{"id":26645,"date":"2016-03-24T11:01:20","date_gmt":"2016-03-24T11:01:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26645"},"modified":"2016-03-24T11:01:20","modified_gmt":"2016-03-24T11:01:20","slug":"pascoa-passagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pascoa-passagem\/","title":{"rendered":"P\u00e1scoa &#8211; Passagem"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24498\" aria-describedby=\"caption-attachment-24498\" style=\"width: 100px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Querubim-silva.jpg\" rel=\"attachment wp-att-24498\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24498\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Querubim-silva.jpg\" alt=\"Querubim Silva Padre. Diretor\" width=\"100\" height=\"140\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24498\" class=\"wp-caption-text\">Querubim Silva<br \/>Padre. Diretor<\/figcaption><\/figure>\n<p>A paix\u00e3o de Jesus Cristo \u00e9 o v\u00e9rtice da Sua incarna\u00e7\u00e3o: \u00e9 no momento em que assume o extremo limite da natureza humana que completa o \u201caniquilamento\u201d da Sua divindade, para Se \u201csujar\u201d com a pequenez humana &#8211; termos do Papa Francisco &#8211; a fim de a limpar, de a recriar pela Sua passagem &#8211; P\u00e1scoa &#8211; da morte \u00e0 vida gloriosa de ressuscitado, abrindo a todos e cada um de n\u00f3s esses horizontes ilimitados, libertos do espa\u00e7o e do tempo, que s\u00e3o os horizontes da plenitude da vida, da supera\u00e7\u00e3o do tempo, da alegria da eternidade.<br \/>\nEvocar essa paix\u00e3o nunca \u00e9 uma lembran\u00e7a do passado. \u00c9, antes, abeirarmo-nos da humanidade que vive, em todos os tempos, o sofrimento, a dor, a morte, com os olhos da esperan\u00e7a. A tarde do calv\u00e1rio cobriu-se de trevas durante tr\u00eas horas. O sil\u00eancio do t\u00famulo prolongou-se por tr\u00eas dias &#8211; parte de tr\u00eas dias. Mas o sol voltou a brilhar. E o sil\u00eancio da morte explodiu numa manh\u00e3 de alegria. O amor n\u00e3o morre num madeiro! O amor n\u00e3o apodrece num t\u00famulo!<br \/>\n\u00c0s vezes, as dolorosas trevas das pessoas, dos grupos sociais, dos povos, prolongam-se por semanas, meses, por anos, com uma esteira de v\u00edtimas inocentes que nos aproximam daquela situa\u00e7\u00e3o de fragilidade, de surpresa ou mesmo de revolta, que se pergunta: \u201cDeus, onde est\u00e1s\u201d? O medo, a solid\u00e3o, a trai\u00e7\u00e3o, v\u00eam de formas surpreendentes: os senhores do poder, os fundamentalismos, os ego\u00edstas interesses secretos, a teia da suja fina\u00e7a\u2026, fazem-nos gritar \u00e0 beira do abismo do desespero.<br \/>\nJesus \u00e9 erguido entre o c\u00e9u e a terra, como algu\u00e9m de ningu\u00e9m, recusado e abandonado de todos, at\u00e9 parecer esquecido pelo pr\u00f3prio Pai. Solta os gemidos de toda a gente abandonada, exclu\u00edda, massacrada: \u201cMeu Deus, meu Deus por que me abandonastes?\u201d. Mas \u00e9 esse mesmo Senhor que derrama o perfume da miseric\u00f3rdia, do carinho, sobre todos n\u00f3s: \u201cPai, perdoai-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem!\u201d. E entrega-nos ao cuidado de Maria, que n\u00e3o \u00e9 deusa, mas a Mulher \u00danica, sol\u00edcita e pr\u00f3xima de quantos se encontram em prova\u00e7\u00e3o: \u201cEis a tua M\u00e3e!\u201d. E, serenamente, abre a janela da entrega confiante: \u201cPai, nas tuas m\u00e3os entrego o Meu esp\u00edrito!\u201d.<br \/>\nA manh\u00e3 de P\u00e1scoa tornar\u00e1 claro o sentido desta passagem de Jesus Cristo pelo v\u00e9rtice da Sua incarna\u00e7\u00e3o. Uma nova primavera desponta para a humanidade. E a hist\u00f3ria replica continuamente este mist\u00e9rio de passagem: noites de densas trevas, de dor incontida e de morte, que desabrocham em auroras de vida nova. O gr\u00e3o de trigo semeado n\u00e3o ficou s\u00f3, porque se deixou morrer. E brotou a nova planta, que dar\u00e1 sempre renovado fruto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A paix\u00e3o de Jesus Cristo \u00e9 o v\u00e9rtice da Sua incarna\u00e7\u00e3o: \u00e9 no momento em que assume o extremo limite da natureza humana que completa o \u201caniquilamento\u201d da Sua divindade, para Se \u201csujar\u201d com a pequenez humana &#8211; termos do Papa Francisco &#8211; a fim de a limpar, de a recriar pela Sua passagem &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-26645","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26646,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26645\/revisions\/26646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}