{"id":26495,"date":"2015-12-04T17:40:14","date_gmt":"2015-12-04T17:40:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26495"},"modified":"2015-12-04T17:40:14","modified_gmt":"2015-12-04T17:40:14","slug":"um-estilo-sinodal-esta-em-crescimento-sobretudo-nas-dioceses-e-nas-comunidades-mais-sensiveis-a-mudanca-de-epoca-cultural-que-vivemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-estilo-sinodal-esta-em-crescimento-sobretudo-nas-dioceses-e-nas-comunidades-mais-sensiveis-a-mudanca-de-epoca-cultural-que-vivemos\/","title":{"rendered":"&#8220;Um estilo sinodal est\u00e1 em crescimento, sobretudo nas dioceses e nas comunidades mais sens\u00edveis \u00e0 mudan\u00e7a de \u00e9poca cultural que vivemos&#8221;"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_26496\" aria-describedby=\"caption-attachment-26496\" style=\"width: 740px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/georginoa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26496\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/georginoa.jpg\" alt=\"P.e Georgino Rocha: \u201cO esp\u00edrito sinodal tem de permanecer sempre atuante\u201d\" width=\"740\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/georginoa.jpg 740w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/georginoa-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26496\" class=\"wp-caption-text\">P.e Georgino Rocha: \u201cO esp\u00edrito sinodal tem de permanecer sempre atuante\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<h4>\u00c9 apresentado hoje \u00e0 noite, pelas 21h00, no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, o livro \u201cIgreja Sinodal. A alegria da miss\u00e3o na sociedade secularizada\u201d, da autoria do P.e Georgino Rocha. Mais do que um livro sobre o S\u00ednodo de Aveiro (1990-1995), que \u00e9 diretamente abordado em quatro dos seus onze cap\u00edtulos, este livro defende que o estilo sinodal \u00e9 o mais adequado para a Igreja na sociedade secularizada, a que exige \u201cuma reinterpreta\u00e7\u00e3o do cristianismo\u201d, uma \u201crecomposi\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d. \u201cIgreja Sinodal\u201d \u00e9, pois, um livro para a \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d, a \u201cIgreja mission\u00e1ria\u201d, como tem insistido o Papa Francisco.<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CORREIO DO VOUGA &#8211; Afirma no seu novo livro que o s\u00ednodo \u00e9 \u201cum estilo t\u00edpico de ser e agir da Igreja\u201d. Em que consiste este estilo sinodal de ser e agir?<\/strong><br \/>\n<strong>GEORGINO ROCHA<\/strong> &#8211; O S\u00ednodo, pela org\u00e2nica de comunh\u00e3o e pelo dinamismo de participa\u00e7\u00e3o, o mais alargada poss\u00edvel, denota um estilo marcado pela confian\u00e7a nas pessoas e nas suas capacidades, pela pr\u00e1tica do di\u00e1logo, pela valoriza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia, das emo\u00e7\u00f5es e dos sentimentos, pela convic\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia dos pequenos passos progressivos, dados em comum rumo a objetivos atraentes e mobilizadores, pela aceita\u00e7\u00e3o da diversidade de ritmos e da sempre necess\u00e1ria paci\u00eancia e toler\u00e2ncia, pela procura de formas de interven\u00e7\u00e3o face aos desafios da miss\u00e3o que exigem resposta adequada.<br \/>\nPode ilustrar esta experi\u00eancia envolvente o exemplo do Papa Francisco e o recente S\u00ednodo sobre a fam\u00edlia e suas fases progressivas de realiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 um embri\u00e3o deste jeito de ser Igreja emerge j\u00e1 nos Atos dos Ap\u00f3stolos, aquando da problem\u00e1tica das pobres vi\u00favas discriminadas na comunidade crist\u00e3, em Jerusal\u00e9m.