{"id":26542,"date":"2016-01-14T16:54:31","date_gmt":"2016-01-14T16:54:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26542"},"modified":"2016-01-14T16:54:31","modified_gmt":"2016-01-14T16:54:31","slug":"deificacao-e-diabolizacao-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deificacao-e-diabolizacao-do-estado\/","title":{"rendered":"Deifica\u00e7\u00e3o e diaboliza\u00e7\u00e3o do Estado"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24492\" aria-describedby=\"caption-attachment-24492\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24492\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\" alt=\"Ac\u00e1cio F. Catarino Soci\u00f3logo, Consultor Social \" width=\"200\" height=\"248\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24492\" class=\"wp-caption-text\">Ac\u00e1cio F. Catarino<br \/>Soci\u00f3logo, Consultor Social<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como se referiu no artigo anterior, o setor estatal, para algumas correntes de opini\u00e3o, distingue-se do n\u00e3o estatal porque visa o bem comum, e n\u00e3o o bem particular mais ou menos esgo\u00edsta; segundo estas correntes, quanto mais se estatizarem atividades econ\u00f3micas e outras realidades mais se garante a prossecu\u00e7\u00e3o do bem comum. Mas, tamb\u00e9m como se referiu no mesmo artigo, existem in\u00fameras entidades n\u00e3o estatais, sem fins lucrativos e mesmo com eles, que d\u00e3o contributos relevantes para o bem comum. O sector n\u00e3o estatal designa-se habitualmente por \u00abprivado\u00bb, mas tamb\u00e9m se utiliza o adjetivo \u00abparticular\u00bb, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o a entidades com fins n\u00e3o lucrativos, como \u00e9 o caso das \u00abinstitui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social\u00bb.<br \/>\nA par das correntes de opini\u00e3o que mistificam, divinizam, o Estado, existem as que o diabolizam, por n\u00e3o estar ao servi\u00e7o do povo, mas sim de interesses privados; sejam interesses de titulares dos seus cargos, ou de outras entidades econ\u00f3micas, sociais, culturais, pol\u00edticas, sindicais&#8230; que dele se aproveitam. Devemos reconhecer que se verificam excessos not\u00f3rios nas duas correntes, e ambas deixam sem resposta uma pergunta fundamental: ser\u00e1 vi\u00e1vel a harmoniza\u00e7\u00e3o entre o setor estatal e o privado, visando o bem comum. Em ordem a uma resposta, inexistente por ora, podem esbo\u00e7ar-se tr\u00eas cen\u00e1rios: o da estatiza\u00e7\u00e3o, o da privatiza\u00e7\u00e3o e o da complementaridade convergente. O cen\u00e1rio da estatiza\u00e7\u00e3o, em maior ou menor grau, das atividades econ\u00f3micas e de outras realidades teve como express\u00e3o mais consagrada a revolu\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica de 1917, que serviu de modelo a outros pa\u00edses. O cen\u00e1rio da privatiza\u00e7\u00e3o do maior n\u00famero poss\u00edvel de atividades econ\u00f3micas e de outras realidades teve como express\u00e3o mais not\u00f3ria o liberalismo econ\u00f3mico do s\u00e9culo XIX, que hoje persiste no poder financeiro transnacional, incontrol\u00e1vel pelos Estados democr\u00e1ticos. <em>(Continua)<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como se referiu no artigo anterior, o setor estatal, para algumas correntes de opini\u00e3o, distingue-se do n\u00e3o estatal porque visa o bem comum, e n\u00e3o o bem particular mais ou menos esgo\u00edsta; segundo estas correntes, quanto mais se estatizarem atividades econ\u00f3micas e outras realidades mais se garante a prossecu\u00e7\u00e3o do bem comum. 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