{"id":26468,"date":"2015-11-26T12:10:30","date_gmt":"2015-11-26T12:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26468"},"modified":"2015-11-26T12:10:30","modified_gmt":"2015-11-26T12:10:30","slug":"livro-revela-antiguidade-da-capela-de-s-goncalo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/livro-revela-antiguidade-da-capela-de-s-goncalo\/","title":{"rendered":"Livro revela antiguidade da Capela de S. Gon\u00e7alo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_26469\" aria-describedby=\"caption-attachment-26469\" style=\"width: 740px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/capela.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26469\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/capela.jpg\" alt=\"Apesar desta l\u00e1pide de 1712 e da data de 1714 por cima da porta principal, Amaro Neves sustenta que o templo \u00e9 do s\u00e9c. XVI\" width=\"740\" height=\"987\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/capela.jpg 740w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/capela-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26469\" class=\"wp-caption-text\">Apesar desta l\u00e1pide de 1712 e da data de 1714 por cima da porta principal, Amaro Neves sustenta que o templo \u00e9 do s\u00e9c. XVI<\/figcaption><\/figure>\n<p>A capela aveirense de S. Gon\u00e7alo \u00e9 origin\u00e1ria da segunda metade do s\u00e9culo XVI e, nos seus primeiros tempos, serviu de igreja matriz da ent\u00e3o rec\u00e9m-criada par\u00f3quia de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsta \u00e9 a principal conclus\u00e3o do livro \u201cS. Gon\u00e7alo em Aveiro. Ermida. Igreja Paroquial. Capela\u201d, da autoria do historiador aveirense Amaro Neves e editado pela ADERAV, recentemente apresentado pelo autor e por Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Rebocho Christo, diretor do Museu de Aveiro.<br \/>\nAmaro Neves aponta o prov\u00e1vel in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da capela de S. Gon\u00e7alo para o per\u00edodo de 1550-1560, citando um documento que refere um poss\u00edvel enterramento naquele templo, ocorrido em julho de 1562, pelo que a capela j\u00e1 deveria estar conclu\u00edda ou em fase final das obras.<br \/>\nA par desses dados documentais, o autor real\u00e7a tamb\u00e9m que o estilo arquitet\u00f3nico era o usual em meados do s\u00e9culo XVI, mesmo que sejam not\u00f3rias altera\u00e7\u00f5es de \u00e9pocas posteriores, dando como exemplo algumas capelas quinhentistas, existentes em diversas partes do pa\u00eds, que apresentam carater\u00edsticas similares com aquele templo aveirense.<br \/>\nPor tudo isso, Amaro Neves considera que a data de 1714, gravada por cima da porta \u00e9 referente a eventuais obras de conserva\u00e7\u00e3o e nunca \u00e0 sua conclus\u00e3o original, o mesmo se passando com a l\u00e1pide, datada de 1712, que assinala a morte de um oper\u00e1rio nas obras da capela. O autor refuta ainda a ideia, defendida por alguns historiadores, de que a atual capela tenha sido constru\u00edda, nos in\u00edcios do s\u00e9culo XVIII, sobre as ru\u00ednas de um templo mais antigo, o mesmo acontecendo com a hip\u00f3tese da igreja de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o ter sido erguida sobre as ru\u00ednas de um antigo templo dedicado a S. Gon\u00e7alo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Igreja paroquial durante\u00a0quase meio s\u00e9culo<\/strong><br \/>\nQuando em 1572 o Bispo de Coimbra dividiu a par\u00f3quia de S. Miguel, de Aveiro, em quatro par\u00f3quias, entre as quais a de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea daquela nova par\u00f3quia n\u00e3o havia ainda igreja matriz, pelo que a capela de S. Gon\u00e7alo, o templo com maior dignidade entre os poucos que nessa altura existiam na nova par\u00f3quia, teria sido escolhida para servir de igreja matriz enquanto decorresse o processo de constru\u00e7\u00e3o da futura igreja de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nApesar de Rangel de Quadros apontar o ano de 1615 como o da mudan\u00e7a da sede paroquial para a nova igreja, Amaro Neves sublinha que o novo templo ainda continuava em obras no ano seguinte. No entanto, o autor esclarece que a sacristia da nova igreja s\u00f3 ficou conclu\u00edda no ano de 1626.<br \/>\nOutro dado revelador da capela de S. Gon\u00e7alo ter servido de igreja paroquial \u00e9, no dizer do autor, o povo passar a designar a nova igreja paroquial por S. Gon\u00e7alo em vez de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, passando a capela a ser referenciada por S. Gon\u00e7alinho. Ainda no s\u00e9culo XX essas designa\u00e7\u00f5es eram usualmente populares, inclu\u00eddo por pessoas residentes na \u00e1rea da Gafanha.<br \/>\nCom a abertura ao culto da nova igreja paroquial de Nossa Senhora de Apresenta\u00e7\u00e3o por volta de 1616, Amaro Neves revela que a capela de S. Gon\u00e7alo manteve-se aberta ao culto, de uma forma regular, por mais alguns anos, uma vez que passou a servir como \u201cigreja conventual\u201d aos frades carmelitas instalados a partir de 1613, numa casa nas vizinhan\u00e7as da capela, pertencente a Gil Homem, onde se mantiveram at\u00e9 1618, ano em que se mudaram para o palacete de D. Brites de Lara, ent\u00e3o acabado de construir, e que ap\u00f3s a sa\u00edda dos frades para o novo convento do Carmo, acolheu as freiras carmelitas, palacete que ficou popularmente conhecido como Convento das Carmelitas.<\/p>\n<p>C.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capela aveirense de S. 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