<br \/>\n\u00c9 um estilo em que se pressente uma outra dimens\u00e3o &#8211; a da presen\u00e7a e a\u00e7\u00e3o de Deus que nos convida a pormos em pr\u00e1tica a sua pedagogia de salva\u00e7\u00e3o, a seguirmos os caminhos abertos por Jesus Cristo \u00e0 Igreja, a acolhermos a novidade do Esp\u00edrito que, tantas vezes, passa pelo contributo positivo das ci\u00eancias da a\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA essa luz, compreende-se melhor o valor do S\u00ednodo como experi\u00eancia modelar da Igreja, como acontecimento marcante da vida pastoral, como realiza\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica que rasga caminhos novos \u00e0 a\u00e7\u00e3o eclesial e denuncia atitudes incorretas, como escola de aprendizagem daquilo que \u00e9 fundamental a vida crist\u00e3.<br \/>\nSem a aprendizagem deste estilo, a pr\u00e1tica da Igreja diocesana perde o melhor de si mesma &#8211; o ser comunh\u00e3o que se expande em miss\u00e3o por meio da experi\u00eancia crist\u00e3 de pessoas concretas, e as atitudes dos agentes pastorais ficam desfocadas daquilo que pretende verdadeiramente a a\u00e7\u00e3o eclesial &#8211; favorecer o desenvolvimento das capacidades de todos os batizados at\u00e9 \u00e0 maturidade e intervir na sociedade como for\u00e7a \u00e9tica de humaniza\u00e7\u00e3o. Vivendo o estilo sinodal, a Igreja \u00e9 mais fiel ao Evangelho de Jesus e vive, de modo mais efetivo, a solidariedade com o mundo em todos os \u00e2mbitos da sociedade e sua complexa organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>O estilo sinodal est\u00e1 presente apenas durante a realiza\u00e7\u00e3o de um s\u00ednodo ou na maior parte das a\u00e7\u00f5es da Igreja?<\/strong><br \/>\nO S\u00ednodo acaba como estrutura organizada e conjunto de iniciativas. Mant\u00e9m-se vivo e impulsiona os \u00f3rg\u00e3os de participa\u00e7\u00e3o e de miss\u00e3o no seu funcionamento normal: o conselho presbiteral e o diaconal, os conselhos pastorais e econ\u00f3micos, as equipas, reuni\u00f5es, assembleias e celebra\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPor isso, o esp\u00edrito sinodal tem de permanecer sempre atuante, de crescer em todas as dimens\u00f5es e de se enraizar mais progressivamente nas consci\u00eancias e atitudes das pessoas at\u00e9 impregnar a Igreja inteira. Tem de fazer nascer ou renovar as estruturas org\u00e2nicas e din\u00e2micas de participa\u00e7\u00e3o correspons\u00e1vel, onde n\u00e3o existem, e de dar novo impulso \u00e0s que funcionam deficientemente. \u00c9 necess\u00e1rio cultivar a vontade positiva de criar as condi\u00e7\u00f5es humanas para garantir a efic\u00e1cia do p\u00f3s-S\u00ednodo e manter abertas todas as \u2018janelas\u2019 do esp\u00edrito.<br \/>\n<strong>Enquanto Igreja particular, isto \u00e9, Diocese de Aveiro, somos realmente uma igreja sinodal?<\/strong><br \/>\nA resposta tem de ser matizada. Dizer sim ou n\u00e3o falsearia a verdade. Parece-me ser realista afirmar que parte significativa da Igreja diocesana vive a subst\u00e2ncia do S\u00ednodo que procura aplicar o esp\u00edrito de reforma eclesial preconizado pelo Vaticano II. Esta subst\u00e2ncia coincide com algumas decis\u00f5es oficiais. Com altos e baixos, como \u00e9 pr\u00f3prio do ser humano, sobretudo dos seus conjuntos. Com apoios oportunos de suporte e revigoramento que revelam capacidade criativa e mobilizadora; apoios que continuam a ser indispens\u00e1veis para que a renova\u00e7\u00e3o prossiga na verdade do Evangelho.<br \/>\nOutra parte, n\u00e3o menos expressiva, entrou numa certa rotina, faz a pastoral normativa exigida pelas circunst\u00e2ncias e sente-se \u201csacudida\u201d pelo exemplo maravilhoso do Papa Francisco, pelo esfor\u00e7o do nosso Bispo e pelos respons\u00e1veis pastorais, seus colaboradores. Todos reconhecem que \u201cnovos caminhos se abrem\/ s\u00e3o os caminhos da esperan\u00e7a\/ \u00e9 esta a hora de Deus\/ o mundo espera por n\u00f3s\u201d.