{"id":26769,"date":"2016-06-03T10:07:26","date_gmt":"2016-06-03T10:07:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26769"},"modified":"2016-06-03T10:07:26","modified_gmt":"2016-06-03T10:07:26","slug":"a-procissao-ainda-vai-no-adro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-procissao-ainda-vai-no-adro\/","title":{"rendered":"A prociss\u00e3o ainda vai no adro"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" rel=\"attachment wp-att-24931\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24931\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" alt=\"FLAUSINO SILVA Empres\u00e1rio\" width=\"150\" height=\"152\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/> Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pais, alunos e professores desfilaram em Lisboa, desde o Parque Eduardo VII e concentraram-se \u00e0 porta do Parlamento para protestar contra os cortes nos contratos de associa\u00e7\u00e3o. \u201cPedimos que o Estado veja a realidade\u201d, clamaram os manifestantes.<br \/>\nPorque esta quest\u00e3o tamb\u00e9m diz respeito \u00e0s escolas cat\u00f3licas foi a manifesta\u00e7\u00e3o apoiada pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. E muito bem, em nosso entender, porque a Igreja \u00e9 sociedade e tem grandes responsabilidades na educa\u00e7\u00e3o para os valores, pelo que os nossos Bispos t\u00eam de dar voz ao povo de Deus. S\u00e3o Pastores (n\u00e3o meros administradores), que tem de lutar pelo rebanho at\u00e9 ao limite.<br \/>\nN\u00e3o se esperaria uma afirma\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte de cidadania e de protesto para defender direitos adquiridos.<br \/>\nMas os ventos estalinistas e estatizantes, provenientes dos defensores de uma \u00fanica escola \u2013 a p\u00fablica, n\u00e3o se fizeram esperar e, pela voz da nomenklatura sindical \u2013 leia-se M\u00e1rio Nogueira e Arm\u00e9nio Carlos, o que prova bem a origem desta guerra empreendida pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, vieram imediatamente a p\u00fablico anunciar uma contra manifesta\u00e7\u00e3o. Querem luta, querem guerra, querem o poder na rua, como dantes. Porque o governo est\u00e1 a voltar ao dantes.<br \/>\nMais quatro dias feriados e menos 5 horas de trabalho por semana na fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00e3o um benef\u00edcio e n\u00e3o agravam o d\u00e9fice.<br \/>\nVejamos: 4 dias vezes 8 horas s\u00e3o 32 horas a menos num ano que, multiplicadas por 3.710.000 trabalhadores ativos, d\u00e1 a bonita soma de 118 milh\u00f5es horas anuais a menos. Sim, n\u00e3o custam nada ao Estado, mas custam \u00e0s empresas que t\u00eam de os pagar aos seus colaboradores e que se n\u00e3o traduzem em trabalho produtivo. Ali\u00e1s, o Estado tamb\u00e9m tem de pagar aos seus servidores, mas vai buscar o que precisa ao bolso dos cidad\u00e3os.<br \/>\nE as 5 horas por semana, vezes 48 semanas (ano de trabalho), multiplicadas por 600.000 funcion\u00e1rios p\u00fablicos (n\u00famero aproximado), d\u00e1 o total de 144 milh\u00f5es de horas n\u00e3o trabalhadas, que o Estado tem de pagar. E como vai o governo resolver, para compensar estas horas n\u00e3o trabalhadas, nas fun\u00e7\u00f5es onde forem necess\u00e1rias mais horas? Pagar trabalho extraordin\u00e1rio e buscar ao bolso dos cidad\u00e3os mais impostos para o aumento desta despesa.<br \/>\nComo o Primeiro Ministro diz que a redu\u00e7\u00e3o para 35 horas n\u00e3o aumenta a despesa estamos perante um dos milagres que se prop\u00f5e realizar.<br \/>\nComo o aumento dos feriados reduz a produtividade das empresas, aumenta o custo de produ\u00e7\u00e3o, diminui a competitividade da economia e as exporta\u00e7\u00f5es e aumentando o d\u00e9foce, que o governo cobrir\u00e1 indo, mais uma vez, ao bolso dos cidad\u00e3os buscar receita. O milagre do d\u00e9fice n\u00e3o aumentar explica-se pela multiplica\u00e7\u00e3o dos impostos &#8230;diretos e indiretos.<br \/>\nMas h\u00e1 uma manobra financeira (???) do governo que ainda n\u00e3o percebi: quer fechar as escolas privadas com contrato de associa\u00e7\u00e3o &#8211; diz que para poupar mais de 100 milh\u00f5es!<br \/>\nCom tanta facilidade para cobrir as despesas a partir do bolso dos contribuintes haver\u00e1, certamente, outras motiva\u00e7\u00f5es &#8211; eliminar o ensino de valores, em benef\u00edcio de uma escola sem eles.<br \/>\nAfinal que fez o governo nestes seis meses \u00e0 frente dos destinos de Portugal? Desfazer o que foi feito antes, com a\u00e7\u00f5es demag\u00f3gicas e populistas: mais feriados, menos horas de trabalho, resgate de empresas p\u00fablicas para oferecer palco aos sindicatos; reposi\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e pens\u00f5es, tudo gestos nobres e lucrativos&#8230; Em votos.<br \/>\nMais rendimento, mais crescimento, melhor economia, mais emprego, promessas socialistas de caminho novo livre de todas as austeridades.<br \/>\nMas a situa\u00e7\u00e3o entupiu e saiu tudo diferente: menos crescimento, mais desemprego, mais impostos!<br \/>\nTudo mal encaminhado para os cidad\u00e3os, mas acompanhado do sorriso irritante do primeiro ministro, a presidir \u00e0 festa, levando na prociss\u00e3o as irmandades radicais, alinhadas e aprumadas, com pend\u00e3o e seus ju\u00edzes \u00e0 frente.<br \/>\nAs bandeiras que abrem o cortejo s\u00e3o os temas de futuro do pa\u00eds, que em conjunto fazem aprovar no Parlamento e que h\u00e3o de colocar Portugal na lideran\u00e7a das conquistas sociais e revolucion\u00e1rias: barrigas de aluguer, ado\u00e7\u00e3o gay, eutan\u00e1sia, etc., etc. Afinal o governo presentear-nos-\u00e1 com outro milagre: Portugal na \u00faltima fila dos pa\u00edses pobres da Uni\u00e3o Europeia, culturalmente atrasados, mas na primeira dos pa\u00edses ricos, em contravalores, em desestrutura\u00e7\u00e3o familiar e social.<br \/>\nMas ser\u00e1 um milagre, porque continuaremos cantando e rindo, levados por esta governa\u00e7\u00e3o deslizante, que nos levar\u00e1 em festa, sem solavancos, equilibrados no fio da navalha, at\u00e9 aterrarmos, de novo, num fundo, ao som das vozes harmoniosas e trinadas das vozes arautos do BE e da m\u00fasica do gasto CD das conquistas revolucion\u00e1rias do PC.<br \/>\nE, por milagre, seremos de novo resgatados!<br \/>\nAcreditem, a prociss\u00e3o ainda s\u00f3 vai no adro!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pais, alunos e professores desfilaram em Lisboa, desde o Parque Eduardo VII e concentraram-se \u00e0 porta do Parlamento para protestar contra os cortes nos contratos de associa\u00e7\u00e3o. \u201cPedimos que o Estado veja a realidade\u201d, clamaram os manifestantes. 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