{"id":26323,"date":"2015-10-23T14:18:55","date_gmt":"2015-10-23T14:18:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26323"},"modified":"2015-10-23T14:18:55","modified_gmt":"2015-10-23T14:18:55","slug":"pobreza-um-bom-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pobreza-um-bom-negocio\/","title":{"rendered":"Pobreza, um bom neg\u00f3cio?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24487\" aria-describedby=\"caption-attachment-24487\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24487 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1-150x150.jpg\" alt=\"M. Oliveira de Sousa Professor\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24487\" class=\"wp-caption-text\">M. Oliveira de Sousa<br \/> Professor<\/figcaption><\/figure>\n<p>Porque passou esta semana o Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza.<br \/>\nCelebrou-se a 17 de outubro. A data foi comemorada oficialmente pela primeira vez em 1992, com o objetivo de alertar a popula\u00e7\u00e3o para a necessidade de defender um direito b\u00e1sico do ser humano.<br \/>\nA erradica\u00e7\u00e3o da pobreza e da fome \u00e9 um dos oito objetivos de desenvolvimento do mil\u00e9nio, definidos no ano de 2000 por 193 pa\u00edses membros das Na\u00e7\u00f5es Unidas e v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<br \/>\nA pobreza no mundo, segundo dados revelados pela UNESCO, aponta que 842 milh\u00f5es de pessoas continuaram a sofrer de fome cr\u00f3nica entre 2011 e 2013.<br \/>\nContudo, a pobreza est\u00e1 a diminuir a uma taxa sem precedentes. Em 1990, 43% da popula\u00e7\u00e3o mundial vivia em pobreza extrema, com menos de 1,25 d\u00f3lares por dia. Este n\u00famero reduziu para 21%, mas h\u00e1 ainda muito trabalho pela frente, especialmente no continente africano.<br \/>\nPor sua vez, em Portugal o n\u00famero de pobres e de pessoas que passam fome tem vindo a aumentar, em resultado da crise.<br \/>\nSegundo dados revelados pela Rede Europeia Anti-Pobreza, 18% dos portugueses s\u00e3o pobres. De acordo com esta organiza\u00e7\u00e3o, o n\u00famero europeu que serve de refer\u00eancia para definir a pobreza equivale a um vencimento m\u00ednimo mensal de 406 euros.<br \/>\nPortugal surge na 141.\u00aa posi\u00e7\u00e3o do top dos pa\u00edses mais pobres do mundo, com um PIB (PPC) per capita de 23,185 d\u00f3lares.<br \/>\nAs institui\u00e7\u00f5es de apoio e caridade social \u2013 n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios pruridos sem\u00e2nticos o que vale mais entre caridade e solidariedade, trataremos disso no pr\u00f3ximo Correio do Vouga &#8211; t\u00eam registado um aumento significativo do n\u00famero de pedidos de apoio por parte das fam\u00edlias portuguesas.<br \/>\nE voltando ao t\u00edtulo, ser\u00e1 um bom neg\u00f3cio?<br \/>\nA Funda\u00e7\u00e3o Lusit\u00e2nia defende, tendo vindo a trabalhar nesse sentido, sob o princ\u00edpio que a economia \u00e9 uma ci\u00eancia social, tendo havido uma evolu\u00e7\u00e3o anormalmente do ponto de vista t\u00e9cnico e cient\u00edfico, mas com s\u00e9rios retrocessos sociais e humanos. As pessoas s\u00e3o parte da solu\u00e7\u00e3o para os problemas econ\u00f3micos e deveriam ter as ferramentas para serem autossuficientes. E prop\u00f4s \u00e1reas (Zonas Especiais de Economia Social de Mercado) com autonomia fiscal, administrativa e jur\u00eddica, que garantam um ambiente seguro para o in\u00edcio de um processo produtivo sustentado, em que o ser humano seria o centro. No fundo, zonas protegidas, com uma cultura pr\u00f3pria, onde as infraestruturas j\u00e1 existentes s\u00e3o aproveitadas, de forma a tornar os locais intervencionados autossuficientes e at\u00e9 exportadores de recursos, acabando com a subsidiodepend\u00eancia. Se sem crescimento econ\u00f3mico n\u00e3o h\u00e1 progresso, uma ZEESM s\u00f3 \u00e9 autossustent\u00e1vel se for rent\u00e1vel, criar riqueza \u00e9 mais importante do que fazer dinheiro. A ideia de que todos os ricos s\u00e3o os respons\u00e1veis pela pobreza e que para combater a pobreza \u00e9 preciso combater a riqueza \u00e9 algo profundamente errado. As ZEESM prop\u00f5em formas mais eficazes e mais rent\u00e1veis de continuar a criar riqueza, abrindo novos mercados, isto \u00e9, a partir do fator social, se combatermos a pobreza de forma adequada, vai-se criar mais riqueza. Portanto, um bom neg\u00f3cio.<br \/>\nRefletindo sobre a origem da express\u00e3o (nega\u00e7\u00e3o do \u00f3cio), porque n\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque passou esta semana o Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza. Celebrou-se a 17 de outubro. A data foi comemorada oficialmente pela primeira vez em 1992, com o objetivo de alertar a popula\u00e7\u00e3o para a necessidade de defender um direito b\u00e1sico do ser humano. 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