<br \/>\n<strong>O S\u00ednodo de Aveiro terminou h\u00e1 20 anos. O P.e Georgino esteve muito empenhado na sua realiza\u00e7\u00e3o. O s\u00ednodo mudou mesmo o nosso modo de ser igreja? Ou sobre ele pousou um manto de esquecimento?<\/strong><br \/>\nA experi\u00eancia sinodal contribuiu fortemente para dar um novo impulso \u00e0 renova\u00e7\u00e3o conciliar que estava em curso, embora um pouco adormecida. O \u201cmanto\u201d referido \u00e9 mais de manuten\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica do calor concentrado do que arrefecimento progressivo com horizontes de saudoso esquecimento. Quando a beleza da mensagem passa a diretiva de a\u00e7\u00e3o encontra quase sempre filtros de reten\u00e7\u00e3o que tardam a assimila\u00e7\u00e3o e a coer\u00eancia pr\u00e1tica.<br \/>\nApesar disso, as Decis\u00f5es Sinodais s\u00e3o fontes de inspira\u00e7\u00e3o para o agir da Igreja diocesana, agora em novas modalidades: a revis\u00e3o de normas pastorais, designadamente para a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3; a rela\u00e7\u00e3o jubilosa com a Eucaristia e respetivo culto, sobretudo dominical; a caminhada sinodal com os Jovens; o plano quinquenal que nos conduz a Miss\u00e3o Jubilar; e, ultimamente, o plano trienal que tem por lema: \u201cIgreja de Aveiro, vive a alegria da miseric\u00f3rdia\u201d.<br \/>\nEste plano surge ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cA Alegria do Evangelho\u201d em todos os arciprestados por D. Ant\u00f3nio Moiteiro, nosso bispo, que recolhe as sugest\u00f5es de centenas de leigos sobre a renova\u00e7\u00e3o crist\u00e3 a implementar proximamente. Visa assim dar apoio a quem se mant\u00e9m firme no esp\u00edrito sinodal e pretende despertar e animar os que sentem o cansa\u00e7o e tendem a deixar correr, procura alargar as zonas de influ\u00eancia dos crist\u00e3os na sociedade.<br \/>\n<strong>Cita logo no in\u00edcio o Papa Francisco e o seu sonho (\u201cSonho com uma op\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os hor\u00e1rios, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo atual que \u00e0 autopreserva\u00e7\u00e3o\u201d). A Igreja universal, com Francisco, \u00e9 mais sinodal?<\/strong><br \/>\nO Papa Francisco faz brilhar o que gostaria que a Igreja fosse realmente na pr\u00e1tica testemunhada. E d\u00e1 o exemplo: estilo de vida, magist\u00e9rio, mudan\u00e7as significativas em centros vitais da organiza\u00e7\u00e3o eclesial. E faz apelos corajosos e insistentes. Um estilo sinodal est\u00e1 em crescimento, sobretudo nas dioceses e nas comunidades mais sens\u00edveis \u00e0 mudan\u00e7a de \u00e9poca cultural que vivemos e \u00e0 urg\u00eancia de a Igreja realizar a sua miss\u00e3o de forma iluminadora, assertiva e estimulante.<br \/>\nAs resist\u00eancias s\u00e3o grandes e protagonizadas, sobretudo, por pessoas altamente colocadas na escala hier\u00e1rquica e por for\u00e7as bem organizadas e influentes. Acresce a lentid\u00e3o que normalmente acompanha a transforma\u00e7\u00e3o das mentalidades dos conjuntos ancorados nas tradi\u00e7\u00f5es, fruto de um tempo, mas assumidas como definitivas.<br \/>\nA renova\u00e7\u00e3o de estilo sinodal vai fazendo o seu caminho. O exemplo recente que versou sobre a situa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e as experi\u00eancias de tantas dioceses no mundo constituem marcos hist\u00f3ricos impulsionadores deste processo em que a Igreja vive a comunh\u00e3o de forma operativa na participa\u00e7\u00e3o de todos na miss\u00e3o de servi\u00e7o \u00e0 verdade que liberta e humaniza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 apresentado hoje \u00e0 noite, pelas 21h00, no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, o livro \u201cIgreja Sinodal. A alegria da miss\u00e3o na sociedade secularizada\u201d, da autoria do P.e Georgino Rocha. 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