\u00c9 pela participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es pol\u00edticas que exercemos os nossos direitos e cumprimos os deveres de cidad\u00e3os. Participar com responsabilidade exige conhecimento das realidades, discernimento face \u00e0s alternativas e clarivid\u00eancia, para fazer uma op\u00e7\u00e3o consciente e esclarecida.<br \/>\nMau grado o excesso de ru\u00eddo e de confus\u00e3o reinantes na apresenta\u00e7\u00e3o das m\u00faltiplas propostas partid\u00e1rias, \u00e9 sempre poss\u00edvel e nossa obriga\u00e7\u00e3o orientarmo-nos, na escolha, por princ\u00edpios e valores que garantam as melhores solu\u00e7\u00f5es governativas para o pa\u00eds.<br \/>\nRealizando os crist\u00e3os leigos a sua voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o no mundo, pela sua interven\u00e7\u00e3o no quotidiano da hist\u00f3ria, compete-lhes agir para que as escolhas pol\u00edticas recaiam sobre quem der mais garantias de melhor vir a interpretar e realizar os leg\u00edtimos anseios e esperan\u00e7as do povo.<br \/>\nSendo inalien\u00e1vel esta responsabilidade dos crist\u00e3os leigos, \u00e9 seu primordial papel, como cidad\u00e3os, colaborar na forma\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias para uma participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e c\u00edvica esclarecidas, norteadas pela procura de solu\u00e7\u00f5es que privilegiem o maior bem comum.<br \/>\nAs elei\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo domingo ocorrem num quadro de muitas incertezas e riscos para o futuro dos portugueses e em clima pol\u00edtico muito tenso derivado das condi\u00e7\u00f5es que marcaram os \u00faltimos quatro anos.<br \/>\nO clima de crispa\u00e7\u00e3o e a oferta de m\u00faltiplas alternativas dificulta uma escolha serena e esclarecida. Respons\u00e1veis e conscientes devemos nortear-nos por princ\u00edpios e valores \u00e9ticos, morais e sociais, excluindo os extremos e os excessos, as quimeras e as pretens\u00f5es irrealiz\u00e1veis, mesmo que socialmente atractivas.<br \/>\nO caminho da governa\u00e7\u00e3o, no quadro actual das in\u00fameras incertezas e dificuldades internas e externas, \u00e9 muito estreito e cheio de escolhos e as solu\u00e7\u00f5es alternativas muito escassas.<br \/>\nO pa\u00eds n\u00e3o tem margem para experimentalismos e excessos, exigindo uma governa\u00e7\u00e3o rigorosa e parcimoniosa, sem aventureirismos despesistas, para se manter o equil\u00edbrio entre o que se produz e o que consome.<br \/>\nNestas condi\u00e7\u00f5es, a op\u00e7\u00e3o de voto e a escolha dos portugueses tem ainda de ser mais prudente e cautelosa, exigindo um maior esfor\u00e7o individual e colectivo de discernimento, bom senso e acerto na decis\u00e3o a tomar.<br \/>\nMas que ningu\u00e9m fique em casa sem ir votar. N\u00e3o deixemos que os nossos familiares, vizinhos e amigos embarquem na onda do \u201cpara qu\u00ea votar se s\u00e3o todos iguais\u201d, usada para dissuadir os cidad\u00e3os que, na sua maioria, t\u00eam no voto a sua \u00fanica forma de afirmar a sua cidadania.<br \/>\nQuem n\u00e3o exercer este direito fundamental est\u00e1 a virar as costas futuro. N\u00e3o votando perde toda a legitimidade para contestar a escolha e reclamar das decis\u00f5es que vierem a ser tomadas. Quem n\u00e3o vota, exclui-se n\u00e3o participando da escolha!<br \/>\nUm crist\u00e3o, por s\u00ea-lo, deve a si mesmo a responsabilidade e a obriga\u00e7\u00e3o de exercer este direito e de ser exemplo de cidadania na sua escolha consciente e livre!<br \/>\nVotemos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As elei\u00e7\u00f5es para deputados \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica realizam-se no pr\u00f3ximo domingo, como todos os portugueses saber\u00e3o. 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